terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Kuduro
Kuduro é um estilo de música e dança que apareceu na década de 1990 em Luanda, os ritmos quentes que misturam a tradicional kazukuta (estilo músical carnavalesco angolano) com música electrônica rapidamente espalharam-se por toda Angola. Hoje qualquer pessoa em Portugal, Moçambique, Guiné, Cabo Verde ou São Tomé sabe o que é o kuduro. Já chegou ao Brasil e promete ser sensação neste carnaval, começando pela Bahia. Trata-se de algo tão lindo e rebuscado como a antiga dança "na boquinha da garrafa". Amizade, o lider da principal banda deste estilo, em Angola, Os Lambas, não morreu de kuduro, mas baleado pela polícia, acusado de assassinato. Kuduro tem história.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Os personalistas
Apregaram um adesivo com o nome do senador Tião Viana, pra enfeitar um carro, que era de um magote de traficante, que foi apreendido pela PF, transformado em ambulância e doado pra prefeitura do Jordão, no interior do Acre e no adesivo dizia mermassim: Apoio: Sen. Tião Viana. Marminino, isto tá dando uma confusão pro lado de cá!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Piquenique no Teatrão
Quebrando a banca na UFAC
Quando assaltaram um caixa eletrônico da UFAC, uma ruma de vezes, a PF nem tomou conhecimento, agora para fechar a banquinha da Arlete partiu com gosto de sangue, armada com metralhadora, bombas de efeito moral, lança-chamas, helicópteros, mergulhadores, vários agentes especiais (um deles atende pelo nome de Bourne e outro de Triplo X) fazendo poses de guerra como o que fazem nos morros do narcotráfico carioca (São treinados pela SWAT, sabe!).
Parecia enlatado americano, tudo isso para combater o terror estampado na cara dos funcionários, professores, alunos e visitantes daquela instituição federal de ensino superior.
Será que essa operação "Sitiagarro" toda é porque a doceira Arlete "Cheiro doce" vendia cocada, dentro da universidade, há mais de 30 anos? Cocada, minha gente, era cocada boa!
Parecia enlatado americano, tudo isso para combater o terror estampado na cara dos funcionários, professores, alunos e visitantes daquela instituição federal de ensino superior.
Será que essa operação "Sitiagarro" toda é porque a doceira Arlete "Cheiro doce" vendia cocada, dentro da universidade, há mais de 30 anos? Cocada, minha gente, era cocada boa!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Piquenique no front
Estréia no próximo dia 7 de fevereiro, uma produção da Cia. Visse & Versa, o espetáculo Piquenique do Front, do espanhol Fernando Arrabal. A peça traz no elenco o talento de grandes nomes do Teatro acreano como Lenine Alencar e Cláudia Toledo. No comando, o diretor manauara, Nonato Tavares. Tudo acontece no Teatrão, às 20:30. Vá ao teatro, mas não me chame, porque eu já tô lá!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Professor Bené escreve
Complicar não custa nada
Beneilton Damasceno*
Beneilton Damasceno*
À exceção de um tímido lembrete de trinta e dois caracteres deixado na mesa do editor-chefe do Página 20 sábado, é a primeira vez que ultrapasso uma linha para (suponho) me comunicar com alguém tendo o cuidado de acatar a nova ortografia do país, que passou a valer depois dos últimos fogos do réveillon.
Minha aparente tranqüilidade (perdão, agora é “tranquilidade”, pois a figura do trema foi sumariamente banida da língua tropical) como escrevinhador e revisor virou um pandemônio. Para começo de conversa, o corretor automático do computador não pára (o certo é “para”) de me chamar a atenção e sublinha tudo de vermelho. E mandou ontem, via e-mail, um recado que considero no mínimo insolente: somente o juiz ou autoridade similar vai fazê-lo mudar de idéia (que virou “ideia”) e engolir essas regrinhas mixurucas criadas por quem não tinha muito que fazer.
