
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Prefeita perfeita
Rio Branco-Acre faz parte das nove capitais brasileiras que não têm mulheres concorrendo ao cargo de prefeita. Já o Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de candidatas, só a capital, Porto Alegre, tem três na disputa. Pensando nisso, resolvi ver em qual das candidatas do país eu votaria, não por seus projetos, ou partidos, ou ideologias, não. Pela beleza de cada uma. Escolhi sete das mais abunitadas. Veja os retratos e vote.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Crônica bigodiana
Cleber Borges
O paradoxo é que apesar de meus amigos chamá-lo também de le moustache, nem bigode ele ostenta mais. Só sei que o lugar é ímpar. Parece até que há um certo magnetismo, pelo menos para a macharada que anda por lá.
O point da Travessa Júlio César, na Cerâmica, não remete a nenhum coliseu romano, mas a um pequeno espaço que congrega, eu diria, o mais eclético refúgio dos notívagos acreanos. Lá freqüenta de um tudo! De “adevogados” a jornalistas, de empresários a fazendeiros, de funcionários públicos a intelectuais, de playboys do seringal a professores. Nunca vi um policial naquelas imediações, mas sei que, de vez em quando, aparece na área o Delegado e um tal de Major.
O Bar do Bigode é singular, mas seus freqüentadores ou andam no plural ou no diminutivo. Cê quer ver? É o Manelzinho, Caladinho, Sapatinho...
Lá, como na maioria das tribunas ou consultórios psiquiátricos do mundo, se busca resolver problemas existenciais de cada um e da humanidade. Por isso, o lugar é salutar! Presença feminina? Nem pensar! Só daquelas que são muito bem resolvidas ou têm peito e audácia suficientes para desfilar em frente daquele batalhão.
Mas, quando elas passam, o respeito é tamanho que as mais belas são aplaudidas e, detalhe: de pé! É o supra-sumo da reverência! Não diria que é civilidade exacerbada, mas escassez mesmo e idolatria pelo sexo feminino, principalmente depois do terceiro copo.
Lá, a gente discute sexualidade, moralidade, a Lei Seca, a Lei Maria da Penha e, ultimamente, uma tal que foi criada em 1941 e que até hoje continua proibindo venda de bebidas a bêbados. Essa tem sido nosso mote preferido para encher a paciência do Bigode, um verdadeiro lorde que, depois das onze esquece a diplomacia e expulsa todos daquela adorável esquina, seja rico, pobre, preto, bonito ou feio.
Aliás, para o Bigode todos são iguais e “xaropes”. É por isso que nós o amamos tanto. Saiba que, para entrar no seleto clube é preciso passar por uma triagem mais apurada que a do Iapen. Mas, se você estiver afinado e disposto a ver o mundo do melhor prisma destas plagas é só tentar. Resta saber se será admitido.
Como diria o professor Bosco, lá você pode viajar por todo o arco-íris ideológico da sociedade cristã-racional civilizada, baseado na lógica cartesiana. Mas, contrapondo-se ao diletantismo do professor, o Adal, outro "xarope" freqüentador do Bigode, diz que tudo isso não passa de pura “canecagem”.
Jornalista e xarope
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
É parada!

Procura-se vice
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Bolívia em pé de guerra

quinta-feira, 11 de setembro de 2008
ISO é Xapuri

terça-feira, 9 de setembro de 2008
Tião Maia escreve
É o passado que sempre vem
Entre meus muitos e diversos defeitos, eis um imperdoável: a repetição de histórias contadas tantas vezes. Chato para todos: para quem ouve e para quem as contas, eu no caso. Não sei o que é. Pode ser um sintoma de perda de memória ou simplesmente falta de novas histórias, do que, aliás, duvido. Afinal, com tantos anos de estrada, sempre entre o medo e a coragem de andar no fio da navalha que é viver entre a lucidez e a loucura, entre o clero e os desafortunados, entre deistas e incréus, entre palhaços e gente sem graça alguma, entre procissão e carnaval, enfim, entre o bem e o mal – cuja definição de um e outro, a propósito, está cada vez parecida, quase igual mesmo, com tanta confusão em torno da gente, repetir fatos pode ser mesmo um caso patológico a merecer atenção de quem entende do assunto.
Ou talvez não. A Laurinha, o amor mais belo da vida perigosa que se agregou à minha carcaça, quando morávamos em Brasília, quando ela aprendia as balbuciar as primeiras palavras, botou na cabeça que sabia cantar. E aprendera uma única música, "Aquarela", do Toquinho. A música era a trilha de um comercial da Faber Castel e estava a toda hora na TV. Quando eu ou a mãe dela pedíamos que cantasse, embora soubesse apenas daquela única música, Laurinha saía-se com a pergunta:
-Tal? Atela? – indagava, nos tempos em que ainda trocava o "q" pelo "t".E soltava a taquara rachada que parece habitar a garganta de todos os desafinados, as crianças incluídas. Sempre a mesma música, a única que ela achava que sabia. Só neste caso, registre-se, a repetição não era chata.
Mas acho que agora tenho coisas novas para contar. A principal delas, veja só, é que o mundo e nós todos continuamos os mesmos, como nossos pais, como bem lembrou um poeta cearense. E é isso o que nos fez chegar até aqui. O novo, que outro poeta disse sempre vir, de fato vem – mas sempre com sua carga de passado. Assim caminha a humanidade. Para um futuro já decifrado. Toda história recente conta o tempo dos nossos antepassados. A maior revolução de todos os tempos, essa da globalização, do telefone celular com múltiplas funções, não tem nada de revolucionário. No passado, os sinais de fumaça não surtiam os mesmos efeitos? E com a vantagem de que não podiam ser grampeados...
Tudo, portanto, é uma questão de adaptação. O sentimento mais nobre do ser humano depois do amor, é a esperança. Que de tão velha, dizem, é a última a morrer – mas morre!, diria o chargista Braga, com seu pessimismo de plantão. E então, como viver sem o novo? Simples: fingir que esse negócio de futuro e presente nada mais são que uma marca, algo como um produto na prateleira dos supermercados, um sabonete por exemplo. O que seria do comércio sem o calendário? O que seria da vida em sociedade sem a lembrança do aniversário dos parentes e amigos e da pessoa amada? Uma tragédia, com certeza, o que me reforça a idéia de que o registro do aniversário de alguém é a certeza de que a ligação da humanidade é de fato com o passado e não com o futuro. Que, aliás, deve ser uma chatice porque repetido tantas vezes não tem nada de novo.
Talvez a grande novidade seja esta: resistimos. Como massa de bolo – que quanto mais apanha mais cresce, viemos até aqui para dizer: o passado está à espreita e, portanto, é preciso reprisar tantas histórias. Só assim poderemos não esquecer que algumas histórias de nossa espécie não podem ser esquecidas nunca, jamais – para que não se repitam!Observação do Braga:
Eu não sou pessimista, abestado!