
Oi. Me premiaram com o Chalub Leite de Jornalismo pela quinta vez. Tá bom demais, né não?
Essa foi a charge ganhadora originada a partir de uma piada criada pelo meu bom amigo, o humorista/publicitário Edmir Gadelha Jr.
A pata a tapa,
Acata e ataca.
O corte troco,
A vala lava.
A terra arreta
E
Lima a mil.
Cútis, crânios e sonhos
Sextas, sexos, festas
Danças, testas, taxas
Bônus, graxas, ânus
Crentes, cristos tristonhos
Textos, revistas, palestras
Livros socados em caixas
Debaixo de beliches e panos
Ingressos vendidos, eventos de graça
Buchichos, fuxicos, senhas secretas
Copos de plástico cheirando a cachaça
Discursos escritos por mãos analfabetas
Rachas, faixas, marchas, sussurros
Descrenças, mitos e controles remotos
Bancos de praça, pombos e churros
Conquistas, danos, contagem de votos
Rasgos de risos estranhos
Doses a mais, exageros
Zoadas, escárnio e dentes
Coxas encostadas em coxas
Bocas fechadas ou frouxas
Coisas tóxicas e dependentes
Bostas, destroços e cheiros
Humanos, perdas e ganhos
Espasmos, orgasmos escrotos
Espinhos de rosas esquecidas
Em vasos – começos de esgotos –
De paixões mal resolvidas
Doenças de mentes aflitas
Conversas cretinas, sem nexo
Propostas, mentiras bem ditas
Pra encaixar côncavo em convexo
Convites, pizzas e táxis
Distâncias, rancores, corações
Telefonemas, cartas, faxes
Palavras incolores, perdões
Xistudos, excessos de refrigerantes
Chuvas, tosses, atchins
Beijos, xaropes expectorantes
Samambaias suspensas em xaxins
Mãos bobas, astutas, espertas
Entre pernas abertas, suspiros de sins
Paus duros esfregando xoxotas alertas
Cobertas por grossas calças jeans
Audaciosos aprendizes, peitos e pés descalços
Areias movediças, gulosas até o pescoço
Algozes profissionais, reis de nós e cadafalsos
Silenciosos, à espreita da caça pro almoço
Rimas pobres, surgidas em assentos de ônibus
Esperanças cansadas, doutoradas em dor
Teimosos achistas que amor tem sinônimos
Antônimos, talvez, mas só plurais tem amor
Um milhão e quinhentos mil brasileiros disseram que não acreditam em políticos. Eles vivem na maior cidade, do maior estado, do maior país da América do Sul. Eles fazem parte da gigantesca engenhoca que move essa nação.
Para essa ruma de trabalhadores, estudantes, intelectuais, desempregados, artistas, empresários, aposentados, ignorantes, professores, formadores de opinião não existe seriedade no Congresso Nacional.
Esse povo foi às urnas por força de lei e confirmou naquele botão verde, que dá aquela risadinha eletrônica, seu desejo de ser feliz elegendo o palhaço Tiririca como o único político capaz de fazer a gente rir.
Isto é democracia. E assim, os cento e oitenta e tantos milhões de brasileiros, que não votaram no abestado, que não acharam isso nada engraçado terão que pagar por quatro anos de show, que certamente não será de graça.
Disseram pra eu aprender
Que do que se ouve
Se guarda o que convém
Se vê mais do que era pra ver
Diga aleluia e louve
A Nosso Senhor. Amém!
E sempre é bom saber,
Que nunca houve
Quem doutro jeito fez bem
E nem me pergunte porquê,
Agora que me aprouve,
Dizer isso pra ti também.
Chega de ser bonzim,
Pelos ôto, morrer sozim
Pa virar nome de praça
Chega de ser herói
Porque, lhe digo, ói:
Fica tudo é de graça
Tu vai pos carai, ele fica
E sempre essa gente rica
Num liga pra nada, não
Fecha é tua boca na pólva
E depois que tu desce à cova
Tuas coisa, eles passa a mão
Que jeito? Vamo morrer, sim
Mas levano umeno unzim
Desses que quer levar nóis
Na peixeira, no braço,
Na baladeira, no laço
Com a coragem no cós
E quando vierem falar
Que eles só quer ajudar,
Bota as barba de môi
Senta-lhe a mão no cangote
E enfia no bruto um lingote
Mermo no mei dos ôi.
