quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Royalties


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Descobrindo palavras

Quando eu achava que sabia descrever imagens que tinha visto in loco, em filmes, fotografias ou obras de arte, eu não sabia realmente o que via, até que te vi. E foi assim como um novo abrir d’olhos. Meu olhar renovou-se, como a visão de um recém-nascido, a quem é dada a luz de um novo mundo.

E saído da escuridão que estava vi essa luz cintilante. Essa luz que vem de você. E

stou tentando te descrever, maravilhado como um navegante que encontra o que buscava em mares desconhecidos. Como um aprendiz de escriba de cartas, tento explicar e narrar o que foi e o que é ter te visto, assim tão desconcertantemente sem palavras, cheio de emoções que não consigo descrever.

Busco por muito mais palavras que não sei dizer, por não conhecê-las e que, talvez nem sequer existam. Talvez, em algum momento, sem esforço, sem pretensão, suavemente eu possa encontrar ou inventar tais palavras que descrevam fielmente o que senti e sinto ao olhar e não parar mais de olhar para você.

Opinião dos palmeirenses


terça-feira, 20 de novembro de 2012


MAIS UM CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA

No julgamento do Bruno (aquele idiota, ex-goleiro do Flamengo que, juntamente com seus asseclas, igualmente imbecis, achando-se todo poderoso resolveu dar fim a uma de suas inúmeras periguetes), um levante de criaturas escrotas, midiáticas, atraídas pelas luzes destes tempos tenebrosos, fazendo barulho, levantando faixas, borbulham diante das câmeras sensacionalistas como a cobertura imunda de um fedorento pudim de merda.

De súbito espoca, por entre microfones, gravadores e câmeras de televisão uma dessas bolhas fétidas. Um boquirroto causídico placebo atira, feito pipoca a pombos, gaguejos e confusos fraseados desconexos à revoada faminta de abutres da imprensa. Advoga como acusador, em favor da vítima, cujo assassínio, à luz da Lei, não pode ser confirmado devido o corpo da pobre coitada “Maria-chuteira” não ter sido encontrado (sem vida) ainda.

Surge uma mulher que chora um estranho choro que não lacrimeja. Mulher de passado um tanto quanto obscuro (segundo a Imprensa teria abandonado a filha recém-nascida), detentora da guarda do milionário fruto do relacionamento do jogador com a periguete ergue-se como avó e mãe sofrida em busca de justiça. Os telejornais do horário nobre e os programas matutinos tornam-se expositores da excrescência humana.

Mais uma vez segundo a Imprensa, mais precisamente na fala de Ana Paula Padrão, apresentadora do Jornal da Record, o extremamente bem remunerado detento Bruno teria ganhado nos últimos dois anos cerca de dez milhões de reais, caso não estivesse em cana. Como goleiro do clube carioca, quando era ídolo da maior torcida do mundo, o colega do imperador Adriano recebia um ordenado de duzentos mil reais por mês.

Um maximbecil, ansioso pelos seus segundos de aparição midiática se “pregou” a uma cruz de gravetos e se posicionou na frente do fórum, digo, dos fleches. O pseudo ativista, já é figurinha carimbada nas capas e editorias da imprensa marrom e nas mídias eletrônicas. Não pode haver um julgamento de crime famoso, como os da menina Isabella Nardoni e da jovem Eloá Pimenta que esse palhaço aparece pra fazer a mesma presepada.

Uma manifestação feminista, mais oportunista do que verdadeira, contando com uma meia dúzia de gatos pingados também busca o foco dos fotógrafos e cinegrafistas de plantão, diante do fórum de Contagem, Minas Gerais, onde acontece o julgamento que promete ser um dos mais badalados e rentáveis da história da mídia brasileira.

Se haverá justiça ou não, pouco importa. O que vale mesmo é a exposição do degredo dos seres humanos e os inúmeros pontos de audiência. Os patrocinadores agradecem e querem mais, muito mais.

