terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Carta para Eugenio
Já fui embora do Acre duas vezes. No fim daquele ano, me apaixonei, em Maringá, no Paraná, por uma linda artesã que tinha um olho de gato. Depois de quase um ano de namoro por carta e telefone, me mandei pra lá. Ficamos juntos por uns seis meses, morando em Curitiba. Certo dia, disse pra ela: Vou ali comprar cigarro, amor! Peguei o ônibus e fui em Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro, pra ver minha mãe. De lá, fui bater no Piauí, depois segui pra Fortaleza, Ceará.
Fiquei uns oito meses. Certo dia disse pro meu patrão: Vou ali comprar cigarro, tá? Peguei o avião e voltei pro Acre. Quando cheguei, Antônio ainda estava morando naquela mesma casa, onde ficaste hospedado. E a farra continuou.
Mas não foi só farra não. Eu voltei pra fazer o marketing da campanha de um amigo que era candidato a deputado federal. Perdemos a eleição e, quando eu tava me arrumando pra pegar a estrada mais uma vez. Me apaixonei de novo.
Dessa vez foi do vera mesmo. Mas, antes de juntarmos as trouxas, ela me trocou pelo futuro pai dos filhos que ela sempre quis ter e eu não. Meu cabelo caiu, fiquei um ano em tratamento, completamente careca. Pirei.
Quase morro de depressão. Era um fungo que se alimentava de cabelo, imagina! As pessoas demonstravam um misto de pena e medo, até nojo de ficar perto de mim, de pegar na minha mão. Foi foda! Pior de tudo era ter que beber cerveja sem álcool. Fiz uma coleção gigantesca de chapéus e bonés, precisava ver.
Bem, aconteceram muitas coisas. Me tornei o chargista mais festejado da imprensa acriana. Fiz exposição de charges, publiquei livro, ganhei quatro prêmios José Chalub Leite de Jornalismo, na categoria charge... Tudo isso graças à mulher da minha vida: Soraya. Vivi com ela por quatro anos. Fomos embora pro Rio de Janeiro. Foi o fim. Disse pra ela: Vou ali, em Brasília, fazer uma noite de autógrafos e volto já! Faz três anos que moro,
de novo, em Rio Branco.
A gente precisa se reencontrar, quem sabe vou aí em Itacaré, tomar um banho de mar na Praia da Concha ou no Havaizinho, beber cerveja e saber mais de ti, né, parceiro? E contar todos os detalhes interessantes desses longos anos de história.
Fica com Deus.
Abraço do velho Braga
Candidato filho da...
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Existência
Aqui ri,
Chorei,
aprendi
a criar
Amor,
raizes
como apui.
Ah,
criando,
Aqui
passei
a existir.
Ah, creio sim!
Ah, o Acre!...
Não existe
Lugar
Que eu ame
tanto assim.
domingo, 15 de agosto de 2010
Babanacã
De encontrar a palavra certa
Aspergindo boa baba na cã
brotada abaixo da boca aberta.
Sem graça, patético eu ri.
Não disse nada. Perdi a idéia.
Travado, trincado eu tremi...
Me apavorei com a platéia.
Eu que me achava o tal.
Orgulhoso, arrogante, superior
Levei uma surra de pau,
Aprendi o que diabo era dor.
Sem ver o que era evidente,
Quis ser isso e aquilo
Falastrão, boçal, inconveniente,
Chato que nem um grilo.
Oh, noite de aprendizado!
Confesso, gostei da peia.
Agora sei que calado,
Abestado não se aperreia.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Geração
Não dos homens que geraram filhos.
Hoje é dia dos pais.
Do Pai que gerou Adão,
Que gerou Caim,
Pai do homicídio
De FHC, pai do Real
Do Diabo, pai da mentira
De Maurício, pai da Mônica
De Adolph, pai da eutanásia
Hoje é dia de Santos,
Pai da Aviação
De Sigmund,
Pai da Psicanálise
De Cezar,
Pai de Brutus
Hoje é dia de Deus
E de José,
Pais de Jesus,
Que não gerou filhos
Hoje não é o dia de quem gerou
Ana Carollina, Beatriz e Pedro Otávio
É o Dia do Pai das Rumas
sábado, 7 de agosto de 2010
Focalização
Sem se cerrarem assaz
Cílios separados e sós
Se separarão inda mais
As íris refletirão só lilás
As pupilas, só arrebóis
E as glândulas lacrimais
Não mais molharão lençóis
E os cristalinos, segundos após
Se ofuscarem com visões tais,
Serão das retinas heróis
Das córneas, memórias bifocais
E a imagem tão linda, de paz
Brilhará para sempre em nós
Marcará as cavidades orbitais
Apagará de nossa boca a voz
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Carapanã encheu, voou

Eu sou cristão
Não pergunte para mim porque que eu, logo eu, digo que sou cristão. Eu nunca li a Bíblia desde o primeiro livro, o Gênesis, até o último, o Apocalipse. Nunca decorei qualquer salmo de Salomão ou de Davi. Abomino atitudes belicistas em nome de Deus, sacerdotes assassinos e pedófilos e milagreiros manipuladores da fé. Eu creio que Deus esteve entre nós, na forma humana de Jesus Cristo. Entregou-se à morte para vencê-la e ressuscitar.
Claro que eu digo que sou cristão porque ouvi e li e acreditei na história de Jesus Cristo. No homem que morreu crucificado e que sua vida e sua morte faziam parte de um plano de Deus para nos redimir de nossos pecados. Creio em Deus, criador de todas as coisas e que ele me ama. Conheço, portanto sei que, quando estiver diante Dele, não terei como argumentar a meu favor, para escapar de Seu veredito.
