terça-feira, 9 de novembro de 2010
Culturologistas se manifestam
“SEM RECUAR... SEM CAIR... SEM TEMER...”.
Passado o susto de advertência da população no pleito eleitoral no Acre, o futuro governo acreano promete, segundo a imprensa, nomes do secretariado pra já. O atual que sai comemora o Dia Nacional da Cultura sancionando a lei do Sistema Estadual de Cultura, mas no todo, já passam 12 anos de PT no poder e a cultura no Acre, de fato, não tem muito o que comemorar. Mudou alguma coisa mesmo? Que mudança? A pergunta se faz resposta.
Repetindo os velhos vícios da política local, em que predomina uma mentalidade não só imune como hostil às verdadeiras mudanças, podemos vislumbrar mais um quadriênio em que a cultura terá menos ainda o que comemorar, pois se não houve promessas de campanha, haverá o que fazer? Ou melhor, o novo governo, em estado de descompromisso pré e pós eleitoral, não fará o que bem entender?
Sem ouvir a comunidade cultural como deveria, antes e, principalmente, depois do pleito, ignorando que é constitucional a elaboração do plano plurianual da cultura pelo Conselho, o governo seguirá optando por opiniões próprias e autoritárias, por políticas alheias, inadequadas e ilegais, quanto ao que o setor aspira? Seguirá o governo, com ouvidos moucos?
O Conselho Estadual de Cultura, para melhor contribuir com a idéia de verdadeira participação popular na administração da cultura, criou, em seu Regimento, o poder de indicar, em lista tríplice, nomes para o comando da Fundação Estadual de Cultura. Há quatro anos, a lista tríplice endereçada à atual gestão, após processo democrático de escolha, recebeu como resposta, a indiferença. No atual momento, a Presidência do Concultura, infelizmente até agora não se manifestou sobre o processo de indicação da lista tríplice, o que esperamos seja feito imediatamente, para que o futuro governo não diga que não sabia da opinião da área cultural.
Nem as políticas de cultura, nem seus gestores devem ser imposição. Agir assim é ferir os princípios constitucionais da democracia, da participação e da legalidade, pois a participação social nas gestões públicas já é um imperativo constitucional. A opção pela imposição traz toda sorte de malefícios à gestão, a começar pela indicação aleatória e sem critério de seu comando até a consecução de eventos caros e sem resultados efetivamente sociais e culturais...
De tudo, além do alto custo público e do precioso tempo que se perde, há o fomento à mediocridade pelo qual se vê grande parcela da população incapaz da leitura, seja de livros ou da própria cultura. Vê-se em tal postura gestora, um crime de responsabilidade geracional, que tem condenado um povo à eterna condição política subalterna e de quase nenhuma auto estima cultural.
O Conselho de Cultura tem sofrido desse mal também. A grande evasão das boas mentes ali verificadas bem se explica: ninguém quer participar de um conselho de faz-de-conta. Estão ali cidadãos que exigem o respeito a que tem direito. É lamentável que ainda se criem leis para não serem cumpridas e que não seja garantido seu cumprimento por quem deveria.
A classe artística, sem visibilidade ou reconhecimento, de modo geral, vai se tornando descrente e indiferente às promessas e discursos que se acumulam sem maiores resultados. Não desejamos que os que persistem no Conselho sejam derrotados pelo cansaço e que só reste espaço para os que não acreditam, mas ficam por proveitos pessoais ou os que têm pouca noção do processo, oportunistas que ao fim não têm legitimidade representativa.
Com leis, eventos e silêncios nosso estado é um prodígio de gestão cultural e educacional democráticas: enquanto o governo propaga a noticia de que possui a melhor educação do país, não existe em seus quadros licenciados em artes, nem sala de aula voltada para a arte-educação. Sem falar que os seus espaços culturais como galerias, teatros, bibliotecas, museus, rádios e TVs educativas são geridos sem a participação e controle popular e sem os especialistas da área. Enfim, tem uma série de outras coisas inexplicáveis que pode tudo dizer, menos que há efetivamente políticas culturais e educacionais de qualidade.
Diante desse quadro, que exige um firme posicionamento, mais do que o silencio conivente, nós produtores culturais, que abaixo assinamos o presente manifesto, exigimos do governo eleito que não tenha medo da democracia e que abra as portas do poder para a participação popular na área cultural, sem recuar a legislação da cultura, sem cair em gestão participativa de faz-de-contas, e sem temer os artistas e a cultura.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Manoel Laércio escreve
- Palíndromo, ignorante! - Disse, com sua peculiar delicadeza e, para o deleite dos presentes sapecou este exemplar de sua lavra.