Meu grande amigo Antônio di Alcântara se foi para sempre. Ficam suas milhares de fotografias que, espero sejam reunidas em uma grande exposição em homenagem a esse sensacional artista acreano (apesar de ter nascido em Salvador, na Bahia). Ficam também a saudade e as lembranças de suas histórias e aventuras hilariantes.
Beijo, amigo Antônio, que viva eternamente com Deus!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Criaturinhas de Deus

Eles são apenas gente humana

Não são organizados como são as formigas
Eles são humanos, não são insetos
Não sabem sequer se estão certos
Essas pessoas são por si e entre si inimigas

Inda acham que isto é bacana.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

DEMO cracia

De repente, a turba ignara invade o bar. Eles vieram, assim, de supetão. Por mais que soubéssemos que aquilo haveria de acontecer, aquilo estava acontecendo naquela hora que a gente não esperava. E vieram sem que eu achasse mesmo que viriam. Era uma gente sedenta. Eles queriam mostrar que estavam lá, que eram grandes, que eram extremamente fortes. Era o povo. Um povo lindo, pintado para a festa, para a guerra.

Estarrecido, contemplei. Admiti que eu não poderia falar coisa alguma. Eu só podia mesmo era observar aquela invasão popular. Nunca tinha ouvido a gargalhada do meu amigo Charles Bahia, como ouvi naquele momento grandioso. Eles compraram e beberam dele muitas cervejas, doses de cachaça e até refrescos. Não vi ninguém bebendo água, mas acredito que algum deles bebeu água e até levou ou surrupiou um pacotinho de batata chip.

Reconheci algumas pessoas que nem mesmo acreditam naquela proposta e outros que a defendem com unhas e chapas e carros e cargos. Há nestes brasileiros, amor, vontade, desejo, esperança. Vi e me emocionei com sua garra e alegria de expressar sua liberdade de expressão. Um monte de gente. Tinha homens e mulheres, algumas delas, com crianças e crianças sozinhas também.

Aquilo foi assustador no primeiro momento. Levantei-me da minha cadeira, receoso de que esbarrassem em minha mesa e derrubassem meu copo e a garrafa de cerveja que eu bebia tranquilamente, antes de sua invasão. Passou até a minha vontade de “defenestrar um micto”. Gritos, urros e apitos irritantes, próprios de quem quer impor presença, em todos os sentidos me obrigaram a parar a conversa com o cliente que, via internet, tratava de negócios.

Gente com a mais pura vontade de vencer. Custe o que custar, doa a quem doer. Os pagantes tinham relógios e grossas correntes de ouro. Bonés com marcas famosas. Botas, bocas e dentes. Palavras violentas de “ordem”. Ordem, na verdade, não houve em momento algum. Falavam em números de votos. Falavam não, gritavam! Berravam e irritavam quem não estava nem aí para a sua ideologia.

E eles se foram. Porém, depois de alguns minutos voltaram. E vieram como vitoriosos, berrando loucamente, ameaçavam tocar fogo na praça, para mostrar seu domínio abstrato. Dominaram o outrora tranquilo Bar Charles Bahia. Assim, como se eu fosse posse deles, me reprimi. Me coçava, sofria. Tentava escrever este texto enquanto tentava anular minha audição ao som de buzinas e jingles tão ruins, feito bexigas espocando no meu ouvido.

Essa gente, o povo se deixa embebedar, gargalha sem ter dentes, chora e briga por promessas e crenças num porvir bem melhor. Eles ficam roucos e se acotovelam e se desentendem com quem, outrora amigo, irmão, camarada ousa discordar das fanfarras de quem, naquele átimo lhes dá de beber da água que só passarinho bobo bebe. Ali, mais uma vez, presenciei de corpo, alma e espanto o funcionar da maquiavélica massa de manobra.

Bêbados e toscos dissiparam-se. Foram-se definitivamente deixando um rastro de guerra. Marcas de chinelos e gotas de saliva no assoalho. Baganas de cigarros e um zumbido na minha cabeça. Etereamente seu intuito foi atingido, seu desejo foi realizado. Tiveram seu momento de falsa alegria. Foram dormir na utopia de que a partir de agora suas vidas irão melhorar. Que Deus os mantenha assim, lá no sonho de onde não deveriam ter saído.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O primeiro homem na lua

Reza a lenda que a mãe de Neil Armstrong, morto no mês passado, teria dado à luz a seu filho-herói, dentro de um avião. Naquele momento fatídico, com uma mulher sentido as dores de parto, sobrevoando espaço aéreo internacional amigo (Em época de Segunda Guerra Mundial, isto era impressindível), o piloto teve que fazer um pouso de emergência em território brasileiro, mais especificamente no Aeroporto Internacional Pinto Martins, de Fortaleza, capital do Ceará e alí, pariu o primeiro homem que pisaria na lua. Num sei, só sei que foi assim!

