sexta-feira, 28 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Histórias de Alcântara: Ativistas e protestantes
O Antônio Alcântara passou por muitos apuros financeiros, mas nunca deixou de pagar a pensão de seu filho Augusto Cezar e, para assegurar o sagrado compromisso ele sempre dava seu jeito.
Era comum aparecer em grandes eventos populares vendendo sanduíche natural, sucos e, em festas como o carnaval de rua, vendia caipirinha, cachaça, água e refrigerantes em sua banquinha improvisada.
Sempre criativo, certa vez eu o encontrei num desses antigos carnavais, em frente à Prefeitura de Rio Branco, hoje Praça da Revolução. Debruçado sobre o isopor, em cima de uma mesinha dobrável, segurava uma cartolina, aonde se lia, escrito de ponta cabeça: "CAIPIRINHA R$ 1,00".
Ao adverti-lo de sua distração, me chamou ao pé do ouvido e disse: "É pra ser assim mesmo. Pode deixar. Me admira você, um publicitário véi do cu pelado não reconhecer uma jogada de marketing pra atrair clientes. Vapaporra!".
Era comum aparecer em grandes eventos populares vendendo sanduíche natural, sucos e, em festas como o carnaval de rua, vendia caipirinha, cachaça, água e refrigerantes em sua banquinha improvisada.
Sempre criativo, certa vez eu o encontrei num desses antigos carnavais, em frente à Prefeitura de Rio Branco, hoje Praça da Revolução. Debruçado sobre o isopor, em cima de uma mesinha dobrável, segurava uma cartolina, aonde se lia, escrito de ponta cabeça: "CAIPIRINHA R$ 1,00".
Ao adverti-lo de sua distração, me chamou ao pé do ouvido e disse: "É pra ser assim mesmo. Pode deixar. Me admira você, um publicitário véi do cu pelado não reconhecer uma jogada de marketing pra atrair clientes. Vapaporra!".
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Desnamorados
Quando era o amor eterno
E nossos beijos mais demorados
Quando entranhávamos
Nossas vidas e nossos desejos
Nunca realizados
E tínhamos também
Um pacto nunca antes pactuado
Porque éramos par de chinelos
Jamais desencontrados
E quando - Deus sabe - fomos
Um pelo outro, tão apaixonados
Tão contentes em sonhos
Que sonhávamos juntos acordados
E que não haverá outros
Que sejam tanto quanto nós amados
E assim, ali diante do final
De nosso conto de fadas mal contado
Instantes antes de tornarmo-nos
Tristes e infelizes desnamorados
É que soube que foi tudo perfeito
E que nossos doces momentos
Estarão para sempre eternizados. terça-feira, 4 de junho de 2013
Garrafas bec
Uma linha de refrigerantes dos Estados Unidos vai usar a substância psicoativa THC (tetrahidrocanabinol), presente na maconha, como ingrediente. O principal refrigerante da linha será o Canna Cola ("canna" de cannabis, o nome científico da erva). Outros sabores também estarão disponíveis, como uva e laranja.
Segundo o criador da presepada, Clay Butler, o produto só poderá ser vendido para quem tiver prescrição médica para uso do "baseado líquido" (Rá-rá-rá! Me engana que eu gosto!) e vai custar de 15 a 20 reais. Eu hein, mais barato que coca.
LEIA MAIS NO BLOG DE ANDRÉ CRESPANI
http://wp.clicrbs.com.br/
sábado, 1 de junho de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Release para Macferr
PREFEITURA
DE CASIMIRO REALIZA CONSULTA PÚBLICA SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS
ONGS, especialistas,
associações de moradores e estudantes debateram sobre o tema
![]() |
| Valéria Borba, engenheira e mestra em Saúde Pública, falou sobre os riscos dos resíduos sólidos como o gás das lâmpadas fluorescentes que pode causar câncer |
A Prefeitura Municipal de Casimiro de Abreu, através da
SEMMADS – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,
em parceria com a Macferr, soluções tecnológicas realizou, durante todo o dia
do último dia 07 de maio, na Casa de Cultura de Casimiro de Abreu e na
Biblioteca Pública, em Barra de São João, consulta pública para tratar do plano
municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, com a participação da
engenheira Valéria Borba do Nascimento, mestra e especialista em Saúde Pública
e representantes de ONGs e diversos segmentos da sociedade.