Lâmina animal
A pata a tapa,
Acata e ataca.
O corte troco,
A vala lava.
A terra arreta
E
Lima a mil.
sábado, 6 de novembro de 2010
Gesierres
Faz-se esfirra
Com gripe
Se espirra
Com rei mago
Se tem mirra
Com galega
Se tem hija
Sem trégua
Sobra birra
E a guerra
Se acirra
He-Man grita
Por She-Ha
E a galera
Grita "Irra!"
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Plurais
Cútis, crânios e sonhos
Sextas, sexos, festas
Danças, testas, taxas
Bônus, graxas, ânus
Crentes, cristos tristonhos
Textos, revistas, palestras
Livros socados em caixas
Debaixo de beliches e panos
Ingressos vendidos, eventos de graça
Buchichos, fuxicos, senhas secretas
Copos de plástico cheirando a cachaça
Discursos escritos por mãos analfabetas
Rachas, faixas, marchas, sussurros
Descrenças, mitos e controles remotos
Bancos de praça, pombos e churros
Conquistas, danos, contagem de votos
Rasgos de risos estranhos
Doses a mais, exageros
Zoadas, escárnio e dentes
Coxas encostadas em coxas
Bocas fechadas ou frouxas
Coisas tóxicas e dependentes
Bostas, destroços e cheiros
Humanos, perdas e ganhos
Espasmos, orgasmos escrotos
Espinhos de rosas esquecidas
Em vasos – começos de esgotos –
De paixões mal resolvidas
Doenças de mentes aflitas
Conversas cretinas, sem nexo
Propostas, mentiras bem ditas
Pra encaixar côncavo em convexo
Convites, pizzas e táxis
Distâncias, rancores, corações
Telefonemas, cartas, faxes
Palavras incolores, perdões
Xistudos, excessos de refrigerantes
Chuvas, tosses, atchins
Beijos, xaropes expectorantes
Samambaias suspensas em xaxins
Mãos bobas, astutas, espertas
Entre pernas abertas, suspiros de sins
Paus duros esfregando xoxotas alertas
Cobertas por grossas calças jeans
Audaciosos aprendizes, peitos e pés descalços
Areias movediças, gulosas até o pescoço
Algozes profissionais, reis de nós e cadafalsos
Silenciosos, à espreita da caça pro almoço
Rimas pobres, surgidas em assentos de ônibus
Esperanças cansadas, doutoradas em dor
Teimosos achistas que amor tem sinônimos
Antônimos, talvez, mas só plurais tem amor
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eu acho é graça
Um milhão e quinhentos mil brasileiros disseram que não acreditam em políticos. Eles vivem na maior cidade, do maior estado, do maior país da América do Sul. Eles fazem parte da gigantesca engenhoca que move essa nação.
Para essa ruma de trabalhadores, estudantes, intelectuais, desempregados, artistas, empresários, aposentados, ignorantes, professores, formadores de opinião não existe seriedade no Congresso Nacional.
Esse povo foi às urnas por força de lei e confirmou naquele botão verde, que dá aquela risadinha eletrônica, seu desejo de ser feliz elegendo o palhaço Tiririca como o único político capaz de fazer a gente rir.
Isto é democracia. E assim, os cento e oitenta e tantos milhões de brasileiros, que não votaram no abestado, que não acharam isso nada engraçado terão que pagar por quatro anos de show, que certamente não será de graça.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Aforismeus
É prudente manter distância de língua quieta e vulcão adormecido, os dois podem cuspir fogo a qualquer momento.
A mão que afaga o gato, também toca tamborim.
Sempre morei no mesmo endereço. Só não me encontra quem não sabe o número do meu calçado.
Sou nascido e criado na Aldeota, capital de Fortaleza, capital do Ceará.
As mulheres que amei, sabem. As que não amei, ainda não sabem.
Água corrente e língua solta, só se pára com um bom comportamento.
Cão que ladra, não vote!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Mais do que tudo, amém
Disseram pra eu aprender
Que do que se ouve
Se guarda o que convém
Se vê mais do que era pra ver
Diga aleluia e louve
A Nosso Senhor. Amém!
