domingo, 9 de janeiro de 2011
Atrapalhado
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Deus é fiel
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Os bons
Agora somos o alvo, somos a mosca.
De tanto tentar querer mostrar,
Por prazer... porque sim... sei lá
Feito parafuso no meio da rosca,
Fendidos, apertados, frouxos, marrons
Destemperados, tortos, inconvenientes.
Jornalistas "ruela"! Uns incompetentes!
Mesmo assim, ainda premiados como bons.
Somos hoje a pauta, amanhã a notícia.
Nossos amigos enaltecem nosso talento.
Nossa pepeta é a que sobe sem vento.
A gente hoje é que é "o cara". Delícia!
Hoje somos a mosca, diante da infalível mira,
Dos olhos da sociedade que nos tem como alvo
A mosca que voou acreditando estar a salvo
Da ruma de bosta em que nascera, de onde saíra.
Mosca que muito voa encontra língua de sapo.
Isso se não se enrroscar em teia de aranha,
E, tentando voar, mais e mais se emaranha
E gruda na teia como pentelho em esparadrapo
Sejamos pois, vagalumes, pequenos pirilampos.
Com luz própria, atraentes insetos faiscantes,
De bicos pontiagudos, discretos seres picantes
Feito alfinete escondido em caixinha grampos.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Márcio Chocorosqui escreve
A conversa entre médicos sobre assunto da profissão se manifesta por uma linguagem pouco amistosa para leigos. O mesmo ocorre entre professores de Português ou gramáticos versando sobre assuntos de linguagem. E se misturássemos as duas áreas de atuação, ressaltando a citada por último? Poderíamos imaginar, mais ou menos, uma cena como esta:
— Doutor, qual é o quadro?
— Bem... Aqui quase houve um infarto da mesóclise. Mais adiante, vemos um tumor no núcleo do sujeito já em estado de metáfora.
— Mas isso não é grave, doutor.
— Para este texto sim. Provavelmente não seguiu as orientações linguísticas que lhe proibiam o consumo excessivo de figuras de linguagem. O caso pede uma operação semântica para lhe restituir a denotação.
— E este outro tumor aqui, doutor?
— Ah, este não é maligno. É apenas proveniente de um acúmulo de lipídios ocasionado pela repetição do pronome proclítico ao verbo.
— Perdão, doutor, mas vejo, como sintoma recorrente, a repetição de verbos no gerúndio em estranha aglomeração frasal, como aqui, olha: “vamos estar providenciando...”.
— Bravo, rapaz! Trata-se de um típico caso de gerundismo, uma epidemia que assola a língua portuguesa.
— E tem cura?
— Infelizmente, é quase incurável. Muitos textos têm que conviver com essa doença. Alguns não a conseguem tolerar e morrem.
— Doutor, os exames mostram que o texto estava alcoolizado.
— Um texto alcoólatra. Isso agrava a situação. Vamos proceder à intervenção gramatical imediatamente.
— Espere, doutor, aqui diz, também, que este texto não tem plano de revisão gramatical.
— Não! Sendo assim...
— Deixemos para mais tarde, doutor?
sábado, 25 de dezembro de 2010
Natal
Feriado principal
Tradicional
Anual
Cultural
Ocidental
Multinacional
Legal
Social
Providencial
Genial
Emocional
Funcional
Comercial
Tal qual
Em gênero, número e grau
Ao
Feriado sem igual
Teatral
Sensacional
Carnaval
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Reflexão
Havia naquele olhar um brilho
Tal qual precioso conselho
Daqueles que só mesmo espelho
Mostra onde está, sob o olho, o cílio
Vi sim! Com esses olhos aqui, viu?!
Ergui sobrancelhas, lequiei pestanas...
Não me assombram façanhas humanas,
Mas confesso que aquele olhar me atingiu
Não, não vou nem tentar descrever o que vi.
Só posso - por não poder falar – escrever
Em mais três versos, palavras que rimam
Que só com poesia – assim aprendi -
Se pode dividir o que não é só pra você
E só assim refletir olhares que brilham
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Penta
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Dalmir Ferreira escreve
Cansado, vou me despindo
das fantasias da juventude.