Segundo Valéria Borba, vem aumentando nas últimas décadas a preocupação nacional com os
resíduos sólidos - material, substância, objeto ou bem descartado que, depois de esgotadas todas as
possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos
disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que
não a disposição final ambientalmente adequada.
Indo desde as questões ecológicas e os paradoxos voltados ao
desenvolvimento sobre este tema, ressalta-se a não geração dos resíduos, sua
minimização e gerenciamento de seu manuseio incluindo todas as etapas que vão
desde a sua geração até a destinação final adequada. “É o despertar da
sociedade para com as responsabilidades na gestão e gerenciamento dos resíduos
sólidos.”, disse.
As normas técnicas são representadas principalmente pela Lei
de Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Lei de Saneamento Básico, entre
outras referências reguladoras que tratam e harmonizam-se entre si nas áreas
ambiental, tecnológica, saúde e segurança no trabalho. Uma preocupação que a
Prefeitura de Casimiro de Abreu trás ao debate com a sociedade.
Com a participação de vários órgãos ambientais como o INEA –
Instituto Estadual do Ambiente, na pessoa do superintendente regional, Túlio
Vagner, o secretário municipal da SEMMADS, Maurício Porto ressaltou que a intenção
desta iniciativa é, juntamente com a população, criar o PMGIRS, de acordo com
as demandas e necessidades dos municípios e seus habitantes. “Com esta
participação popular a prefeitura obtém subsídios para implantação bem
elaborada da coleta seletiva de lixo dentre outras ações para a preservação
ambiental.”, acrescentou Porto.
Para o diretor Marcos Corsino, da empresa
Macferr, organizadora do evento, a consulta pública foi um sucesso pela
qualidade dos debatedores e das pessoas da comunidade que participaram
ativamente com sugestões e questões, satisfatoriamente respondidas pela
especialista convidada. “Para uma primeira reunião, achei bastante produtiva e
acredito que teremos um bom material para a elaboração do PMGIRS.”, disse
Corsino.
SÃO VERDÃO
Uma atração à parte, durante o evento foi a aparição do
ecologista São Verdão. No mínimo curioso, o personagem é interpretado por Jeremias
Soares, um pacato cidadão que procura fazer a sua parte, em defesa do meio
ambiente, se fantasiando com um vestuário extravagante, composto por máscara de
caveira, capa esverdeada, camiseta com estampas dos escudos da maioria dos
clubes de futebol brasileiros, sapatos amarelos e bandeirolas com mensagens
ecológicas.
![]() |
| O ativista Jeremias Soares na pele do São Verdão: “O verdadeiro sangue nobre é verde!” |
Soares e mais alguns ativistas fazem parte da ONG que leva o
mesmo nome de seu personagem. Busca visibilidade para seus ideais em estádios
de futebol, misturando-se às torcidas organizadas. “Tudo começou na torcida do
Corinthians, em um jogo contra o Botafogo. Tive que sair apressado dali para o
lado do Botafogo, pois não foi de bom tom estar entre corintianos, todo vestido
de verde!”, falou num sorriso.
E disse mais: “Chico Mendes e irmã Dorothy estiveram
sozinhos e morreram nesta luta pelo nosso meio ambiente. Eu tenho buscado apoio
entre as maiores torcidas do Brasil. Pretendo viajar por todos os estádios do
país levantando esta bandeira e mostrando a cor do verdadeiro sangue nobre, que
é verde”. Divertido e prometendo um show no próximo encontro, São Verdão foi o
principal alvo de fotos com os participantes.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
A russa
Ela tinha um sotaque maravilhoso. Notei na mesma hora que
era da Xexênia. Ela era soviética. Disse para mim seu nome, que jamais
esquecerei. Verginia Shavatzjnakovak ganhou minha atenção e meu interesse em
sua estória extraordinária e, vendo seus lábios trabalharem freneticamente, me
apaixonei por ela. Sua língua... Tão exótica e tão doce... Se estivesse falando
palavras que eu entendesse, não teria me emocionado tanto.
Excitado que estava, eu a pedi em casamento sem pensar nem
titubear e ela disse que sim, que seria minha para o resto vida, na saúde e na
doença, na paz e na guerra e disse mais, que viveria comigo até debaixo da
ponte e que me daria filhas e filhos lindos com a minha cara e seu todo amor.
Foi um casamento de sonho, que toda garota algum dia sonhou casar assim como
ela se casou. E, naquela cerimônia emocionante, eu disse sim e ela disse também
sim.
