Reza a lenda que a mãe de Neil Armstrong, morto no mês passado, teria dado à luz a seu filho-herói, dentro de um avião. Naquele momento fatídico, com uma mulher sentido as dores de parto, sobrevoando espaço aéreo internacional amigo (Em época de Segunda Guerra Mundial, isto era impressindível), o piloto teve que fazer um pouso de emergência em território brasileiro, mais especificamente no Aeroporto Internacional Pinto Martins, de Fortaleza, capital do Ceará e alí, pariu o primeiro homem que pisaria na lua. Num sei, só sei que foi assim!
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Seio da família
MATEI MINHA MÃE
de susto quando
QUEBREI MEU PAI
no argumento e
CORTEI MEU IRMÃO
da sociedade
ODIEI MEU AVÔ
dizer que eu
FODI A FAMILIA TODA
no negócio
MINHA TIA É PUTA
com essa estória
Comi minha prima...
Sério mesmo!
de susto quando
QUEBREI MEU PAI
no argumento e
CORTEI MEU IRMÃO
da sociedade
ODIEI MEU AVÔ
dizer que eu
FODI A FAMILIA TODA
no negócio
MINHA TIA É PUTA
com essa estória
Comi minha prima...
Sério mesmo!
Cenários
Vocês tão mesmo é a fim de fazer o mal né, meninos?! Doidos pra matar. Não querem dinheiro não. Não querem porra nenhuma da gente. Vocês querem é ver gente “morto”! Ter sangue nas mãos, né meninas? Sangue da gente espichando, salpicando nas paredes, escorrendo pelo chão. Tu não quer ver a cor do meu dinheiro não, né, menino?! Tu quer ver mesmo é a cor da tua mão, vermelha, pintada com meu sangue né, verme!?
Cacete! Filhinho inocente de uma prostituta, desgraçado nessa vida maldita, criatura escapada de um aborto, feitura de um estupro demoníaco, diabo encarnado em ser humano... Um menino!... Um merdinhazim... A porra de um merda de um menino, com uma porra de um revólver de merda... Maldito! Maldito revólver desgraçado! Filho da puta, desgraçado! Maldito momento, desgraçado. Que maldito menino, desgraçado de uma porra!
Eu te dei uma pedrada na cabeça, com toda minha força. Me lembrei, ainda agorinha, da tua cara de medo, de terror. De dor. Humpf! Nem liguei se tu tava me pedindo desculpas. Eu lá queria saber se tu tinha jogado a bola, com toda força, na minha cabeça, de propósito ou não... Eu vi o teu olhar!... Eu vi que tu não quis ter me dado aquela bolada na cabeça! Mas, foda-se! Quem manda num andar com a turma!
Maldito filho de uma puta! Tu quer mesmo é me matar, né desgraçado do inferno? Pega, leva meu relógio, meu filho! Vai embora daqui, pelo amor de Deus! Não mexe com a minha família! Eu te imploro! Eu te dou o que tu quiser! Pega. Vai embora daqui... Vai... Vai se lascar... Pega no meu e balança, filho de uma égua. Leva a mim, deixa ela! Não tem negócio não! Atira, seu merda! Aqui! Aqui, ó! Foi mal, cara... Diga lá! Dibôa?
A gente era colega, quando era ainda estudante. Sei lá... Eu nunca pensei num negócio desse, sabe?! Porra... O cara era legal pra caralho, entende? Como é que pode, né não?! Mas, assim... Cada qual do seu jeito, né?! A vida leva a gente pelo caminho que ela quiser. Quer dizer: Cada um vai no seu caminho, né assim? Né não? É essa nova geração brasileira que, sem educação, com munição, sem noção... Aqui, acolá, se cruza.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
AGORA
Enquanto escrevo e volto para reescrever meus erros gráficos, linguisticos, datilográficos, simplórios, estúpidos, familiares, ridículos, sem conserto, desgraçados, criticáveis, desconcertantes, diabólicos, abomináveis, desagradáveis, initendíveis, sem nexos, escrotos, detestáveis, bíblicos, abomináveis, fedorentos, impraticáveis, indesenháveis, impronunciáveis, cheios de dolo e vomitáveis...
Alguém...
mais sabido do que eu...