E sempre é bom saber,
Que nunca houve
Quem doutro jeito fez bem
E nem me pergunte porquê,
Agora que me aprouve,
Dizer isso pra ti também.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Coragem no cós
Chega de ser bonzim,
Pelos ôto, morrer sozim
Pa virar nome de praça
Chega de ser herói
Porque, lhe digo, ói:
Fica tudo é de graça
Tu vai pos carai, ele fica
E sempre essa gente rica
Num liga pra nada, não
Fecha é tua boca na pólva
E depois que tu desce à cova
Tuas coisa, eles passa a mão
Que jeito? Vamo morrer, sim
Mas levano umeno unzim
Desses que quer levar nóis
Na peixeira, no braço,
Na baladeira, no laço
Com a coragem no cós
E quando vierem falar
Que eles só quer ajudar,
Bota as barba de môi
Senta-lhe a mão no cangote
E enfia no bruto um lingote
Mermo no mei dos ôi.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Chá de macela
No último dia 5, durante o lançamento do livro Marina – Uma vida por uma causa, o jornalista Antonio Alves disse, em sua magnífica crônica, narrada ao vivo, que a função de Marina Silva na política é dar um chá de macela aos políticos que ficam "muito cheios de ar". Ele contou o caso de um garoto curado a partir de uma chá de macela receitado pela candidata do PV à presidência da república. O chá de macela é usado popularmente em casos de má digestão e cólicas intestinais.
- Ao me lembrar disso e ver tantas políticas inchadas, tantas importâncias, tantas belezas vazias, tantos balões cheios de nada no Brasil inteiro, me lembrei de que Marina agora dá um chá de macela um pouco mais amplo, nacional. A gente, com Marina, vai muito mais longe. Esse é só um passo a mais. A estrada começou lá atrás e tem muito chão para ser percorrido. Com o chá de macela a gente vai longe. E deixa os outros balões esvaziarem porque o nosso vai subir – disse. Leia mais no Blog do Altino
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Só mesmo assim
Só pega quem pode pegar
Só perde quem tem algo
Só dá quem quer
Só fica só quem se afasta
Só quer ir quem já veio
Só ficará quem não vai
Só pára quem anda
Só anda quem vai
Só sobe quem quer ver de cima
Só desce quem não sobe mais
Só vê quem quer saber
Só escuta quem presta atenção
Só sabe quem pergunta
Só responde quem escuta
Só acha ruim quem reclama
Só acha bom quem tem sorte
Só come quem tem comida
Só não come quem já comeu
Só se enxerga quem tem espelho
Só vive quem respira
Só morre quem não viverá mais
Só morrerá quem nunca existiu
Só viverá quem for lembrado
Só lembrará quem ficar vivo
Só quem sabe é quem concorda
Só com corda é que se enforca
Só se enforca quem tem pescoço
Só é enforcado quem discorda
de quem tem a forca e a corda
domingo, 5 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Carta para Eugenio
Já fui embora do Acre duas vezes. No fim daquele ano, me apaixonei, em Maringá, no Paraná, por uma linda artesã que tinha um olho de gato. Depois de quase um ano de namoro por carta e telefone, me mandei pra lá. Ficamos juntos por uns seis meses, morando em Curitiba. Certo dia, disse pra ela: Vou ali comprar cigarro, amor! Peguei o ônibus e fui em Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro, pra ver minha mãe. De lá, fui bater no Piauí, depois segui pra Fortaleza, Ceará.
Fiquei uns oito meses. Certo dia disse pro meu patrão: Vou ali comprar cigarro, tá? Peguei o avião e voltei pro Acre. Quando cheguei, Antônio ainda estava morando naquela mesma casa, onde ficaste hospedado. E a farra continuou.
Mas não foi só farra não. Eu voltei pra fazer o marketing da campanha de um amigo que era candidato a deputado federal. Perdemos a eleição e, quando eu tava me arrumando pra pegar a estrada mais uma vez. Me apaixonei de novo.
Dessa vez foi do vera mesmo. Mas, antes de juntarmos as trouxas, ela me trocou pelo futuro pai dos filhos que ela sempre quis ter e eu não. Meu cabelo caiu, fiquei um ano em tratamento, completamente careca. Pirei.
Quase morro de depressão. Era um fungo que se alimentava de cabelo, imagina! As pessoas demonstravam um misto de pena e medo, até nojo de ficar perto de mim, de pegar na minha mão. Foi foda! Pior de tudo era ter que beber cerveja sem álcool. Fiz uma coleção gigantesca de chapéus e bonés, precisava ver.