Confesso agora, que eu não estava entendendo nada do que ela
falava. Sei que gemia, que me falava palavras carinhosas. Ela me beijava e me
lambuzava, e me salivava com seus quatro lábios deliciosos. Que mulher! Eu a
amava como o poeta ama a letra, como a virgem ama a virtude, como ela amava a
alegria, como o povo ama a liberdade. O amor aconteceu ali, naquele momento
sublime, num arrepiar de vida.
Obviamente – Quem viveu, e viu, e leu sabe -, nós não nos
entendemos assim como nossos corações palpitavam para que as promessas se
cumprissem como desejávamos. Fomos apartados pelas palavras que cada um de nós
dois tentava falar e nenhum dos dois entendia. Ela era russa e eu brasileiro. A
gente só se entendia quando não falávamos. Eu só a entendia quando ela chorava
e chorava no idioma universal da infelicidade.
Eu disse para minha amada Verginia Shavatzjnakovak que
precisava sair dali e comprar cigarros, na banca da esquina. Ela soube, na
mesma hora que falei isso, que eu estava mentindo, que não estava indo comprar
cigarros, nem que a banca era ali na esquina. Eu sei que ela ficou triste e que
sofreu com minha covarde desistência que, para mim, foi um presente para ela, a
mulher que eu nunca entenderia o que falava, mas, assim, a livraria de mim.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Puto de raiva
O mundo horrível de hoje não precisa de boquirrotos pastores
políticos, tampouco de pilantras políticos gays. No fundo de seu armário
inóspito, só querem se locupletar, amancebados que são da opinião midiática e
desentendedora de suas verdadeiras intenções separatistas e explicitamente
diabólicas. Nós, eu e mais uma ruma de criatura do bem, que é “democraticamente”
obrigada a votar nestes pulhas, detestamos esse debate nojento.
Pouco me importa essas picuinhas de senadores, caciques,
donos de partidos e emendados. Nada disso muda nem diminui a minha contribuição
com meus caraminguás, em forma de eternos tributos, e com a minha vida em forma
de falta de segurança, saúde e educação. Eu vou continuar seguindo as regras,
porque sou legalista. Mesmo que sejam leis retrógradas, abusivas e enganadoras.
Leis fascistas eu quebro.
Não voto em quem eu não queira. Se só tem dois candidatos amaldiçoados,
repulsivos, porque eu serei obrigado a sair do fundo da minha rede, em dia de
chuva, morando mal e porcamente no mais escroto barraco, enganchado no mais
perigoso barranco, na mais inóspita favela, do pior bairro, do pior município,
do mais detestável estado, do país mais corrupto, insalubre, mal educado,
trapaceiro e mentiroso do mundo pra votar em qualquer um dos dois?
Porque sair com lama até o saco de plástico, que sou
obrigado a amarrar nos pés pra andar pela rua que o maldito vereador prometeu
“ajeitar”, há quatro anos, num comício do nosso pré feito assaltante descarado?
Por quê? A bosta dessa lei dos seiscentos diabos proíbe que se busque o infeliz
do eleitor em seu domicílio, mas se, por cargas d’água o imbecil do votante não
comparecer e não votar em quem vai lhe roubar, paga multa!
Olha só, que lei nazista: Se o estúpido do eleitor não
votar, nem justificar, por isso e por aquilo outro porque não votou, e nem for
pagar a multa em dinheiro (irrisório que seja, mas é dinheiro que vai pra longe
do bolso dos honestos), mesmo tendo estudado noites a fio, depois do
expediente, pra fazer aquele concurso público e passar em primeiro lugar, não
pode assumir o cargo porque não foi votar naquele palhaço analfabeto.
A criatura, com muito sacrifício e determinação realiza o
seu sonho de uma vida melhor por mérito, sem mentiras, sem corrupção. Passa no difícil
concurso, mas seu direito é tolhido pela diabólica lei do voto obrigatório. Ou
seja: de nada vale seu talento e qualidade intelectual se você, por um motivo
qualquer, Deus sabe qual, não ajudou a eleger um dos tantos espertalhões que nunca
fará nada para a sua vida melhorar.
Na propaganda o personagem diz: “Eu votei limpo!”. Votou numa
sujeira que envergonha gente de bem, que se sacrifica pra exercer o seu
democrático direito de ser vilipendiado, chafurdado e humilhado. Votou limpo numa
imundície que não cessa e não tem fim. Eu e essa gente teimosa, bruta e
prestadora de atenção não queremos que vocês venham nos dizer o quê e como
fazer pra que fiquem mais ricos e nós mais fodidos. Vão pro inferno!
