quinta-feira, 14 de junho de 2007

Sem noção

As pessoas do resto do Brasil ainda são tão desinformadas a respeito do Acre e da Amazônia, que me dá nos nervos. Chego a ficar mal humorado com a ignorância de gente que deveria saber mais do que eu sobre o assunto, como alguns de meus professores, jornalistas e artistas de TV que inclusive já estiveram pelas bandas da Terra de Galvez. Leia algumas pérolas.

Professor de Geografia e História:

- O ex-presidente José Sarney foi eleito senador pelo Acre, apesar de ser do Amapá e viver no Maranhão.

- Isso que tá passando na minissérie Amazônia é tudo mentira. O Acre foi trocado por um cavalo, mas o presidente Evo Morales devolveu o animal para Getúlio Vargas porque não sabia cavalgar.

Ator de TV:

- Cara, vocês tinham que provar a ayauasca. É um tipo de sopa feita à base de caiçuma, com camarão e uma folha lá, que eu não lembro o nome... chacrinha, eu acho. Em toda esquina tem uma senhora vendendo. O Acre todo pára pra tomar numas cuias feitas pelos índios caiapós.

Jornalista:

- Quer dizer que tem índio na política, no Acre? Como é que pode? Tem tanto índio assim, lá no Acre, que dá pra eleger uma pessoa? Pô, num sabia não, aí ó! Como é que eles conseguem fazer campanha falando em guarani?

Aí eu me irritei:

-Pois é. E eu vim morar aqui, fugindo das flechas perdidas e aproveitei para estudar, mas acho que não fiz um bom negócio.

4 comentários:

sandro ricardo disse...

"Tomili cego" quem mandou mudar do Acre. Pelo menos aqui temos um Senador Relator e Coveiro. Não é preciso estudar, já "se nace aprendido" até xadrez temos no "curriculum" - xeque. Se vira nos trinta, melhor: Se vira no Pan. Que inveja. Gostaria de estar por ai.

Cartunista Braga disse...

Sandro tu é foda! Valeu, mano véi!

Doido da baladeira disse...

Lembra da velha pergunta "E NASCE GENTE NO ACRE?"

Minha filha quando começou a estudar aqui em Brasília, logo nos primeiros dias, os colegas perguntavam se nas ruas do Acre andavam livremente onças e índios.

Santa guinorança. Bota guinorança nisso mano véi. Grande abraço e não esquece que em julho pretendo molhar os pés no banzeiro do mar.

Pitter Lucena

Cartunista Braga disse...

Pense num garapezão, Pitter! Eu e Soraya tamo te esperando cabra véi.