Sabe lá...
deve estar lendo isso agora
terça-feira, 7 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Revista Gráfica
Visite o blog do Miran, cara que por 12 anos consecutivos, desde 1983, publicou a Revista trimestral GRÁFICA. Premiada internacionalmente, se tornou nesse período a cartilha dos designers, fotógrafos, ilustradores e cartunistas brasileiros, um importante canal de intercâmbio entre os trabalhos realizados no Brasil e no exterior, misturando iniciantes com gente consagrada. Eu tinha uma bela coleção com os primeiros 10 volumes, que alguém gostou muito e levou para si, sem que eu permitisse.
Espero que este apreciador do que é dos outros se lasque.
Bem... depois desse desabafo, algumas capas da Gráfica.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Jardim Gramacho
Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Pessoas que não têm mais nada na vida, sem emprego, sem casa, sem roupa, sem comida, sem dentes e sem voz tem é que ir pro lixo.
No lixo encontram uma forma de sobreviver, longe do perfume da sociedade catando ali seu alimento, sua educação, sua dignidade. Ali eles encontram muitas coisas preciosas.
Dali eles desenterram suas casas, descobrem seus amores e fazem brotar seus filhos. Encontram livros e material pra escola deles, seus filhos, e tiram eles de lá. E fincam o pé lá.
Agora, o pobre humano, ajoelhado e de cara enterrada no lixo tem motivo pra continuar. Eles amam o lixo que lhes sustenta.
- Agora sim, temos algo que ninguém mais quer.
- É nosso!
- “U-urru! O lixão é nosso! U-urru! O lixão é nosso!
Ledo engano.
Malditos olhos gananciosos, de quem já tem tudo, faz tudo, inclusive todo esse entulho de coisas que não queriam mais olham e querem, e tomam o que, agora, lhes parecer valioso, ao que "podre" nenhum não tem direito algum.
Aquilo dali é dos donos dos olhos grandes e ambiciosos, munidos de ordem judicial e de projeto ambiental e de vontade e poder pra fazer o que quiser.
- Sai "podre"! Sai de cima do meu aterro!
- Xô urubu!
Fora do aterro ou dentro do aterro, pobre só tem direito mesmo é de morrer e feder.
Saiba mais sobre o aterro do Jardim Gramacho aqui no jornal O Dia
terça-feira, 29 de maio de 2012
Coceira

Ai, que angústia infinita de mim se apossa!
Pra que passe, peço a Deus de mãos postas
Tal é o indesejável lugar que, nas costas
Longe do dedo hirto, só bem ali é que coça
Para se coçar tal coceira de difícil acesso
A gente tem que dobrar para trás o braço
Por vezes roçar pelas paredes o espinhaço
Ou se munir de engenhocas nesse processo
Eu costumo usar uma escovinha de cabelo
Mas me valho, às vezes, além dum graveto,
De uma caneta, uma régua e até um espeto
O que der pra fazer pra coçar, vou fazê-lo
Mas é deprimente e irritante esta coceira!
Porque ela só surge onde não chega unha?
Que só sossega na fina ponta de uma cunha
Que persiste e perdura por uma vida inteira
Me armo de arame amarrado com elástico
Antena de rádio, quina de porta, vassoura
Me coço até com perigosa ponta de tesoura
E uma haste com uma mãozinha de plástico
Quando sinto que Deus ouviu minha prece
Me espreguiço, bocejo, relaxo, me recosto
Querendo me entregar ao que mais gosto
Adivinha o quê, de repente me acontece?
Depois de tudo que fiz pras costas coçar
Tenho que de novo sair de cima da cama
A velha angústia mais uma vez me chama
Numa vontade arrebatadora de ir mijar.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Aranhas voadoras
Em abril de 2007, o fotógrafo argentino Christian Gaona, de passeio pela Montanha de São Bernardo, na Província de Salta, se deu conta que o terreno pelo qual caminhava estava forrado de aranhas. Quando olhou para cima, percebeu que elas, na verdade, estavam caindo do céu. A foto acima é de autoria de Christian e, embora a razão de estar chovendo aranhas ainda seja um mistério, mas a teoria mais aceita é de que os bichinhos, que são bem leves, foram transportados por um tornado.
Leia mais em Tecmundo
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
Tô doido pra ver
Espetáculo Frida Kahlo estreia em Rio Branco
JAIDESSON PERES
Estreia no dia 16 de maio, no Teatro Plácido de Castro, o espetáculo Frida Kahlo. O projeto foi aprovado pela Lei Rouanet e recebeu o Prêmio de Teatro Miryan Muniz, da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A montagem é uma produção da Companhia Garotas Marotas e do Grupo Teatro de Los Andes- uma inédita parceria entre o teatro do Acre e o da Bolívia – e recebe o patrocínio da Recol Veículos.