Por conta da bendita reforma, ontem de manhã tive uma discussão feia com o rapaz da farmácia onde compro fiado. Por telefone, reivindiquei um desconto na pomada de penicilina do estoque velho, já que o antiinflamatório agora ganhou um tracinho. O funcionário, como a maioria dos conterrâneos, refratário às mudanças na língua, veio com quatro pedras na mão. “Meu senhor, a Vigilância Sanitária desde quinta-feira proibiu a gente de comercializar esse medicamento. Só temos ‘anti-inflamatório’. Com hífen! Tente pela internet, talvez seja possível algum genérico no mercado negro. Ou ali em Cobija. Mais alguma coisa?”. Pam! Desligou.
Numa conhecida loja da cidade, ainda encontrei dois microondas modelo 2008, ultrapassados. Pena que já tinham placa de “vendidos”. Na fila, mais de cento e vinte pessoas torciam pela desistência de um dos compradores para poder dar o melhor lance. A vendedora fez questão de adiantar, porém, que o eletrodoméstico só tem garantia de quatro anos, findos os quais ele fica suscetível a todo tipo de defeito - do curto-circuito à ferrugem precoce. E aproveitou para exibir a nova linha de “micro-ondas” com controle remoto e manual de instruções totalmente de acordo com a nova ortografia.
Enquanto escrevo, acompanho num dos portais de notícia a revolta de uma famosa atriz global para manter incólume seu sobrenome. Se for obrigada a seguir a determinação oficial, a vetusta Marília Pêra vai ter que assinar Marília Pera. Ou então - que vergonha! - impetrar na Justiça um mandado de segurança, com pedido de liminar, e esperar, sabe-se Deus até quando, o julgamento do mérito no Supremo. Sorte dela é que a pronúncia da palavra, até que se crie outra lei, ficará mantida.
Puxando a discussão aqui para a terrinha, muita gente malhou à vontade o senador Tião Viana, responsável pela mudança do fuso horário do Acre e de algumas cidades da Amazônia. Houve até abaixo-assinado para que a lei, que entrou em vigor em junho do ano passado, fosse revogada. A justificativa dos inconformados era de que a população do Acre e dos municípios atingidos não havia sido consultada com antecedência. A malfadada idéia (repito: “ideia”), que virou inclusive mote na campanha eleitoral, felizmente não vingou. Se bem que em 2010 haverá eleição novamente...
Como o pau que bate em Chico bate em Francisco, seria coerente que a nação brasileira, em especial a família acreana, iniciasse uma movimentação de repúdio à mudança na língua escrita, essa sim, empurrada goela abaixo dos caras-pálidas do patropi sem qualquer referendo. Além do quê, trata-se de uma imposição que em nada vai beneficiar ou prejudicar os habitantes lusófonos do planeta. A reforma nada mais foi do que uma criação inócua, desnecessária e, sobretudo, dispendiosa para o Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e outras comunidades visitadas por Pedro Álvares Cabral e seus acólitos nos anos que seguiram a saga imperialista portuguesa em vários continentes.
No exato instante em que suo frio para fechar este último parágrafo, chega ao mural da redação uma portaria do comandante-em-chefe Elsinho Dantas. O teor do documento é dogmático: nenhum repórter, veterano ou novato, será penalizado financeiramente por infringir as normas gramaticais recém-instituídas. Em compensação, a cada três erros comprovados será descontado um dia da aposentadoria. Aí fica difícil, né, professor João Bosco?
*Jornalista
Entendeu ou quer que eu desenhe?
Artista britânica faz retratos com máquina de escrever

Retrato da atriz Nicole Kidman
Keira Rathbone tecla números e letras e usa os espaços em branco do papel para "desenhar" retratos e paisagens numa velha máquina de escrever. Além de retratar pessoas comuns, ela também criou retratos de celebridades, como Nicole Kidman, Kate Moss e Tom Hanks.
A artista leva até 90 horas para terminar alguns dos desenhos mais detalhados, como paisagens.
Ela começou a fazer os desenhos há cinco anos, quando comprou uma máquina de escrever antiga em um bazar.
"Ao invés de escrever, comecei a fazer desenhos com ela e não parei mais", disse a artista. Leia mais na Folha Online - BBC Brasil
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Blog do Vitor
Rapaz, aquelas correntes que te prometem o mundo e as capas do fundo e ameaçam você e sua família de tormentos terríveis caso ela seja quebrada, que proliferam nos nossos correios eletrônicos são mesmo um pé no saco. Mas esta, que eu chupei do blog do meu amigo Tião Vitor, editor-chefe do jornal Página 20 é muito boa e dá até pra enviar pros amigos sem medo de morrer.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Tá danado!