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Rigor mortis
PROPOSTA
Bem que aplacarias, em favor carinhoso,
Um tanto do calor causticante
E não ache que seja impróprio
Pois que tal atitude seria bem natural
Em troca terias para ti, torso musculoso
Obviamente não mais infante
E aonde quiser que coloque-o
Lá estará para o teu deleite hormonal
E também entre as nádegas encaixada
Que este bendito ato se deflagre
E assim, depois da volúpia deflagrada
E dos suores escorridos pela nossa tez
Num batismo que nos consagre
Se entregue totalmente e sem talvez
RESPOSTA
E como é que inerte, o corpo cavernoso
Se moveria, íncubo e lancinante
Por entre as trompas de Falópio?
Se é recluso, entalado no saco escrotal?
Tão ridículo, o semideus todo defeituoso,
Amolengado feito bexiga secante,
Trôpego tal qual usuário de ópio
Há tempos distanciado do calor vaginal!
Que química divinamente arquitetada
Faria em tal defunto esse milagre?
Pois que nem sequer água abençoada
Nem feitiçaria que se diz que faz, não fez
Sequer lavagem íntima, com vinagre
Trará novamente aquilo que fora uma vez.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Eu e a Lei de Murphy
É engraçado. Uma brasa insignificante de um palito de
fósforo, queimado até o meio, já se apagando é suficiente pra consumir uma casa
em chamas. Mas quando tu precisa daquela última centelha pra acender uma
fogueira, pra não morrer de frio na mata, ela não colabora. Se apaga num
segundo, num sopro. Aquela porcaria daquele palito filho duma égua se apaga e,
mancomunado com a Lei de Murphy, vai-se embora, desaparece enquanto tu
pragueja.
Olha pra esquerda e não vê nenhum veículo, nem uma
bicicleta, até aonde a vista alcança. Olha pra direita, igual. Nada. Sem movimento,
sem tráfego, tudo tranquilo. Mas, a praga da Lei de Murphy colocou a parada de
ônibus do outro lado da rua e, no precioso momento em que ele vem, no horário,
e tu tenta atravessar as quatro pistas, todo veículo do mundo aparece, como por
mágica só pra ver se tu perde o coletivo ou morre tentando.
Finalmente, depois de meses cantando, declamando poesias de
rima e amor pobres, metendo a mão na poupança, dando presentes caros, cheio de
tesão, ela sucumbe aos teus estratagemas e cede. Cai na tua lábia e entra no
teu quarto, se deita ofegante na cama. Mas, a empata-foda da Lei de Murphy também
está lá, bem na hora em que ela tira a calcinha, tu tá sem camisinha. E, sem
camisinha, não dá. Como é que dá?
Não, essa é de lascar. Atrasadíssimo, ainda abotoando a
camisa espera pelo elevador, dentro dele vem a Lei de Murphy mais aquele
japonês do andar de cima, que é lutador de sumô e seus três amigos de equipe.
Veja se isso é possível, meu Deus! Mesmo assim você ainda insiste, afinal está
atrasado não é? Pergunta encabulado: “Desce?”. É claro que a Lei de Murphy
responde: “Sobe!”. Vamos de escada mesmo, é o jeito.
São apenas sete andares descendo. Corre que tu tá atrasado!
Ofegante, camisa suada, chega no estacionamento, diante do carro, vasculhando
os bolsos percebe que deixou as chaves lá em cima, com a Lei de Murphy. Volta
correndo pro elevador, de onde desembarcam algumas pessoas que não escutam você
gritar: “Segura, segura!”. Quando aperta
o botão, falta energia. Sete andares, subindo de mãos dadas com a odiosa Lei de
Murphy. Nããão!
A Lei de Murphy! Ô bichinha mala-sem-alça da gota serena! Tem
muitas outras situações em que ela é protagonista, mas já falei demais nesta
miserável. Vou finalizar por aqui antes que ela apareça de repente e... Aaah!
Não deu tempo. Ela é foda! Computador travou. Tive que reiniciar tudo e claro, distraído
na escrita, me esqueci de vir salvando. Do segundo parágrafo pra cá, tive que
escrever tudo de novo! Eu odeio a Lei de Murphy!
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