A Garotas Marotas é uma recente companhia formada por duas acreanas, as atrizes e produtoras Clarisse Baptista e Marineide Maia. Da Bolívia, o Grupo Teatro de Los Andes, um dos grupos mais importantes da América Latina. Além dos produtores, a equipe conta com o trabalho de outros brasileiros: os mineiros Juarez Dias, na dramaturgia, e Ed Andrade, na cenografia, além do carioca Rodrigo Cohen, que assina o figurino.
A interpretação é de Clarisse Baptista e Antonio Santoro, jovem ator italiano. Segundo a produtora Marineide Maia, “esse feliz encontro, de pessoas diferentes e de lugares tão distantes, é o resultado de muitos outros encontros anteriores, ocorridos em festivais, oficinas e trabalhos diversos”. “Todos se reunindo em torno da ideia de falar de uma mulher extraordinária, a pintora mexicana Frida Kahlo”, destaca.
Desde julho do ano passado, os grupos se encontram em períodos intensivos de trabalho, para poder conciliar as agendas de todos. O Teatro de Los Andes, sediado em Yotala, na Bolívia, é o responsável pela encenação, direção musical, direção geral e cenografia. Seus integrantes, Giampaolo Nalli, Alice Guimarães, Gonzalo Callejas e Lucas Achirico, estão em Rio Branco preparando o espetáculo, que fica em cartaz até junho na capital acriana e deve excursionar por outras cidades do Brasil ainda em 2012.
* Clarisse Baptista é uma grande atriz acriana, de quem sou fã. Faz por aí, uns cinco anos que me falou de seu projeto Frida. Veja como é difícil e demorado realizar arte de qualidade no Brasil. Tenho certeza absoluta de que será um grande sucesso. Meu aplauso antecipado para minha amiga Clarrise.
FRANCISCO BRAGA, jornalista
JAIDESSON PERES
Estreia no dia 16 de maio, no Teatro Plácido de Castro, o espetáculo Frida Kahlo. O projeto foi aprovado pela Lei Rouanet e recebeu o Prêmio de Teatro Miryan Muniz, da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A montagem é uma produção da Companhia Garotas Marotas e do Grupo Teatro de Los Andes- uma inédita parceria entre o teatro do Acre e o da Bolívia – e recebe o patrocínio da Recol Veículos.
A Garotas Marotas é uma recente companhia formada por duas acreanas, as atrizes e produtoras Clarisse Baptista e Marineide Maia. Da Bolívia, o Grupo Teatro de Los Andes, um dos grupos mais importantes da América Latina. Além dos produtores, a equipe conta com o trabalho de outros brasileiros: os mineiros Juarez Dias, na dramaturgia, e Ed Andrade, na cenografia, além do carioca Rodrigo Cohen, que assina o figurino.
A interpretação é de Clarisse Baptista e Antonio Santoro, jovem ator italiano. Segundo a produtora Marineide Maia, “esse feliz encontro, de pessoas diferentes e de lugares tão distantes, é o resultado de muitos outros encontros anteriores, ocorridos em festivais, oficinas e trabalhos diversos”. “Todos se reunindo em torno da ideia de falar de uma mulher extraordinária, a pintora mexicana Frida Kahlo”, destaca.
Desde julho do ano passado, os grupos se encontram em períodos intensivos de trabalho, para poder conciliar as agendas de todos. O Teatro de Los Andes, sediado em Yotala, na Bolívia, é o responsável pela encenação, direção musical, direção geral e cenografia. Seus integrantes, Giampaolo Nalli, Alice Guimarães, Gonzalo Callejas e Lucas Achirico, estão em Rio Branco preparando o espetáculo, que fica em cartaz até junho na capital acriana e deve excursionar por outras cidades do Brasil ainda em 2012.
* Clarisse Baptista é uma grande atriz acriana, de quem sou fã. Faz por aí, uns cinco anos que me falou de seu projeto Frida. Veja como é difícil e demorado realizar arte de qualidade no Brasil. Tenho certeza absoluta de que será um grande sucesso. Meu aplauso antecipado para minha amiga Clarrise.
FRANCISCO BRAGA, jornalista
quinta-feira, 26 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Procura-se
Tô procurando futuros candidatos para as próximas eleições. Interessados, enviar currículos para análise.
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