No último dia 5, durante o lançamento do livro Marina – Uma vida por uma causa, o jornalista Antonio Alves disse, em sua magnífica crônica, narrada ao vivo, que a função de Marina Silva na política é dar um chá de macela aos políticos que ficam "muito cheios de ar". Ele contou o caso de um garoto curado a partir de uma chá de macela receitado pela candidata do PV à presidência da república. O chá de macela é usado popularmente em casos de má digestão e cólicas intestinais.
- Ao me lembrar disso e ver tantas políticas inchadas, tantas importâncias, tantas belezas vazias, tantos balões cheios de nada no Brasil inteiro, me lembrei de que Marina agora dá um chá de macela um pouco mais amplo, nacional. A gente, com Marina, vai muito mais longe. Esse é só um passo a mais. A estrada começou lá atrás e tem muito chão para ser percorrido. Com o chá de macela a gente vai longe. E deixa os outros balões esvaziarem porque o nosso vai subir – disse. Leia mais no Blog do Altino
Só pega quem pode pegar
Só perde quem tem algo
Só dá quem quer
Só fica só quem se afasta
Só quer ir quem já veio
Só ficará quem não vai
Só pára quem anda
Só anda quem vai
Só sobe quem quer ver de cima
Só desce quem não sobe mais
Só vê quem quer saber
Só escuta quem presta atenção
Só sabe quem pergunta
Só responde quem escuta
Só acha ruim quem reclama
Só acha bom quem tem sorte
Só come quem tem comida
Só não come quem já comeu
Só se enxerga quem tem espelho
Só vive quem respira
Só morre quem não viverá mais
Só morrerá quem nunca existiu
Só viverá quem for lembrado
Só lembrará quem ficar vivo
Só quem sabe é quem concorda
Só com corda é que se enforca
Só se enforca quem tem pescoço
Só é enforcado quem discorda
de quem tem a forca e a corda
Fiquei uns oito meses. Certo dia disse pro meu patrão: Vou ali comprar cigarro, tá? Peguei o avião e voltei pro Acre. Quando cheguei, Antônio ainda estava morando naquela mesma casa, onde ficaste hospedado. E a farra continuou.
Mas não foi só farra não. Eu voltei pra fazer o marketing da campanha de um amigo que era candidato a deputado federal. Perdemos a eleição e, quando eu tava me arrumando pra pegar a estrada mais uma vez. Me apaixonei de novo.
Dessa vez foi do vera mesmo. Mas, antes de juntarmos as trouxas, ela me trocou pelo futuro pai dos filhos que ela sempre quis ter e eu não. Meu cabelo caiu, fiquei um ano em tratamento, completamente careca. Pirei.
Quase morro de depressão. Era um fungo que se alimentava de cabelo, imagina! As pessoas demonstravam um misto de pena e medo, até nojo de ficar perto de mim, de pegar na minha mão. Foi foda! Pior de tudo era ter que beber cerveja sem álcool. Fiz uma coleção gigantesca de chapéus e bonés, precisava ver.
Bem, aconteceram muitas coisas. Me tornei o chargista mais festejado da imprensa acriana. Fiz exposição de charges, publiquei livro, ganhei quatro prêmios José Chalub Leite de Jornalismo, na categoria charge... Tudo isso graças à mulher da minha vida: Soraya. Vivi com ela por quatro anos. Fomos embora pro Rio de Janeiro. Foi o fim. Disse pra ela: Vou ali, em Brasília, fazer uma noite de autógrafos e volto já! Faz três anos que moro,
de novo, em Rio Branco.