Bem, aconteceram muitas coisas. Me tornei o chargista mais festejado da imprensa acriana. Fiz exposição de charges, publiquei livro, ganhei quatro prêmios José Chalub Leite de Jornalismo, na categoria charge... Tudo isso graças à mulher da minha vida: Soraya. Vivi com ela por quatro anos. Fomos embora pro Rio de Janeiro. Foi o fim. Disse pra ela: Vou ali, em Brasília, fazer uma noite de autógrafos e volto já! Faz três anos que moro,
de novo, em Rio Branco.
A gente precisa se reencontrar, quem sabe vou aí em Itacaré, tomar um banho de mar na Praia da Concha ou no Havaizinho, beber cerveja e saber mais de ti, né, parceiro? E contar todos os detalhes interessantes desses longos anos de história.
Fica com Deus.
Abraço do velho Braga
Candidato filho da...
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Existência
Aqui ri,
Chorei,
aprendi
a criar
Amor,
raizes
como apui.
Ah,
criando,
Aqui
passei
a existir.
Ah, creio sim!
Ah, o Acre!...
Não existe
Lugar
Que eu ame
tanto assim.
domingo, 15 de agosto de 2010
Babanacã
De encontrar a palavra certa
Aspergindo boa baba na cã
brotada abaixo da boca aberta.
Sem graça, patético eu ri.
Não disse nada. Perdi a idéia.
Travado, trincado eu tremi...
Me apavorei com a platéia.
Eu que me achava o tal.
Orgulhoso, arrogante, superior
Levei uma surra de pau,
Aprendi o que diabo era dor.
Sem ver o que era evidente,
Quis ser isso e aquilo
Falastrão, boçal, inconveniente,
Chato que nem um grilo.
Oh, noite de aprendizado!
Confesso, gostei da peia.
Agora sei que calado,
Abestado não se aperreia.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Geração
Não dos homens que geraram filhos.
Hoje é dia dos pais.
Do Pai que gerou Adão,
Que gerou Caim,
Pai do homicídio
De FHC, pai do Real
Do Diabo, pai da mentira
De Maurício, pai da Mônica
De Adolph, pai da eutanásia
Hoje é dia de Santos,
Pai da Aviação
De Sigmund,
Pai da Psicanálise
De Cezar,
Pai de Brutus
Hoje é dia de Deus
E de José,
Pais de Jesus,
Que não gerou filhos
Hoje não é o dia de quem gerou
Ana Carollina, Beatriz e Pedro Otávio
É o Dia do Pai das Rumas
sábado, 7 de agosto de 2010
Focalização
Sem se cerrarem assaz
Cílios separados e sós
Se separarão inda mais
As íris refletirão só lilás
As pupilas, só arrebóis
E as glândulas lacrimais
Não mais molharão lençóis
E os cristalinos, segundos após
Se ofuscarem com visões tais,
Serão das retinas heróis
Das córneas, memórias bifocais
E a imagem tão linda, de paz
Brilhará para sempre em nós
Marcará as cavidades orbitais
Apagará de nossa boca a voz
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Carapanã encheu, voou

Eu sou cristão
Não pergunte para mim porque que eu, logo eu, digo que sou cristão. Eu nunca li a Bíblia desde o primeiro livro, o Gênesis, até o último, o Apocalipse. Nunca decorei qualquer salmo de Salomão ou de Davi. Abomino atitudes belicistas em nome de Deus, sacerdotes assassinos e pedófilos e milagreiros manipuladores da fé. Eu creio que Deus esteve entre nós, na forma humana de Jesus Cristo. Entregou-se à morte para vencê-la e ressuscitar.
Claro que eu digo que sou cristão porque ouvi e li e acreditei na história de Jesus Cristo. No homem que morreu crucificado e que sua vida e sua morte faziam parte de um plano de Deus para nos redimir de nossos pecados. Creio em Deus, criador de todas as coisas e que ele me ama. Conheço, portanto sei que, quando estiver diante Dele, não terei como argumentar a meu favor, para escapar de Seu veredito.
Homens como Abraão, Mao Tse-Tung, Hitler, Che Guevara, Getúlio Vargas, Karl Marx, Massaharu Tanigushi, Buda, Kennedy, Ramses, Khomeini, Deng Xiaoping, Churchill, George Washington, Kubitschek, Cristóvão Colombo, Neil Armstrong, Napoleão Bonaparte, Gorbatchev, Isaac Newton, Einstein, Nicolau Machiavel e muitos outros também tiveram conhecimento de Deus. E usaram do livre arbítrio que lhes foi dado. E formaram suas opiniões.
Beijo no sapo
- Disse inda tonto, o sapo,
Por detrás do guardanapo,
Tenaz em cobrir seu aleijo.
Timidamente feliz, ele riu.