Acolhe-me a doce quietude
de quem está se despedindo
O coração em tal amplitude
se cala num desejo infindo
de outros ares sempre rindo,
em seu silêncio, que ilude...
Vai na ordinária decrepitude,
comum a quem já está indo
na luz que desfaz a negritude
Cantar o seu canto mais lindo,
no amor de maior magnitude
o canto de quem está partindo...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Frango com Whisky
Ingredientes
- 01 garrafa de whisky 18 anos (Do bom, é claro!)
- 01 frango de aproximadamente 02 quilos
- Sal, pimenta e cheiro verde a gosto
- 350 ml de azeite de oliva extra virgem
- Nozes moídas
Modo de preparar
- Pegue o frango
- Beba um copo de whisky
- Envolver o frango e temperá-lo com sal, pimenta e cheiro verde a gosto.
- Massageá-lo com azeite.
- Pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos.
- Sirva-se de uma boa dose de whisky enquanto aguarda o forno aquecer.
- Use as nozes moídas como tira-gosto.
- Colocar o frango em um a assadeira grande.
- Sirva-se de mais duas doses de whisky.
- Axustar o terbostato no drês e, debois de uns... vinch binutos, botar para assassinar... Digu: assar a ave.
- Derrubar uma dose de whisky debois de beia hora, formar abaertura egontrolar a assadura do peixe.
- Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose sarada de whisky.
- Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, voda-se o pernil.
- Deixáááá o filho da buta do pato no vorno por umas 4 horas.
- Tentar retirar o vrango do vorno. Num vai guemar a mão, garaio!
- Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro. De você, é glaro!
- Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiiva dããão deeeeuuuuu nem coscarai de asa... essa borra.
- Begar o vrango que gaiu no jão e enjugar o filho da buta com o bano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois avinal você nem gosssssssssta muito dessa bosta mesmo de bode azado.
- Bais uma toss dji cachaça iiiii... Tá bronto!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Pedofilia
Se chamava Maria, Mariazinha. Acho que ela deveria ter assim, uns quinze pra dezesseis anos, por aí. Me lembro bem do sorriso e do olhar dela. Lembro muito bem como ela olhava e sorria pra mim. Ela me deixava sem jeito. Morria de vergonha. Tinha medo que os outros percebessem. Mariazinha era muito atrevida.
Me beijava em público, assim, do nada. Me beliscava, dizia coisas no meu ouvido. Eu fugia dela. Fugia, sim! Quando não tinha ninguém por perto, ela me deixava ver suas intimidades e, nua, saindo do banho dizia, rindo: Vem cá, deixa de ser medroso! Eu gostava dela sim. Não tinha como não gostar.
Um dia, depois de muito tempo, com minha esposa, na casa de minha mãe, lá estava ela. Confesso que não a reconheci. Pedi a bênção de mamãe e cumprimentei a visita, me apresentando. Na mesma hora, me lembrei. O sorriso e o olhar ainda eram os mesmos. Minha mãe inquiriu: - Ah, filho, eu não acredito! Esqueceu da Mariazinha?
Respondi: - É, mãe, realmente não havia reconhecido. Faz muito tempo, mas a primeira babá a gente nunca esquece! Não é, Maria?
Epitáfio
Mascarados ouvidos, atentos,
Em chegados meus findos momentos,
Agüentarão as pobres falas poucas
As que hei de soprar da catingosa boca,
Por entre restos pretos de dentes,
Dirigidas aos benditos sobreviventes,
Parceiros, heróis de vida igualmente oca
Pra que ninguém nunca esqueça, ainda
Que os lábios e a língua não prestem mais,
Usarei até libras, farei grande alarde
Já que risada em hora de pranto é bem-vinda,
Na lápide, que não se escreva ”Aqui jaz”,
Que se leia em alto relevo “Me aguarde!”.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Culturologistas se manifestam
“SEM RECUAR... SEM CAIR... SEM TEMER...”.
Passado o susto de advertência da população no pleito eleitoral no Acre, o futuro governo acreano promete, segundo a imprensa, nomes do secretariado pra já. O atual que sai comemora o Dia Nacional da Cultura sancionando a lei do Sistema Estadual de Cultura, mas no todo, já passam 12 anos de PT no poder e a cultura no Acre, de fato, não tem muito o que comemorar. Mudou alguma coisa mesmo? Que mudança? A pergunta se faz resposta.
