sábado, 1 de outubro de 2011

Quente

Ruge, ronca, arrepia-se a cratera
Estremece, escarra fogo o Krakatoa
Funga fumo de enxofre e lava assoa...
Sente frio quem outrora quente era

No confronto com maior quentura
Seu ardor se amofina, grau a grau
Produz um estalactítico frio glacial
E apaga, bolha a bolha sua fervura

E sem calor, se tremem as pernas
Mesmo aqueles quem não as têm
Sentem as pernas também tremer

E aquela, a caverna das cavernas,
Adormece em um sono de neném
Assim que faz o vulcão adormecer

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