O adonte, batráquio anuro,
Outrora, descrente, inseguro
Agora, desnudo dançante no frio.
Fugaz, tão fugaz é a beleza.
Perdura por uma só juventude.
Veloz, atrevida e imatura
Com lábios, tais quais de princesa,
Num átimo, em audaz atitude,
Desmancha com beijo, feiúra.
Pedro Otávio Paiva Braga
Cara, eu tenho orgulho de ti, ó?! Porque tu existe e é o que é, eu vou sempre saber que acertei em algo nessa minha vidinha medíocre! Tu é meu! Tô contigo e não abro! E quem bolir contigo, boliu comigo. Morro, mas tu não. Apanho por ti, me lasco por ti. Nunca duvide disso!
É, neguim! Tu tá aqui, ó! Aqui, na minha veia! Aqui no meu peito, na minha mente, nos meus dedos, no meu olho, na minha mira, na minha venta, no meu choro, no meu beijo. No meu pulso. Nos meus sonhos...
Nos sonhos em que tu sempre estiveste desde o tempo em que eu nem sabia quem era tu. Quando eu simplesmente sonhava contigo. Quando eu ainda achava que sonho não se realizava. Tu tá aqui! Tatuado pra sempre na pele mais fina do meu coração.
Mas, Deus, em sua infinita sabedoria, autor de tudo que tu venha imaginar, inventor do bom humor, da alegria, do prazer e da saia justa, me criou e criou também a tua mãe. Pois é! E... parará, parará... Criou tu também.
E, por mais que o meu livre arbítrio questione Suas invencionices, tipo esse negócio de “eu te amo!”, posso fazer o quê, né, meu filho?! Vou bem eu peitar o Criador, né não?!
Eu mermo, hein!
Pois é... Então... Feliz aniversário!
Eu te amo!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Silêncio
Não ria assim com sarcasmo e dolo
Pois fechados os lábios, até os do tolo,
Transmitem admirável sabedoria.
Olhe e aprenda com a cabeça dos sábios
Duas grandes orelhas atentas eles tem
Dois olhos que veem o que não vê ninguém
E, abaixo de um nariz, discretos dois lábios
Quando, entre os sábios manter-se assim
Vendo, ouvindo, prestando atenção
Deles ganhará respeito e amarão você
Até te arguirão com perguntas sem fim
E satisfeitos, eles certamente ficarão
Se calado, ignorante, você não responder.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Um pouco de tudo
De você
Ficou um cheiro de xampu
Pela casa
Uma xícara
Sem asa
Uma moldura de bambu
Com um retrato
Um pedaço de não sei o quê
No único prato
Ficou um grande espaço
Que cabe tudo
Onde só cabia você
Ficou legal
Precisa ver
Sobrou pouco
Do que era seu
Deixou umas coisinhas
Que não queria mais
Fora eu
Uma sandália sem par
E mais ou menos
Uns dois reais
Preste atenção
Se for bebê, não dirija!
Faça sexo com segurança, nele você pode confiar.
Meninos, quando finalmente conseguirem gozar, não virem pro lado e durmam, as meninas ficam putas com essa atitude e, geralmente, vocês vão acordar sozinhos no motel, sem as roupas, o celular, o carro, o anel e a carteira da OAB.
Pense bem!
Sei que é doloroso, mas pense, bem.
Não se mate. Essa é uma atitude sem futuro.
Saiba que ninguém estará do seu lado quando você estiver sozinho.
Não venda seu voto pra candidato liso.
Em boca fechada, não entra dentista.
Porque até o idiota calado é tido como mudo.
E a Bruxa, que só vê Branca de Neve no espelho, odeia o Dunga, que não usa craque.
Pense
Pensando em ti
Pensei, assim:
O que pensaria
Teu pai de mim?
Pensando bem,
Eu pensei: Ué?
Faço impem
De quem pensa
O que num perguntei.
Né?
Ora mais, se eu quero saber,
Pensar, refletir
Sobre pensamento
Dos outros,
Eu tando pensando em ti!
Depois de sentir
Tua risada
Arrudiando
O cangote
Que eu nunca pensei
Existir
Quero lá saber de mais nada
Pensar agora em quê?
Depois de cheirar
Teu olhar
E escutar
Bem pertinho
Teu suozinho
Escorrer?
Como é que pensa?
Me diga!
Que pensamento
Agora eu vou ter?
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Doa a quem doer
- Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?
- Sim - respondeu o militante.
- E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?
- Sim - novamente respondeu o valoroso militante.
