sexta-feira, 23 de julho de 2010

Pedro Otávio Paiva Braga

Escrevi para meu filho, pelo seu aniversário. Publico agora.


Cara, eu tenho orgulho de ti, ó?! Porque tu existe e é o que é, eu vou sempre saber que acertei em algo nessa minha vidinha medíocre! Tu é meu! Tô contigo e não abro! E quem bolir contigo, boliu comigo. Morro, mas tu não. Apanho por ti, me lasco por ti. Nunca duvide disso!

É, neguim! Tu tá aqui, ó! Aqui, na minha veia! Aqui no meu peito, na minha mente, nos meus dedos, no meu olho, na minha mira, na minha venta, no meu choro, no meu beijo. No meu pulso. Nos meus sonhos...

Nos sonhos em que tu sempre estiveste desde o tempo em que eu nem sabia quem era tu. Quando eu simplesmente sonhava contigo. Quando eu ainda achava que sonho não se realizava. Tu tá aqui! Tatuado pra sempre na pele mais fina do meu coração.

Mas, Deus, em sua infinita sabedoria, autor de tudo que tu venha imaginar, inventor do bom humor, da alegria, do prazer e da saia justa, me criou e criou também a tua mãe. Pois é! E... parará, parará... Criou tu também.

E, por mais que o meu livre arbítrio questione Suas invencionices, tipo esse negócio de “eu te amo!”, posso fazer o quê, né, meu filho?! Vou bem eu peitar o Criador, né não?!
Eu mermo, hein!

Pois é... Então... Feliz aniversário!

Eu te amo!

Um comentário:

Leonardo disse...

Nem sou seu filho, mas eu chorei...
Sou homem e tenho 23 anos, sabe o que significa isso pra um filho? Acho que não né? Só filhos sem pai, sabem o que significa.
;) Abração.