Repetindo os velhos vícios da política local, em que predomina uma mentalidade não só imune como hostil às verdadeiras mudanças, podemos vislumbrar mais um quadriênio em que a cultura terá menos ainda o que comemorar, pois se não houve promessas de campanha, haverá o que fazer? Ou melhor, o novo governo, em estado de descompromisso pré e pós eleitoral, não fará o que bem entender?
Sem ouvir a comunidade cultural como deveria, antes e, principalmente, depois do pleito, ignorando que é constitucional a elaboração do plano plurianual da cultura pelo Conselho, o governo seguirá optando por opiniões próprias e autoritárias, por políticas alheias, inadequadas e ilegais, quanto ao que o setor aspira? Seguirá o governo, com ouvidos moucos?
O Conselho Estadual de Cultura, para melhor contribuir com a idéia de verdadeira participação popular na administração da cultura, criou, em seu Regimento, o poder de indicar, em lista tríplice, nomes para o comando da Fundação Estadual de Cultura. Há quatro anos, a lista tríplice endereçada à atual gestão, após processo democrático de escolha, recebeu como resposta, a indiferença. No atual momento, a Presidência do Concultura, infelizmente até agora não se manifestou sobre o processo de indicação da lista tríplice, o que esperamos seja feito imediatamente, para que o futuro governo não diga que não sabia da opinião da área cultural.
Nem as políticas de cultura, nem seus gestores devem ser imposição. Agir assim é ferir os princípios constitucionais da democracia, da participação e da legalidade, pois a participação social nas gestões públicas já é um imperativo constitucional. A opção pela imposição traz toda sorte de malefícios à gestão, a começar pela indicação aleatória e sem critério de seu comando até a consecução de eventos caros e sem resultados efetivamente sociais e culturais...
De tudo, além do alto custo público e do precioso tempo que se perde, há o fomento à mediocridade pelo qual se vê grande parcela da população incapaz da leitura, seja de livros ou da própria cultura. Vê-se em tal postura gestora, um crime de responsabilidade geracional, que tem condenado um povo à eterna condição política subalterna e de quase nenhuma auto estima cultural.
O Conselho de Cultura tem sofrido desse mal também. A grande evasão das boas mentes ali verificadas bem se explica: ninguém quer participar de um conselho de faz-de-conta. Estão ali cidadãos que exigem o respeito a que tem direito. É lamentável que ainda se criem leis para não serem cumpridas e que não seja garantido seu cumprimento por quem deveria.
A classe artística, sem visibilidade ou reconhecimento, de modo geral, vai se tornando descrente e indiferente às promessas e discursos que se acumulam sem maiores resultados. Não desejamos que os que persistem no Conselho sejam derrotados pelo cansaço e que só reste espaço para os que não acreditam, mas ficam por proveitos pessoais ou os que têm pouca noção do processo, oportunistas que ao fim não têm legitimidade representativa.
Com leis, eventos e silêncios nosso estado é um prodígio de gestão cultural e educacional democráticas: enquanto o governo propaga a noticia de que possui a melhor educação do país, não existe em seus quadros licenciados em artes, nem sala de aula voltada para a arte-educação. Sem falar que os seus espaços culturais como galerias, teatros, bibliotecas, museus, rádios e TVs educativas são geridos sem a participação e controle popular e sem os especialistas da área. Enfim, tem uma série de outras coisas inexplicáveis que pode tudo dizer, menos que há efetivamente políticas culturais e educacionais de qualidade.
Diante desse quadro, que exige um firme posicionamento, mais do que o silencio conivente, nós produtores culturais, que abaixo assinamos o presente manifesto, exigimos do governo eleito que não tenha medo da democracia e que abra as portas do poder para a participação popular na área cultural, sem recuar a legislação da cultura, sem cair em gestão participativa de faz-de-contas, e sem temer os artistas e a cultura.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Manoel Laércio escreve
- Palíndromo, ignorante! - Disse, com sua peculiar delicadeza e, para o deleite dos presentes sapecou este exemplar de sua lavra.