- E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?
- É claro que doaria - respondeu o orgulhoso companheiro.
- E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?
- Não - respondeu o camarada.
- Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?
- Porque as galinhas eu tenho.
domingo, 30 de maio de 2010
Sem desenho
Web?
Pera a Apple!
Tu wireless, é?
Não me venha com essa cara de spam, não!
Aol o que eu te disse, outro dia,
No Photoshop, lembra?
Upload, meu Bill Gates!
Lembra mesmo não?
Eu disse pra Twitter com o Google,
Que só ele tem respostas
Para quem Wikipédia.
Todo modem sabe disso!
Disse UOL não disse, meu e-mail?
Perguntasse humildemente,
Prestasse atenção na resposta...
Anexasse!
Mas, não...
Cheia de Macintosh...
Me tratando como se eu fosse,
Assim, um monte de post.
Log eu, que sempre te adicionei!
Orkut pela MSNésima vez:
Vê se te linka!
E Fliker sabendo que
Quem Jota quer,
Que jpeg!
Youtube sabe que eu Mozilla
Céus e terra por ti
E só falo isso porque te conheço
Windows e voltando!
Por isso, não me venha
Com esse bate-papo
De João-sem-mouse!
Te atualiza, meu blog!
Site desse universo, On Line!
Deixa de ser chat!
Partido
Sem participação, partes pararão.
Umas,
Que até nem queriam participar mesmo não,
Outras,
Por achar que parar fazia parte da ação.
E mais partes também pararão,
Deliberadamente,
Só para prestar mais atenção noutras partes
Que procurarão fazer parte de outra ação.
As partes paradas,
Prestadoras de atenção,
Acharão logo uma ocupação,
Porque estas partes,
Na verdade,
Não pararão não.
Elas nunca pararão.
Porque ficar paradas, daquele jeito,
Não faz parte da sua vocação.
Tergiversarão, elucubrarão
E muitas outras coisas
Estas partes farão.
Preste atenção:
Aparentemente paradas,
Estas partes não estarão paradas não.
Até por que,
Só mesmo aparentemente paradas
É que melhor prestarão atenção.
Aprenderão.
Saberão.
E, num moto contínuo,
Sem perceber,
Estarão de novo participando
Da ação.
Juntas estarão
As partes que partiram,
As que pararam a ação,
As que fizeram sua parte,
As partes que ainda farão
E até as partes
Que nunca, sequer moveram
Um dedo qualquer
De qualquer mão.
Sostô tu!
- Umbora ali, bora?
- Adonde?
- Ali. Vai ser legal. Bora?
- Bora não!
- Bora, besta. Tu vai gostar!
- Hum! Eu sei pra donde seis quere ir!
- Sabe o quê... Marrapaiz!
- Eu sei, sim! Marmino!
- Bom, basta! Pensei que num sabia!
- E pra donde seis quere ir?
- Tu num já sabe! Umbora logo!
- Borintão, ora mais!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Sádico
Legal é ver político morrendo
De câncer, quer na próstata ou no reto,
E, pra que meu prazer seja completo,
Tenha um tumor na língua como adendo.
Se for ministro, então, não me arrependo
De ser-lhe muito mais que um desafeto,
Rogar-lhe morte igual à um inseto
Na mão da molecada vai sofrendo.
Mas o melhor de tudo é o presidente
Ser desmoralizado na risada
Por que faz poesia como a gente.
Ele nos fode a cada canetada,
Mas eu, usando só o poder da mente,
Espeto-lhe o loló com minha espada.
terça-feira, 30 de março de 2010
Imoralidades
Um texto para reflexão...
Um coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais quando olha para o lado e vê um enorme urso fazendo o mesmo.
O urso se vira para ele e diz:
- Hei, coelhinho, você solta pêlos?
O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu:
- De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa...
Então o urso pegou o coelhinho e limpou a bunda com ele.
MORAL:
CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS, PENSE BEM NAS
POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS ANTES DE RESPONDER!
No dia seguinte, ao passar pelo urso, diz o leão:
- Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado...! Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo e já contei pra todo mundo!
MORAL DA MORAL:
VOCÊ PODE ATÉ SACANEAR ALGUÉM, MAS LEMBRE-SE QUE SEMPRE EXISTE ALGUÉM MAIS F.D.P. QUE VOCÊ!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Mamonas do lado de lá
Então... Foi sobre o meteoro Mamonas Assassinas. Muito legal. Imaginei como é que foi a chegada deles na outra vida. Eles saíam de seu último show no Brasil, iam a Portugal, mas terminaram indo cantar muito mais longe.
