terça-feira, 20 de julho de 2010

Silêncio

Não ria assim, como a pouco ria.
Não ria assim com sarcasmo e dolo
Pois fechados os lábios, até os do tolo,
Transmitem admirável sabedoria.

Olhe e aprenda com a cabeça dos sábios
Duas grandes orelhas atentas eles tem
Dois olhos que veem o que não vê ninguém
E, abaixo de um nariz, discretos dois lábios

Quando, entre os sábios manter-se assim
Vendo, ouvindo, prestando atenção
Deles ganhará respeito e amarão você

Até te arguirão com perguntas sem fim
E satisfeitos, eles certamente ficarão
Se calado, ignorante, você não responder.

2 comentários:

Márcio Chocorosqui disse...

Nova ortografia: veem, arguirão.
Gostei do soneto.

Cartunista Braga disse...

Valeu, Chocker, meu revisor predileto!