Lâmina animal
A pata a tapa,
Acata e ataca.
O corte troco,
A vala lava.
A terra arreta
E
Lima a mil.
sábado, 6 de novembro de 2010
Gesierres
Faz-se esfirra
Com gripe
Se espirra
Com rei mago
Se tem mirra
Com galega
Se tem hija
Sem trégua
Sobra birra
E a guerra
Se acirra
He-Man grita
Por She-Ha
E a galera
Grita "Irra!"
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Plurais
Cútis, crânios e sonhos
Sextas, sexos, festas
Danças, testas, taxas
Bônus, graxas, ânus
Crentes, cristos tristonhos
Textos, revistas, palestras
Livros socados em caixas
Debaixo de beliches e panos
Ingressos vendidos, eventos de graça
Buchichos, fuxicos, senhas secretas
Copos de plástico cheirando a cachaça
Discursos escritos por mãos analfabetas
Rachas, faixas, marchas, sussurros
Descrenças, mitos e controles remotos
Bancos de praça, pombos e churros
Conquistas, danos, contagem de votos
Rasgos de risos estranhos
Doses a mais, exageros
Zoadas, escárnio e dentes
Coxas encostadas em coxas
Bocas fechadas ou frouxas
Coisas tóxicas e dependentes
Bostas, destroços e cheiros
Humanos, perdas e ganhos
Espasmos, orgasmos escrotos
Espinhos de rosas esquecidas
Em vasos – começos de esgotos –
De paixões mal resolvidas
Doenças de mentes aflitas
Conversas cretinas, sem nexo
Propostas, mentiras bem ditas
Pra encaixar côncavo em convexo
Convites, pizzas e táxis
Distâncias, rancores, corações
Telefonemas, cartas, faxes
Palavras incolores, perdões
Xistudos, excessos de refrigerantes
Chuvas, tosses, atchins
Beijos, xaropes expectorantes
Samambaias suspensas em xaxins
Mãos bobas, astutas, espertas
Entre pernas abertas, suspiros de sins
Paus duros esfregando xoxotas alertas
Cobertas por grossas calças jeans
Audaciosos aprendizes, peitos e pés descalços
Areias movediças, gulosas até o pescoço
Algozes profissionais, reis de nós e cadafalsos
Silenciosos, à espreita da caça pro almoço
Rimas pobres, surgidas em assentos de ônibus
Esperanças cansadas, doutoradas em dor
Teimosos achistas que amor tem sinônimos
Antônimos, talvez, mas só plurais tem amor
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eu acho é graça
Um milhão e quinhentos mil brasileiros disseram que não acreditam em políticos. Eles vivem na maior cidade, do maior estado, do maior país da América do Sul. Eles fazem parte da gigantesca engenhoca que move essa nação.
Para essa ruma de trabalhadores, estudantes, intelectuais, desempregados, artistas, empresários, aposentados, ignorantes, professores, formadores de opinião não existe seriedade no Congresso Nacional.
Esse povo foi às urnas por força de lei e confirmou naquele botão verde, que dá aquela risadinha eletrônica, seu desejo de ser feliz elegendo o palhaço Tiririca como o único político capaz de fazer a gente rir.
Isto é democracia. E assim, os cento e oitenta e tantos milhões de brasileiros, que não votaram no abestado, que não acharam isso nada engraçado terão que pagar por quatro anos de show, que certamente não será de graça.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Aforismeus
É prudente manter distância de língua quieta e vulcão adormecido, os dois podem cuspir fogo a qualquer momento.
A mão que afaga o gato, também toca tamborim.
Sempre morei no mesmo endereço. Só não me encontra quem não sabe o número do meu calçado.
Sou nascido e criado na Aldeota, capital de Fortaleza, capital do Ceará.
As mulheres que amei, sabem. As que não amei, ainda não sabem.
Água corrente e língua solta, só se pára com um bom comportamento.
Cão que ladra, não vote!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Mais do que tudo, amém
Disseram pra eu aprender
Que do que se ouve
Se guarda o que convém
Se vê mais do que era pra ver
Diga aleluia e louve
A Nosso Senhor. Amém!