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Feliz ano novo!
Recebendo anjos
Luis Fernando Veríssimo*
Bons tempos, bons tempos, os bíblicos. Imagine receber um anjo hoje.
Um deles já pode ter estado com você, e você não o reconheceu. A função dele era aparecer e lhe dar a mensagem. A sua única obrigação era recebê-lo, mas você não soube que era ele. Você se afastou, achou que era um chato, ou um louco, falhou, azar. Pode ter sido há anos.
Aquele que caminhou ao seu lado brevemente e disse uma coisa estranha e você apressou o passo, lembra? Aquele (ou aquela, eles vêm de várias formas) que sentou ao seu lado e falou no tempo, e era um preâmbulo para a revelação, mas você fechou a cara.
Ele pode ter batido na sua porta e você foi logo dando uma esmola, ou dizendo que hoje não tem nada, ou ameaçando chamar a polícia. Antes era mais fácil, agora é tarde. Hoje ele bate na porta e você espia e não abre a porta, tá doido? Se ele se aproximar de você na rua, você correrá apavorado ou anunciará que está armado e que é melhor ele se afastar. Se ele se sentar ao seu lado, você fugirá do contágio, se ele segurar o seu braço, você gritará. Se ele telefonar, sua secretária eletrônica dirá para ele deixar a mensagem depois do bip e ele não dirá nada: a mensagem é para você e não para ela.
E se ele conseguir alcançar você sem que você lhe dê um pontapé, e cumprir sua função, e der a mensagem – você não a compreenderá. Pedirá para ele falar mais alto, há muito barulho. “O quê? Em que sentido? É uma metáfora? É um código? Interpreta, traduz, decifra, o quê?”
Agora é tarde. Antes ele olharia você nos olhos e falaria claramente. E, dada a mensagem, ele desapareceria, e o mundo seria uma estrada para o seu coração.
Hoje você diria – “olha, precisamos conversar com mais calma um dia, me liga! Me liga!”
*Extraído do Jornal do Brasil, de agosto de 1995
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Zorra Total
Comentário sobre o vestibular UFAC 2009
João Bosco de Sousa*
Copiar questões de outros vestibulares não é uma prática recente em vestibulares da UFAC. Acompanho o exame desde 1988 e, ano após ano, encontram-se questões que, quando não são cópias fidedignas das originais, são maquiagens grosseiras, às vezes contendo até erros de português.
A prova de Língua Portuguesa é um "espetáculo" à parte. A do vestibular de julho deste ano é um libelo da incompetência reinante entre os professores que se recusam a reconhecer suas limitações técnicas para elaborar itens com as características exigidas por uma avaliação de nível médio, como o vestibular. Das 15 questões que compuseram a prova, 12 são comprovadamente copiadas, a saber:
- vestibular da FUVEST-SP (1997): questão 17;
- vestibular da FUVEST-SP (1998): questão 14;
- vestibular da FUVEST-SP (1999): questões 11, 12, 13, 15, 16, 21 e 22;
- vestibular do ITA-SP (1991): questão 20;
- vestibular da UM-SP (1994): questão 23;
- vestibular da PUC-RS (1993): questão 24.
Há um detalhe interessante relativo à questão 24, copiada da PUC-RS. O professor "autor" prejudicou muitos vestibulandos, pois divulgou uma resposta errada e manteve-a até o final do processo seletivo. Estranhamente a Copeve não colocou as provas à disposição no site da UFAC, divulgou apenas o gabarito.
Neste último vestibular, realizado em 14 e 15 de dezembro, o procedimento do plágio foi novamente utilizado, mas chega a ser um "detalhe" comparado a problemas de natureza teórica. Na prova de Língua Portuguesa, há três questões cujas respostas divulgadas pela banca examinadora não se sustentam. A questão 24, por exemplo, é uma agressão incomensurável à inteligência de discentes e docentes e, sobretudo, aos compêndios literários. O enunciado pede ao aluno que aponte, entre cinco afirmações, aquela que não pode ser feita sobre o livro "O empate", de Florentina Esteves. Entre as quatro afirmações que não servem como resposta — mas que são verdadeiras, segundo o raciocínio aplicado no enunciado —, encontra-se esta: "... o romance 'O empate' (...) apresenta a mulher indígena como personagem nunca antes valorizada nas narrativas de autoria masculina". Em outras palavras: Florentina Esteves superou — nada mais, nada menos! — José de Alencar, para ficarmos apenas na menção de um autor mais conhecido, de um autor “menor” do espectro literário brasileiro.