Seio da família

MATEI MINHA MÃE
de susto quando

QUEBREI MEU PAI
no argumento e

CORTEI MEU IRMÃO
da sociedade

ODIEI MEU AVÔ
dizer que eu

FODI A FAMILIA TODA
no negócio

MINHA TIA É PUTA
com essa estória

Comi minha prima...

Sério mesmo!

Cenários



Vocês tão mesmo é a fim de fazer o mal né, meninos?! Doidos pra matar. Não querem dinheiro não. Não querem porra nenhuma da gente. Vocês querem é ver gente “morto”! Ter sangue nas mãos, né meninas? Sangue da gente espichando, salpicando nas paredes, escorrendo pelo chão. Tu não quer ver a cor do meu dinheiro não, né, menino?! Tu quer ver  mesmo é a cor da tua mão, vermelha, pintada com meu sangue né, verme!?

Cacete! Filhinho inocente de uma prostituta, desgraçado nessa vida maldita, criatura escapada de um aborto, feitura de um estupro demoníaco, diabo encarnado em ser humano... Um menino!... Um merdinhazim... A porra de um merda de um menino, com uma porra de um revólver de merda... Maldito! Maldito revólver desgraçado! Filho da puta, desgraçado! Maldito momento, desgraçado. Que maldito menino, desgraçado de uma porra!

Eu te dei uma pedrada na cabeça, com toda minha força. Me lembrei, ainda agorinha, da tua cara de medo, de terror. De dor. Humpf! Nem liguei se tu tava me pedindo desculpas. Eu lá queria saber se tu tinha jogado a bola, com toda força, na minha cabeça, de propósito ou não... Eu vi o teu olhar!... Eu vi que tu não quis ter me dado aquela bolada na cabeça! Mas, foda-se! Quem manda num andar com a turma!

Maldito filho de uma puta! Tu quer mesmo é me matar, né desgraçado do inferno? Pega, leva meu relógio, meu filho! Vai embora daqui, pelo amor de Deus! Não mexe com a minha família! Eu te imploro! Eu te dou o que tu quiser! Pega. Vai embora daqui... Vai... Vai se lascar... Pega no meu e balança, filho de uma égua. Leva a mim, deixa ela! Não tem negócio não! Atira, seu merda! Aqui! Aqui, ó! Foi mal, cara... Diga lá! Dibôa?

A gente era colega, quando era ainda estudante. Sei lá... Eu nunca pensei num negócio desse, sabe?! Porra... O cara era legal pra caralho, entende? Como é que pode, né não?! Mas, assim... Cada qual do seu jeito, né?! A vida leva a gente pelo caminho que ela quiser. Quer dizer: Cada um vai no seu caminho, né assim? Né não? É essa nova geração brasileira que, sem educação, com munição, sem noção... Aqui, acolá, se cruza.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

AGORA

Enquanto escrevo e volto para reescrever meus erros gráficos, linguisticos, datilográficos, simplórios, estúpidos, familiares, ridículos, sem conserto, desgraçados, criticáveis, desconcertantes, diabólicos, abomináveis, desagradáveis, initendíveis, sem nexos, escrotos, detestáveis, bíblicos, abomináveis, fedorentos, impraticáveis, indesenháveis, impronunciáveis, cheios de dolo e vomitáveis...

Alguém...
mais sabido do que eu...
Sabe lá...
deve estar lendo isso agora

terça-feira, 17 de julho de 2012

Revista Gráfica

Visite o blog do Miran, cara que por 12 anos consecutivos, desde 1983, publicou a Revista trimestral GRÁFICA. Premiada internacionalmente, se tornou nesse período a cartilha dos designers, fotógrafos, ilustradores e cartunistas brasileiros, um importante canal de intercâmbio entre os trabalhos realizados no Brasil e no exterior, misturando iniciantes com gente consagrada. Eu tinha uma bela coleção com os primeiros 10 volumes, que alguém gostou muito e levou para si, sem que eu permitisse.
Espero que este apreciador do que é dos outros se lasque.
Bem... depois desse desabafo, algumas capas da Gráfica.