Quando chegaram no Céu, na presença de Deus, Dinho disse, ao ver o Todo Poderoso dando gargalhadas e batendo palmas: “Égua! Não sabia que os portugueses gostavam tanto da gente!”
Glenn Miller e sua orquestra já tocavam, acompanhando Louis Armstrong, em dueto com Elvis Presley, com arranjo para piano de Mozart e Jerry Lee Lewis, sob regência de Carlos Gomes, uma versão nunca antes escutada em vida de Pelados em Santos.
- Cara, eu acho que a gente morreu e foi pro Céu, ó! – Cochichou Dinho para Júlio – Porque eu tenho certeza absoluta que aquele garçom ali é o Charles Chaplim.
- Pode crer, velho. Bem que tu disse que a gente chegava lá! – Disse Bento, se afastando do grupo, indo cumprimentar Stan Laurel e Oliver Hardy que achavam graça de Oscarito e Grande Otelo fazendo palhaçadas.
- E nossos pais, amigos, parceiros? - Dinho perguntou a Deus – E nossos fãs?
- Estão vivos ainda, ora mais! – Disse Deus – Depois eles vêem, mas agora eu queria era vocês aqui comigo. E aí? Vai entrar numas? Quer voltar?
E o Céu inteiro deu uma grande gargalhada. E Deus contendo o riso disse: “Tô brincando, meninos. Vai, canta uma aí pra mim.”
terça-feira, 9 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher
terça-feira, 2 de março de 2010
Wilson Pinheiro - 30 anos
Já vão fazer trinta anos que o líder seringueiro Wilson Pinheiro foi assassinado e até hoje nenhum mandante do crime sentou no banco dos réus, mas a família nunca perdeu a esperança na Justiça. Enquanto isso, noutra instância judicial, a poderosa Warner Bros, que produziu o filme Amazônia em Chamas, onde conta a história de Chico Mendes e se atrapalha toda nessa contação é processada mais uma vez. A ação não fala mais em direitos autorais, como na primeira, em 2003, onde a empresa foi condenada a pagar indenização de 4 milhões de reais, mas conseguiu reduzir para 160 mil. A briga da família com a gigante do entretenimento é por danos morais, onde argumenta falsidade no roteiro filmado por John Frankenheymer em 1994, onde mostra Wilson Pinheiro de cabelo comprido e seus companheiros com chapelão mexicano. Leia mais aqui
Bispo jornalista
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro divulgou nesta semana a informação de que o desembargador Fernandes Marques, do Tribunal Regional Federal, determinou que seja expedida a Carteira de Identidade Profissional de Jornalista para o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e que comanda a rede de televisão Record. Leia mais em AGazeta.net
Abra o olho no fumacê
Nova campanha da prefeitura de Rio Branco-Acre, para combater o mosquito transmissor da dengue pede para que o cidadão abra as portas de casa e deixe entrar o "soldado anti-dengue", com aquela máquina de fazer fumaça. Agora, preste atenção, não vá deixar qualquer fazedor de fumaça entrar na sua casa, não! Peça identificação, veja se o cabra é mesmo funcionário da Vigilância Epidemiológica porque, se não for, suas coisinhas de valor podem virar fumaça num piscar de olhos.
Mambembe
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Currículo
Quer ver?
Uma de cór, que agora vei-me:
A capital de Suriname,
Mar agora, esqueci o name.
Como vê, arranho Inglês,
Francês, Mandarim,
Enfim...
Ah, sim e Japonês.
Tenho dificuldade é com Português.
Sou auto-didata.
Estudar estudei.
Faça a pergunta
Que responderei.
Se não,
Me lascarei.
Já buli com Teatro,
Diagramação de jornal,
Publicidade, Propaganda
E Dança Moderna. Que tal?
Escrevi livro, veja só!
Um, muito ruim
E outro muito pior.
Fiz também artesanato
E palhaçada em aniversário.
Raiva a padre chato,
Na missa vendendo rosário.
E graças a Nosso Senhor,
Fiz coisas que nem me lembro,
Até imitar meu redentor
Nascendo no mês de dezembro.
Sou fã de Roberto e Wandeca.
Se tiver festa, tou dentro
Fazendo aquela moqueca,
Com dendê, leite de côco e coentro.
Faço rima rica e prosa.
Faço até rima miserável.
Sou filho de Dona Rosa.