Em vestibulares sérios, após a aplicação das provas os professores que elaboram as questões apresentam as respectivas respostas com comentários, justificativas. É um procedimento elementar: se o professor propõe um item avaliativo aos alunos, espera-se que ele saiba resolvê-lo e fundamente sua resposta. No vestibular da UFAC, os "autores" dos itens sentem-se agredidos quando se faz qualquer questionamento, mas são incapazes de redigir um fundamento teórico justificando o que propuseram como avaliação. O dom da infalibilidade lhes toma o corpo até a medula óssea. Oxalá o episódio de agora torne esses “autores” seres menos divinos, mais próximos de nossa falível natureza humana!
Sua Magnificência, Olinda Batista, tem uma oportunidade ímpar de promover ações há muito necessárias ao aprimoramento do vestibular da UFAC. Essas ações não compreendem apenas aspectos relativos à organização e infra-estrutura. A mais urgente, revelada pelo episódio do plágio de questões, é justamente aquela que muitos não percebem: definir ao menos um esboço mínimo do perfil de aluno que a instituição deseja receber em seus cursos. Esse perfil é essencial quando a universidade discute, por exemplo, as diretrizes para a melhoria da qualidade de ensino.
Nesse sentido, é importante a reitoria não se deixar embevecer pelo clima moralizante instaurado após a divulgação das irregularidades. Visando à elaboração de questões inéditas, sem a devida reflexão corre-se o risco da ressurreição de mentalidades jurássicas que já reinaram em vestibulares da UFAC e, qualitativamente, em nada contribuíram. Tome-se como exemplo o exame de 1997. Após fraude grosseira que culminou com a anulação total do processo seletivo, novas provas foram elaboradas. É bem verdade que a maioria das questões já não primava pela qualidade e a escassa qualidade existente já era fruto de plágio, mas, no geral, as novas provas conseguiram piorar o que já era ruim. Em uma das questões de Língua Portuguesa, pediu-se aos vestibulandos que apontassem o plural da palavra “ancião”, segundo a norma gramatical. Três são as formas de plural registradas em português: “anciãos”, “anciães” e “anciões”. Como podemos observar, esse tipo de questão exige do vestibulando uma habilidade tão rebuscada, tão sofisticada quanto “analisar o caráter sistêmico da menstruação das baratas” e “compreender a importância da influência da décima sétima lua de Júpiter no ciclo menstrual das formigas-saúvas africanas”. Esse tipo de questão “inédita” revela-nos pelo menos três problemas comprometedores: 1) o elaborador desconhece o teor dos Parâmetros Curriculares Nacionais, documento oficial que fundamenta o currículo do ensino médio brasileiro. O que significa dizer que ele desconhece a realidade do público ao qual se destina a avaliação; 2) o elaborador não domina os rudimentos básicos que norteiam a formulação de um item avaliativo; 3) o elaborador age de má-fé, uma vez que, sendo sabedor de sua inabilidade técnica para executar a tarefa que lhe foi incumbida, aceita-a prontamente como se fora capaz de realizá-la, desprezando de maneira irresponsável o fato de prejudicar a trajetória de muitos estudantes.
É importante, também, que a reitoria da UFAC revele o nome dos professores-copistas e responsabilize-os de fato. A julgar pelas últimas declarações do presidente da Copeve, o velho corporativismo que corrói a estrutura da instituição já começa a dar as caras. Em entrevista a um periódico local, o atabalhoado dirigente disse que “o plágio pode ter ocorrido por falta de tempo dos professores para elaborar questões inéditas”. A declaração é um acinte. Falta aos eminentes professores tempo para elaborar itens inéditos, mas não lhes faltam tempo e disposição para receber a remuneração por algo que não fizeram. O decadente programa “Zorra Total” é uma revolução humorística sem precedentes, comparado a uma pérola dessas.
*João Bosco de Sousa é professor de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
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