Homens como Abraão, Mao Tse-Tung, Hitler, Che Guevara, Getúlio Vargas, Karl Marx, Massaharu Tanigushi, Buda, Kennedy, Ramses, Khomeini, Deng Xiaoping, Churchill, George Washington, Kubitschek, Cristóvão Colombo, Neil Armstrong, Napoleão Bonaparte, Gorbatchev, Isaac Newton, Einstein, Nicolau Machiavel e muitos outros também tiveram conhecimento de Deus. E usaram do livre arbítrio que lhes foi dado. E formaram suas opiniões.
Beijo no sapo
- Disse inda tonto, o sapo,
Por detrás do guardanapo,
Tenaz em cobrir seu aleijo.
Timidamente feliz, ele riu.
O adonte, batráquio anuro,
Outrora, descrente, inseguro
Agora, desnudo dançante no frio.
Fugaz, tão fugaz é a beleza.
Perdura por uma só juventude.
Veloz, atrevida e imatura
Com lábios, tais quais de princesa,
Num átimo, em audaz atitude,
Desmancha com beijo, feiúra.
Pedro Otávio Paiva Braga
Cara, eu tenho orgulho de ti, ó?! Porque tu existe e é o que é, eu vou sempre saber que acertei em algo nessa minha vidinha medíocre! Tu é meu! Tô contigo e não abro! E quem bolir contigo, boliu comigo. Morro, mas tu não. Apanho por ti, me lasco por ti. Nunca duvide disso!
É, neguim! Tu tá aqui, ó! Aqui, na minha veia! Aqui no meu peito, na minha mente, nos meus dedos, no meu olho, na minha mira, na minha venta, no meu choro, no meu beijo. No meu pulso. Nos meus sonhos...
Nos sonhos em que tu sempre estiveste desde o tempo em que eu nem sabia quem era tu. Quando eu simplesmente sonhava contigo. Quando eu ainda achava que sonho não se realizava. Tu tá aqui! Tatuado pra sempre na pele mais fina do meu coração.
Mas, Deus, em sua infinita sabedoria, autor de tudo que tu venha imaginar, inventor do bom humor, da alegria, do prazer e da saia justa, me criou e criou também a tua mãe. Pois é! E... parará, parará... Criou tu também.
E, por mais que o meu livre arbítrio questione Suas invencionices, tipo esse negócio de “eu te amo!”, posso fazer o quê, né, meu filho?! Vou bem eu peitar o Criador, né não?!
Eu mermo, hein!
Pois é... Então... Feliz aniversário!
Eu te amo!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Silêncio
Não ria assim com sarcasmo e dolo
Pois fechados os lábios, até os do tolo,
Transmitem admirável sabedoria.
Olhe e aprenda com a cabeça dos sábios
Duas grandes orelhas atentas eles tem
Dois olhos que veem o que não vê ninguém
E, abaixo de um nariz, discretos dois lábios
Quando, entre os sábios manter-se assim
Vendo, ouvindo, prestando atenção
Deles ganhará respeito e amarão você
Até te arguirão com perguntas sem fim
E satisfeitos, eles certamente ficarão
Se calado, ignorante, você não responder.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Um pouco de tudo
De você
Ficou um cheiro de xampu
Pela casa
Uma xícara
Sem asa
Uma moldura de bambu
Com um retrato
Um pedaço de não sei o quê
No único prato
Ficou um grande espaço
Que cabe tudo
Onde só cabia você
Ficou legal
Precisa ver
Sobrou pouco
Do que era seu
Deixou umas coisinhas
Que não queria mais
Fora eu
Uma sandália sem par
E mais ou menos
Uns dois reais
Preste atenção
Se for bebê, não dirija!
Faça sexo com segurança, nele você pode confiar.
Meninos, quando finalmente conseguirem gozar, não virem pro lado e durmam, as meninas ficam putas com essa atitude e, geralmente, vocês vão acordar sozinhos no motel, sem as roupas, o celular, o carro, o anel e a carteira da OAB.
Pense bem!
Sei que é doloroso, mas pense, bem.
Não se mate. Essa é uma atitude sem futuro.
Saiba que ninguém estará do seu lado quando você estiver sozinho.
Não venda seu voto pra candidato liso.
Em boca fechada, não entra dentista.
Porque até o idiota calado é tido como mudo.
E a Bruxa, que só vê Branca de Neve no espelho, odeia o Dunga, que não usa craque.
Pense
Pensando em ti
Pensei, assim:
O que pensaria
Teu pai de mim?
Pensando bem,
Eu pensei: Ué?
Faço impem
De quem pensa
O que num perguntei.
Né?
Ora mais, se eu quero saber,
Pensar, refletir
Sobre pensamento
Dos outros,
Eu tando pensando em ti!
Depois de sentir
Tua risada
Arrudiando
O cangote
Que eu nunca pensei
Existir
Quero lá saber de mais nada
Pensar agora em quê?
Depois de cheirar
Teu olhar
E escutar
Bem pertinho
Teu suozinho
Escorrer?
Como é que pensa?
Me diga!
Que pensamento
Agora eu vou ter?
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Doa a quem doer
- Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?
- Sim - respondeu o militante.
- E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?
- Sim - novamente respondeu o valoroso militante.
- E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?
- É claro que doaria - respondeu o orgulhoso companheiro.
- E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?
- Não - respondeu o camarada.
- Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?
- Porque as galinhas eu tenho.