Sou filho do Seu Otávio.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Naufrágios

Dois naufrágios marcaram os últimos dias no Brasil. O primeiro, em Tocantins, matou afogado o grande humorista Arnaud Rodrigues. O segundo, a 300 milhas da costa brasileira, fez soçobrar uma belíssima embarcação canadense com uma ruma de estudantes dentro. Todos sobreviveram e, resgatados pela Marinha, foram levados de helicóptero para o Rio de Janeiro. Espero que, de lá voltem todos vivos para casa.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Acabou-se tudo

Márcio Chocorosqui
É o fim de uma era. O nosso ponto de encontro, o Bar do Bigode, localizado no centro da capital Rio Branco, não está mais com suas portas abertas. Uso esse eufemismo porque me recuso a dizer a palavra fechou (opa! falei). O bar morreu, mas seu proprietário, com a graça de Deus, está bem vivo. O Francisco Carlos, bom e velho Bigode, virou marajá (lembram dessa palavra? muito em moda na época de Collor). E foi no tempo desse ex-presidente que ele foi demitido da Eletronorte, ilegalmente. Até que, nos dias de hoje, mandaram-lhe novamente ao “trabalho”. Quer dizer, readmitiram-no. Culpa do barbudão de lá — o Lula lá.
Ao vislumbrar que ganharia um salário de marajá, o Bigode vai e fecha o bar, deixando para trás uma legião de órfãos. O Manuel, agrônomo da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, quase que diariamente saía do trabalho e ia curtir o happy-hour no Bigas. Quando o bar fechou, passou uns dias vagando pelas cercanias, sem saber o que fazer. O professor Bosco confessa que até chorou. O Wagner “Zé do Limão” viajou para esquecer a tristeza. Imagino o que tantos outros fregueses assíduos estejam passando. Em que bares estarão andando o Cocada, o Adal “Cara-de-Onça”, o Mucura, o Dias, o Homem de Nazaré, o Danilo de S'Acre, o Álamo Kário?...
Sei que, um sábado desses, encontrei o Abel, o Tonhão, o Gustavo “Tarzã”, o Gato Rom-Rom, o Dote “Coalhada”, os professores Sandro e Bosco no bar do Gel (o Gel do Seu Chiquinho). Foi aí que um pensamento piegas percorreu-me o espírito: quando uma porta se lhe fecha, abrir-se-lhe-ão sempre outras (assim mesmo, gastando a mesóclise, pois essas reflexões vêm geralmente em tom epopeico).
Sinto dizer: o Bar do Bigode fechou. Tem nada não. Já fomos órfãos de tantos outros bares. Mas esse deixou profundas marcas em nossas histórias. Talvez seja um símbolo das mudanças que ocorrem em nossas vidas. Devemos acatá-las com ternura, porque o tempo é mesmo deste jeito: cíclico. Não iremos medir o tempo em “antes do Bar do Bigode” e “depois do Bar do Bigode”. As tempestades passam, retornam depois e assim vai. Que este seja o marco de outra era de realizações etílicas. Sempre haverá uma luz nos direcionando para um mar aberto de belas e novas possibilidades. Parece que os sinais da mudança estão impregnando os ares.
* A arte acima foi feita por Francisco Braga para celebrar o “Xarope do Semestre”, eleição que ocorria no Bar do Bigode. O retratado é o próprio dono do bar, com todo carinho.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Pedro Otávio, meu filho
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Novas cédulas
E para diminuir e dificultar as falsificações de dinheiro no país, o Banco Central vai lançar as novas cédulas de real.Design modernizado, tamanhos diferenciados, verniz especial "pega-falsário"... enfim, alta tecnologia aplicada à proteção do nosso rico dinheirinho.
Rico sim, porque com todas essa parafernália high tech, uma nota de 1 real vai sair aí por uns 250, mas vai ficar uma lindeza, né mermo?
O poder de compra? É claro que vai ficar menor também, ora mais!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Ói nóis aqui travêz!
Braga é uma brasa
que se não paga
muito menos se apaga
Sempre aceso aparece
na vida nunca esmorece
dia-a-dia erra e padece
Mas corre atrás da sorte
se mais perto está a morte
Qualquer coisa tem Lisboa
se a vida não é boa
E é assim que ele pratica
que ninguém lhe rogue praga
se fundo ainda fica
o bom arroz de Braga
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Tamos aí
Meu bom amigo Braga
Que nada tem de brega
Manda bem na briga
E nunca escorrega.
Que nunca jogou praga
Mas ganhou na mega
Quando acende,traga
E vive na bodega.

