E sempre é bom saber,
Que nunca houve
Quem doutro jeito fez bem
E nem me pergunte porquê,
Agora que me aprouve,
Dizer isso pra ti também.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Coragem no cós
Chega de ser bonzim,
Pelos ôto, morrer sozim
Pa virar nome de praça
Chega de ser herói
Porque, lhe digo, ói:
Fica tudo é de graça
Tu vai pos carai, ele fica
E sempre essa gente rica
Num liga pra nada, não
Fecha é tua boca na pólva
E depois que tu desce à cova
Tuas coisa, eles passa a mão
Que jeito? Vamo morrer, sim
Mas levano umeno unzim
Desses que quer levar nóis
Na peixeira, no braço,
Na baladeira, no laço
Com a coragem no cós
E quando vierem falar
Que eles só quer ajudar,
Bota as barba de môi
Senta-lhe a mão no cangote
E enfia no bruto um lingote
Mermo no mei dos ôi.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Chá de macela
No último dia 5, durante o lançamento do livro Marina – Uma vida por uma causa, o jornalista Antonio Alves disse, em sua magnífica crônica, narrada ao vivo, que a função de Marina Silva na política é dar um chá de macela aos políticos que ficam "muito cheios de ar". Ele contou o caso de um garoto curado a partir de uma chá de macela receitado pela candidata do PV à presidência da república. O chá de macela é usado popularmente em casos de má digestão e cólicas intestinais.
- Ao me lembrar disso e ver tantas políticas inchadas, tantas importâncias, tantas belezas vazias, tantos balões cheios de nada no Brasil inteiro, me lembrei de que Marina agora dá um chá de macela um pouco mais amplo, nacional. A gente, com Marina, vai muito mais longe. Esse é só um passo a mais. A estrada começou lá atrás e tem muito chão para ser percorrido. Com o chá de macela a gente vai longe. E deixa os outros balões esvaziarem porque o nosso vai subir – disse. Leia mais no Blog do Altino
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Só mesmo assim
Só pega quem pode pegar
Só perde quem tem algo
Só dá quem quer
Só fica só quem se afasta
Só quer ir quem já veio
Só ficará quem não vai
Só pára quem anda
Só anda quem vai
Só sobe quem quer ver de cima
Só desce quem não sobe mais
Só vê quem quer saber
Só escuta quem presta atenção
Só sabe quem pergunta
Só responde quem escuta
Só acha ruim quem reclama
Só acha bom quem tem sorte
Só come quem tem comida
Só não come quem já comeu
Só se enxerga quem tem espelho
Só vive quem respira
Só morre quem não viverá mais
Só morrerá quem nunca existiu
Só viverá quem for lembrado
Só lembrará quem ficar vivo
Só quem sabe é quem concorda
Só com corda é que se enforca
Só se enforca quem tem pescoço
Só é enforcado quem discorda
de quem tem a forca e a corda
domingo, 5 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Carta para Eugenio
Já fui embora do Acre duas vezes. No fim daquele ano, me apaixonei, em Maringá, no Paraná, por uma linda artesã que tinha um olho de gato. Depois de quase um ano de namoro por carta e telefone, me mandei pra lá. Ficamos juntos por uns seis meses, morando em Curitiba. Certo dia, disse pra ela: Vou ali comprar cigarro, amor! Peguei o ônibus e fui em Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro, pra ver minha mãe. De lá, fui bater no Piauí, depois segui pra Fortaleza, Ceará.
Fiquei uns oito meses. Certo dia disse pro meu patrão: Vou ali comprar cigarro, tá? Peguei o avião e voltei pro Acre. Quando cheguei, Antônio ainda estava morando naquela mesma casa, onde ficaste hospedado. E a farra continuou.
Mas não foi só farra não. Eu voltei pra fazer o marketing da campanha de um amigo que era candidato a deputado federal. Perdemos a eleição e, quando eu tava me arrumando pra pegar a estrada mais uma vez. Me apaixonei de novo.
Dessa vez foi do vera mesmo. Mas, antes de juntarmos as trouxas, ela me trocou pelo futuro pai dos filhos que ela sempre quis ter e eu não. Meu cabelo caiu, fiquei um ano em tratamento, completamente careca. Pirei.