A gente precisa se reencontrar, quem sabe vou aí em Itacaré, tomar um banho de mar na Praia da Concha ou no Havaizinho, beber cerveja e saber mais de ti, né, parceiro? E contar todos os detalhes interessantes desses longos anos de história.
Fica com Deus.
Abraço do velho Braga
Aqui ri,
Chorei,
aprendi
a criar
Amor,
raizes
como apui.
Ah,
criando,
Aqui
passei
a existir.
Ah, creio sim!
Ah, o Acre!...
Não existe
Lugar
Que eu ame
tanto assim.

De você
Ficou um cheiro de xampu
Pela casa
Uma xícara
Sem asa
Uma moldura de bambu
Com um retrato
Um pedaço de não sei o quê
No único prato
Ficou um grande espaço
Que cabe tudo
Onde só cabia você
Ficou legal
Precisa ver
Sobrou pouco
Do que era seu
Deixou umas coisinhas
Que não queria mais
Fora eu
Uma sandália sem par
E mais ou menos
Uns dois reais
Se for bebê, não dirija!
Faça sexo com segurança, nele você pode confiar.
Meninos, quando finalmente conseguirem gozar, não virem pro lado e durmam, as meninas ficam putas com essa atitude e, geralmente, vocês vão acordar sozinhos no motel, sem as roupas, o celular, o carro, o anel e a carteira da OAB.
Pense bem!
Sei que é doloroso, mas pense, bem.
Não se mate. Essa é uma atitude sem futuro.
Saiba que ninguém estará do seu lado quando você estiver sozinho.
Não venda seu voto pra candidato liso.
Em boca fechada, não entra dentista.
Porque até o idiota calado é tido como mudo.
E a Bruxa, que só vê Branca de Neve no espelho, odeia o Dunga, que não usa craque.
Pensando em ti
Pensei, assim:
O que pensaria
Teu pai de mim?
Pensando bem,
Eu pensei: Ué?
Faço impem
De quem pensa
O que num perguntei.
Né?
Ora mais, se eu quero saber,
Pensar, refletir
Sobre pensamento
Dos outros,
Eu tando pensando em ti!
Depois de sentir
Tua risada
Arrudiando
O cangote
Que eu nunca pensei
Existir
Quero lá saber de mais nada
Pensar agora em quê?
Depois de cheirar
Teu olhar
E escutar
Bem pertinho
Teu suozinho
Escorrer?
Como é que pensa?
Me diga!
Que pensamento
Agora eu vou ter?
Já vão fazer trinta anos que o líder seringueiro Wilson Pinheiro foi assassinado e até hoje nenhum mandante do crime sentou no banco dos réus, mas a família nunca perdeu a esperança na Justiça. Enquanto isso, noutra instância judicial, a poderosa Warner Bros, que produziu o filme Amazônia em Chamas, onde conta a história de Chico Mendes e se atrapalha toda nessa contação é processada mais uma vez. A ação não fala mais em direitos autorais, como na primeira, em 2003, onde a empresa foi condenada a pagar indenização de 4 milhões de reais, mas conseguiu reduzir para 160 mil. A briga da família com a gigante do entretenimento é por danos morais, onde argumenta falsidade no roteiro filmado por John Frankenheymer em 1994, onde mostra Wilson Pinheiro de cabelo comprido e seus companheiros com chapelão mexicano. Leia mais aqui
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro divulgou nesta semana a informação de que o desembargador Fernandes Marques, do Tribunal Regional Federal, determinou que seja expedida a Carteira de Identidade Profissional de Jornalista para o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e que comanda a rede de televisão Record. Leia mais em AGazeta.net
Nova campanha da prefeitura de Rio Branco-Acre, para combater o mosquito transmissor da dengue pede para que o cidadão abra as portas de casa e deixe entrar o "soldado anti-dengue", com aquela máquina de fazer fumaça. Agora, preste atenção, não vá deixar qualquer fazedor de fumaça entrar na sua casa, não! Peça identificação, veja se o cabra é mesmo funcionário da Vigilância Epidemiológica porque, se não for, suas coisinhas de valor podem virar fumaça num piscar de olhos.