sábado, 19 de outubro de 2013

FELINAS

O boca da gata que hoje beija é a mesma da onça que amanhã morderá.

domingo, 6 de outubro de 2013


terça-feira, 13 de agosto de 2013

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vai se lascar Hollywood!

Cara eu fico muito puto com um específico clichê de filmes norte-americanos. Queria saber, somente pra eu dar-lhe um cotoco, quem foi o baitola desgraçado, imbecil que inventou a cena aonde pessoas agoniadas acham que vão escapar de quem as persegue fugindo pra cima.

Estão correndo no meio da rua aí entram num prédio e vão subindo as escadas até o terraço. O amaldiçoado do edifício tem mais ou menos uns troscunhancentos andares e o carai do perseguido, que deve ter uns dois mil e quatrocentos pulmões sobe aquela pustema, nas carreiras, pelas escadas e o magote vai todo atrás dele sem piscar os olhos, nem parar pra beber água. É de lascar, né não?

Chegou na torre, no topo, tu vai correr pra onde agora, miserável?

O pior que, se for o mocinho sendo perseguido, ainda escapa pulando pra outro prédio, se pendurando num fio de alta tensão que, só nele, não dá choque, se enfiando por uma janela de vidro que, só ele, não corta, se esborrachando no concreto que, só as costelas dele não quebram. Isso quando o cabra não pula do terraço do prédio, dentro de uma caçamba de lixo que só pode ser feito de espuma, porque ele sempre escapa sem nenhum arranhãozinho, só fedendo.

E o pior de tudo, depois desta fedorenta escapada ele ainda consegue pegar um táxi guiado por um porto-riquenho, que não se importa de levar aquele estranho, que tem uma ruma de sujeito correndo e atirando atrás dele. Sem falar que esse cara tá liso. Como é que vai pagar a corrida? Ah, vai se lascar Hollywood!


terça-feira, 18 de junho de 2013

Histórias de Alcântara: Ativistas e protestantes

O Antônio Alcântara passou por muitos apuros financeiros, mas nunca deixou de pagar a pensão de seu filho Augusto Cezar e, para assegurar o sagrado compromisso ele sempre dava seu jeito.

Era comum aparecer em grandes eventos populares vendendo sanduíche natural, sucos e, em festas como o carnaval de rua, vendia caipirinha, cachaça, água e refrigerantes em sua banquinha improvisada.

Sempre criativo, certa vez eu o encontrei num desses antigos carnavais, em frente à Prefeitura de Rio Branco, hoje Praça da Revolução. Debruçado sobre o isopor, em cima de uma mesinha dobrável, segurava uma cartolina, aonde se lia, escrito de ponta cabeça: "CAIPIRINHA R$ 1,00".

Ao adverti-lo de sua distração, me chamou ao pé do ouvido e disse: "É pra ser assim mesmo. Pode deixar. Me admira você, um publicitário véi do cu pelado não reconhecer uma jogada de marketing pra atrair clientes. Vapaporra!".

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Desnamorados

Quando era o amor eterno
E nossos beijos mais demorados
Quando entranhávamos
Nossas vidas e nossos desejos
Nunca realizados
E tínhamos também
Um pacto nunca antes pactuado
Porque éramos par de chinelos
Jamais desencontrados
E quando - Deus sabe - fomos
Um pelo outro, tão apaixonados
Tão contentes em sonhos
Que sonhávamos juntos acordados
E que não haverá outros
Que sejam tanto quanto nós amados
E assim, ali diante do final
De nosso conto de fadas mal contado
Instantes antes de tornarmo-nos
Tristes e infelizes desnamorados
É que soube que foi tudo perfeito
E que nossos doces momentos
Estarão para sempre eternizados. 

"Fazendo hora" com a cara da gente


terça-feira, 4 de junho de 2013

Garrafas bec


Uma linha de refrigerantes dos Estados Unidos vai usar a substância psicoativa THC (tetrahidrocanabinol), presente na maconha, como ingrediente. O principal refrigerante da linha será o Canna Cola ("canna" de cannabis, o nome científico da erva). Outros sabores também estarão disponíveis, como uva e laranja.

Segundo o criador da presepada, Clay Butler, o produto só poderá ser vendido para quem tiver prescrição médica para uso do "baseado líquido" (Rá-rá-rá! Me engana que eu gosto!) e vai custar de 15 a 20 reais. Eu hein, mais barato que coca.

LEIA MAIS NO BLOG DE ANDRÉ CRESPANI
http://wp.clicrbs.com.br/mundoidao/?topo=52%2C2%2C18%2C%2C224%2C77

terça-feira, 28 de maio de 2013

Release para Macferr

PREFEITURA DE CASIMIRO REALIZA CONSULTA PÚBLICA SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS


ONGS, especialistas, associações de moradores e estudantes debateram sobre o tema

Valéria Borba, engenheira e mestra em Saúde Pública, falou sobre os riscos dos resíduos sólidos como o gás das lâmpadas fluorescentes que pode causar câncer
A Prefeitura Municipal de Casimiro de Abreu, através da SEMMADS – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a Macferr, soluções tecnológicas realizou, durante todo o dia do último dia 07 de maio, na Casa de Cultura de Casimiro de Abreu e na Biblioteca Pública, em Barra de São João, consulta pública para tratar do plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, com a participação da engenheira Valéria Borba do Nascimento, mestra e especialista em Saúde Pública e representantes de ONGs e diversos segmentos da sociedade.