Quase morro de depressão. Era um fungo que se alimentava de cabelo, imagina! As pessoas demonstravam um misto de pena e medo, até nojo de ficar perto de mim, de pegar na minha mão. Foi foda! Pior de tudo era ter que beber cerveja sem álcool. Fiz uma coleção gigantesca de chapéus e bonés, precisava ver.
Bem, aconteceram muitas coisas. Me tornei o chargista mais festejado da imprensa acriana. Fiz exposição de charges, publiquei livro, ganhei quatro prêmios José Chalub Leite de Jornalismo, na categoria charge... Tudo isso graças à mulher da minha vida: Soraya. Vivi com ela por quatro anos. Fomos embora pro Rio de Janeiro. Foi o fim. Disse pra ela: Vou ali, em Brasília, fazer uma noite de autógrafos e volto já! Faz três anos que moro,
de novo, em Rio Branco.
A gente precisa se reencontrar, quem sabe vou aí em Itacaré, tomar um banho de mar na Praia da Concha ou no Havaizinho, beber cerveja e saber mais de ti, né, parceiro? E contar todos os detalhes interessantes desses longos anos de história.
Fica com Deus.
Abraço do velho Braga
Candidato filho da...
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Existência
Aqui ri,
Chorei,
aprendi
a criar
Amor,
raizes
como apui.
Ah,
criando,
Aqui
passei
a existir.
Ah, creio sim!
Ah, o Acre!...
Não existe
Lugar
Que eu ame
tanto assim.
domingo, 15 de agosto de 2010
Babanacã
De encontrar a palavra certa
Aspergindo boa baba na cã
brotada abaixo da boca aberta.
Sem graça, patético eu ri.
Não disse nada. Perdi a idéia.
Travado, trincado eu tremi...
Me apavorei com a platéia.
Eu que me achava o tal.
Orgulhoso, arrogante, superior
Levei uma surra de pau,
Aprendi o que diabo era dor.
Sem ver o que era evidente,
Quis ser isso e aquilo
Falastrão, boçal, inconveniente,
Chato que nem um grilo.
Oh, noite de aprendizado!
Confesso, gostei da peia.
Agora sei que calado,
Abestado não se aperreia.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Geração
Não dos homens que geraram filhos.
Hoje é dia dos pais.
Do Pai que gerou Adão,
Que gerou Caim,
Pai do homicídio
De FHC, pai do Real
Do Diabo, pai da mentira
De Maurício, pai da Mônica
De Adolph, pai da eutanásia
Hoje é dia de Santos,
Pai da Aviação
De Sigmund,
Pai da Psicanálise
De Cezar,
Pai de Brutus
Hoje é dia de Deus
E de José,
Pais de Jesus,
Que não gerou filhos
Hoje não é o dia de quem gerou
Ana Carollina, Beatriz e Pedro Otávio
É o Dia do Pai das Rumas
sábado, 7 de agosto de 2010
Focalização
Sem se cerrarem assaz
Cílios separados e sós
Se separarão inda mais
As íris refletirão só lilás
As pupilas, só arrebóis
E as glândulas lacrimais
Não mais molharão lençóis
E os cristalinos, segundos após
Se ofuscarem com visões tais,
Serão das retinas heróis
Das córneas, memórias bifocais
E a imagem tão linda, de paz
Brilhará para sempre em nós
Marcará as cavidades orbitais
Apagará de nossa boca a voz
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Carapanã encheu, voou

Eu sou cristão
Não pergunte para mim porque que eu, logo eu, digo que sou cristão. Eu nunca li a Bíblia desde o primeiro livro, o Gênesis, até o último, o Apocalipse. Nunca decorei qualquer salmo de Salomão ou de Davi. Abomino atitudes belicistas em nome de Deus, sacerdotes assassinos e pedófilos e milagreiros manipuladores da fé. Eu creio que Deus esteve entre nós, na forma humana de Jesus Cristo. Entregou-se à morte para vencê-la e ressuscitar.
Claro que eu digo que sou cristão porque ouvi e li e acreditei na história de Jesus Cristo. No homem que morreu crucificado e que sua vida e sua morte faziam parte de um plano de Deus para nos redimir de nossos pecados. Creio em Deus, criador de todas as coisas e que ele me ama. Conheço, portanto sei que, quando estiver diante Dele, não terei como argumentar a meu favor, para escapar de Seu veredito.
Homens como Abraão, Mao Tse-Tung, Hitler, Che Guevara, Getúlio Vargas, Karl Marx, Massaharu Tanigushi, Buda, Kennedy, Ramses, Khomeini, Deng Xiaoping, Churchill, George Washington, Kubitschek, Cristóvão Colombo, Neil Armstrong, Napoleão Bonaparte, Gorbatchev, Isaac Newton, Einstein, Nicolau Machiavel e muitos outros também tiveram conhecimento de Deus. E usaram do livre arbítrio que lhes foi dado. E formaram suas opiniões.
Beijo no sapo
- Disse inda tonto, o sapo,
Por detrás do guardanapo,
Tenaz em cobrir seu aleijo.
Timidamente feliz, ele riu.
O adonte, batráquio anuro,
Outrora, descrente, inseguro
Agora, desnudo dançante no frio.
Fugaz, tão fugaz é a beleza.
Perdura por uma só juventude.
Veloz, atrevida e imatura
Com lábios, tais quais de princesa,
Num átimo, em audaz atitude,
Desmancha com beijo, feiúra.
Pedro Otávio Paiva Braga
Cara, eu tenho orgulho de ti, ó?! Porque tu existe e é o que é, eu vou sempre saber que acertei em algo nessa minha vidinha medíocre! Tu é meu! Tô contigo e não abro! E quem bolir contigo, boliu comigo. Morro, mas tu não. Apanho por ti, me lasco por ti. Nunca duvide disso!
É, neguim! Tu tá aqui, ó! Aqui, na minha veia! Aqui no meu peito, na minha mente, nos meus dedos, no meu olho, na minha mira, na minha venta, no meu choro, no meu beijo. No meu pulso. Nos meus sonhos...
Nos sonhos em que tu sempre estiveste desde o tempo em que eu nem sabia quem era tu. Quando eu simplesmente sonhava contigo. Quando eu ainda achava que sonho não se realizava. Tu tá aqui! Tatuado pra sempre na pele mais fina do meu coração.
Mas, Deus, em sua infinita sabedoria, autor de tudo que tu venha imaginar, inventor do bom humor, da alegria, do prazer e da saia justa, me criou e criou também a tua mãe. Pois é! E... parará, parará... Criou tu também.
E, por mais que o meu livre arbítrio questione Suas invencionices, tipo esse negócio de “eu te amo!”, posso fazer o quê, né, meu filho?! Vou bem eu peitar o Criador, né não?!
Eu mermo, hein!
Pois é... Então... Feliz aniversário!
Eu te amo!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Silêncio
Não ria assim com sarcasmo e dolo
Pois fechados os lábios, até os do tolo,
Transmitem admirável sabedoria.
Olhe e aprenda com a cabeça dos sábios
Duas grandes orelhas atentas eles tem
Dois olhos que veem o que não vê ninguém
E, abaixo de um nariz, discretos dois lábios
Quando, entre os sábios manter-se assim
Vendo, ouvindo, prestando atenção
Deles ganhará respeito e amarão você
Até te arguirão com perguntas sem fim
E satisfeitos, eles certamente ficarão
Se calado, ignorante, você não responder.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Um pouco de tudo
De você
Ficou um cheiro de xampu
Pela casa
Uma xícara
Sem asa
Uma moldura de bambu
Com um retrato
Um pedaço de não sei o quê
No único prato
Ficou um grande espaço
Que cabe tudo
Onde só cabia você
Ficou legal
Precisa ver
Sobrou pouco
Do que era seu
Deixou umas coisinhas
Que não queria mais
Fora eu
Uma sandália sem par
E mais ou menos
Uns dois reais
Preste atenção
Se for bebê, não dirija!
Faça sexo com segurança, nele você pode confiar.
Meninos, quando finalmente conseguirem gozar, não virem pro lado e durmam, as meninas ficam putas com essa atitude e, geralmente, vocês vão acordar sozinhos no motel, sem as roupas, o celular, o carro, o anel e a carteira da OAB.
Pense bem!
Sei que é doloroso, mas pense, bem.