Segundo Valéria Borba, vem aumentando nas últimas décadas a preocupação nacional com os resíduos sólidos - material, substância, objeto ou bem descartado que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada.

Indo desde as questões ecológicas e os paradoxos voltados ao desenvolvimento sobre este tema, ressalta-se a não geração dos resíduos, sua minimização e gerenciamento de seu manuseio incluindo todas as etapas que vão desde a sua geração até a destinação final adequada. “É o despertar da sociedade para com as responsabilidades na gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos.”, disse.

As normas técnicas são representadas principalmente pela Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Lei de Saneamento Básico, entre outras referências reguladoras que tratam e harmonizam-se entre si nas áreas ambiental, tecnológica, saúde e segurança no trabalho. Uma preocupação que a Prefeitura de Casimiro de Abreu trás ao debate com a sociedade.

Com a participação de vários órgãos ambientais como o INEA – Instituto Estadual do Ambiente, na pessoa do superintendente regional, Túlio Vagner, o secretário municipal da SEMMADS, Maurício Porto ressaltou que a intenção desta iniciativa é, juntamente com a população, criar o PMGIRS, de acordo com as demandas e necessidades dos municípios e seus habitantes. “Com esta participação popular a prefeitura obtém subsídios para implantação bem elaborada da coleta seletiva de lixo dentre outras ações para a preservação ambiental.”, acrescentou Porto.

Para o diretor Marcos Corsino, da empresa Macferr, organizadora do evento, a consulta pública foi um sucesso pela qualidade dos debatedores e das pessoas da comunidade que participaram ativamente com sugestões e questões, satisfatoriamente respondidas pela especialista convidada. “Para uma primeira reunião, achei bastante produtiva e acredito que teremos um bom material para a elaboração do PMGIRS.”, disse Corsino.

SÃO VERDÃO

Uma atração à parte, durante o evento foi a aparição do ecologista São Verdão. No mínimo curioso, o personagem é interpretado por Jeremias Soares, um pacato cidadão que procura fazer a sua parte, em defesa do meio ambiente, se fantasiando com um vestuário extravagante, composto por máscara de caveira, capa esverdeada, camiseta com estampas dos escudos da maioria dos clubes de futebol brasileiros, sapatos amarelos e bandeirolas com mensagens ecológicas.

O ativista Jeremias Soares na pele do São Verdão: “O verdadeiro sangue nobre é verde!”

Soares e mais alguns ativistas fazem parte da ONG que leva o mesmo nome de seu personagem. Busca visibilidade para seus ideais em estádios de futebol, misturando-se às torcidas organizadas. “Tudo começou na torcida do Corinthians, em um jogo contra o Botafogo. Tive que sair apressado dali para o lado do Botafogo, pois não foi de bom tom estar entre corintianos, todo vestido de verde!”, falou num sorriso.

E disse mais: “Chico Mendes e irmã Dorothy estiveram sozinhos e morreram nesta luta pelo nosso meio ambiente. Eu tenho buscado apoio entre as maiores torcidas do Brasil. Pretendo viajar por todos os estádios do país levantando esta bandeira e mostrando a cor do verdadeiro sangue nobre, que é verde”. Divertido e prometendo um show no próximo encontro, São Verdão foi o principal alvo de fotos com os participantes.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A russa

Ela tinha um sotaque maravilhoso. Notei na mesma hora que era da Xexênia. Ela era soviética. Disse para mim seu nome, que jamais esquecerei. Verginia Shavatzjnakovak ganhou minha atenção e meu interesse em sua estória extraordinária e, vendo seus lábios trabalharem freneticamente, me apaixonei por ela. Sua língua... Tão exótica e tão doce... Se estivesse falando palavras que eu entendesse, não teria me emocionado tanto.

Excitado que estava, eu a pedi em casamento sem pensar nem titubear e ela disse que sim, que seria minha para o resto vida, na saúde e na doença, na paz e na guerra e disse mais, que viveria comigo até debaixo da ponte e que me daria filhas e filhos lindos com a minha cara e seu todo amor. Foi um casamento de sonho, que toda garota algum dia sonhou casar assim como ela se casou. E, naquela cerimônia emocionante, eu disse sim e ela disse também sim.

Confesso agora, que eu não estava entendendo nada do que ela falava. Sei que gemia, que me falava palavras carinhosas. Ela me beijava e me lambuzava, e me salivava com seus quatro lábios deliciosos. Que mulher! Eu a amava como o poeta ama a letra, como a virgem ama a virtude, como ela amava a alegria, como o povo ama a liberdade. O amor aconteceu ali, naquele momento sublime, num arrepiar de vida.

Obviamente – Quem viveu, e viu, e leu sabe -, nós não nos entendemos assim como nossos corações palpitavam para que as promessas se cumprissem como desejávamos. Fomos apartados pelas palavras que cada um de nós dois tentava falar e nenhum dos dois entendia. Ela era russa e eu brasileiro. A gente só se entendia quando não falávamos. Eu só a entendia quando ela chorava e chorava no idioma universal da infelicidade.

Eu disse para minha amada Verginia Shavatzjnakovak que precisava sair dali e comprar cigarros, na banca da esquina. Ela soube, na mesma hora que falei isso, que eu estava mentindo, que não estava indo comprar cigarros, nem que a banca era ali na esquina. Eu sei que ela ficou triste e que sofreu com minha covarde desistência que, para mim, foi um presente para ela, a mulher que eu nunca entenderia o que falava, mas, assim, a livraria de mim.

Em buraco de peba, tatu caminha dentro?