Não se mate. Essa é uma atitude sem futuro.
Saiba que ninguém estará do seu lado quando você estiver sozinho.
Não venda seu voto pra candidato liso.
Em boca fechada, não entra dentista.
Porque até o idiota calado é tido como mudo.
E a Bruxa, que só vê Branca de Neve no espelho, odeia o Dunga, que não usa craque.
Pense
Pensando em ti
Pensei, assim:
O que pensaria
Teu pai de mim?
Pensando bem,
Eu pensei: Ué?
Faço impem
De quem pensa
O que num perguntei.
Né?
Ora mais, se eu quero saber,
Pensar, refletir
Sobre pensamento
Dos outros,
Eu tando pensando em ti!
Depois de sentir
Tua risada
Arrudiando
O cangote
Que eu nunca pensei
Existir
Quero lá saber de mais nada
Pensar agora em quê?
Depois de cheirar
Teu olhar
E escutar
Bem pertinho
Teu suozinho
Escorrer?
Como é que pensa?
Me diga!
Que pensamento
Agora eu vou ter?
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Doa a quem doer
- Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?
- Sim - respondeu o militante.
- E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?
- Sim - novamente respondeu o valoroso militante.
- E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?
- É claro que doaria - respondeu o orgulhoso companheiro.
- E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?
- Não - respondeu o camarada.
- Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?
- Porque as galinhas eu tenho.
domingo, 30 de maio de 2010
Sem desenho
Web?
Pera a Apple!
Tu wireless, é?
Não me venha com essa cara de spam, não!
Aol o que eu te disse, outro dia,
No Photoshop, lembra?
Upload, meu Bill Gates!
Lembra mesmo não?
Eu disse pra Twitter com o Google,
Que só ele tem respostas
Para quem Wikipédia.
Todo modem sabe disso!
Disse UOL não disse, meu e-mail?
Perguntasse humildemente,
Prestasse atenção na resposta...
Anexasse!
Mas, não...
Cheia de Macintosh...
Me tratando como se eu fosse,
Assim, um monte de post.
Log eu, que sempre te adicionei!
Orkut pela MSNésima vez:
Vê se te linka!
E Fliker sabendo que
Quem Jota quer,
Que jpeg!
Youtube sabe que eu Mozilla
Céus e terra por ti
E só falo isso porque te conheço
Windows e voltando!
Por isso, não me venha
Com esse bate-papo
De João-sem-mouse!
Te atualiza, meu blog!
Site desse universo, On Line!
Deixa de ser chat!
Partido
Sem participação, partes pararão.
Umas,
Que até nem queriam participar mesmo não,
Outras,
Por achar que parar fazia parte da ação.
E mais partes também pararão,
Deliberadamente,
Só para prestar mais atenção noutras partes
Que procurarão fazer parte de outra ação.
As partes paradas,
Prestadoras de atenção,
Acharão logo uma ocupação,
Porque estas partes,
Na verdade,
Não pararão não.
Elas nunca pararão.
Porque ficar paradas, daquele jeito,
Não faz parte da sua vocação.
Tergiversarão, elucubrarão
E muitas outras coisas
Estas partes farão.
Preste atenção:
Aparentemente paradas,
Estas partes não estarão paradas não.
Até por que,
Só mesmo aparentemente paradas
É que melhor prestarão atenção.
Aprenderão.
Saberão.
E, num moto contínuo,
Sem perceber,
Estarão de novo participando
Da ação.
Juntas estarão
As partes que partiram,
As que pararam a ação,
As que fizeram sua parte,
As partes que ainda farão
E até as partes
Que nunca, sequer moveram
Um dedo qualquer
De qualquer mão.
Sostô tu!
- Umbora ali, bora?
- Adonde?
- Ali. Vai ser legal. Bora?
- Bora não!
- Bora, besta. Tu vai gostar!
- Hum! Eu sei pra donde seis quere ir!
- Sabe o quê... Marrapaiz!
- Eu sei, sim! Marmino!
- Bom, basta! Pensei que num sabia!
- E pra donde seis quere ir?
- Tu num já sabe! Umbora logo!
- Borintão, ora mais!
























