quinta-feira, 30 de abril de 2009

Macacos e homens


Este pps recebi do amigo Laésio Andrade, vulgo "Homem e Nazaré".

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Design

Encontrei Philippe Malouin com seu Sofá Tenda, no site da Semana de Design de Milão - 2009. De cara, a exemplo de sua cadeira-cabide, parece ser apenas um inocente móvel para sentar, mas graças ao velcro, o designer transforma o sofá em algo super funcional e divertido, perfeito para crianças e também gente grande e bem humorada, que vive em locais apertados, assim como a minha kitnet. Veja tudo aqui

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A vaca

Photo: www.miss2009.nuclear.ru

Yekaterina Bulgakova (a de cima), 25, que trabalha no Instituto Russo para Investigação de Reatores Atômicos, conquistou o primeiro lugar no concurso Beleza Nuclear Russa 2009.
O concurso, que está na 6º edição, é aberto apenas para jovens que trabalham em agências e instituições de pesquisa em energia nuclear. Este ano, os participantes eram provenientes da Rússia, Ucrânia, Bielorrússia, Cazaquistão e Lituânia.
A bela Yekaterina ganhou, como prêmio, uma viagem a Cuba.
Essa (daí de baixo) não concorreu ao prêmio porque é uma vaca ucraniana, que nasceu próximo à região onde ocorreu o desastre nuclear de Chernobyl.

Photo: www.corbis.com

terça-feira, 14 de abril de 2009

Alagação

Faltou a gelada

A gente vive uma democracia na qual se destaca principalmente para mim, como artista e jornalista, a liberdade de achar e dizer o que quiser de tudo o que a gente presta atenção no que os outros - notadamente as autoridades - fazem ou deixam de fazer. Lembra-se da alagação de 1988? Vieram donativos de tudo que é canto do país, não foi? Sabe o que as “autoridades” da época deram para os desabrigados? O dedo médio em riste. Foi isso o que eles deram e depois levaram os colchões, as telhas, as roupas... Enfim, você sabe, não é? Todo mundo sabe.

Hoje eu conversava com um piloto profissional do ramo de transportes alternativos, que me falava sobre seu compadre Chico Olegário, que se encontra agoniado, flagelado e devidamente abrigado no parque de exposições, juntamente com seus familiares e vizinhos. O Chico, de modo agradecido e, pasme, feliz com sua condição complicada e comovente, como bom acreano que é, capaz de tirar do aperreio e da tragédia o reconhecimento pelos esforços solidários, confidencia ao compadre sua satisfação com a ajuda humanitária.

- Cumpade, os home num tá de brincadeira, não. Pense num negoço organizado! Marrapaiz, tá melhor do que lá em casa! É todo dia de manhã, sempre na merma hora: café, leite com tódi pras criança, tapioca, pão passado com mantega – Tá pensado que é margarina, é? É não! É mantega mermo! Fruta, refresco... Uma ruma de coisa. Almoço reforçado. Um dia é bife, no outro é frango, no outro é peixe, verdura, aquele arrozim bem temperadim, aquele feijãozim no jeito. Precisa tu ver, manim!

-Depois, de tarde, tem brincadeira c’os minino. É circo, filme. Todo dia tem filme. Aí, depois vem a hora da merenda. Tudo bem ajeitadim. É refresco, bolacha, sanduiche de queijo. Rapaz, os home num brinca, não! De noite, a janta é reforçada também. É sopa boa, macarrão com carne moída, depois tem o cafezim. E tem as enfermeira, os médico, o Samu todo tempo ali, de plantão. O menino dá uma tossida, já tem uma mulher com o xarope. Eles num esqueceram de nada. Ali são organizado, ó! Tô pra ver um negoço desse!

-A situação da gente tá de lascar, mas, pra tu ver, parece que a gente tá é de férias, sabe? A gente sabe que vai miorá. Né possive, né? Depois que o rio vazar, vai miorá, sim. Assim, no começo da tarde, bem depois do almoço, da gente já ter dado uma cochilada, eu e os minino, meus colega do bairro, se junta pra bater um dominozim debaixo duma mangueira, enquanto as muié vão atrás de receber as roupas e os brinquedo que vão chegando nos caminhão do Exército e dur Bombeiro. Marrapaiz, é bom demais. Só é ruim porque os home, num traz uma cervejinha pra nóis moiá a palava.

E o Chico Olegário ri, ri como só os felizes conseguem. Acredito que nem todos os desabrigados sejam tão folgados como o compadre do meu amigo, mas, com certeza quem está nesta situação de completa dependência do poder público e da boa vontade dos outros, e recebe este apoio da forma tão bem descrita pelo Chico Olegário tem, de seu jeito simples, como forma de agradecimento a tudo, um sorriso inefável no rosto. Espero que o Chico tome uma atitude nobre e vá ajudar sua mulher na reconstrução de suas vidas e, com isso, merecer tomar uma gelada no fim do expediente.

O artigo refere-se à enchente do Rio Acre ocorrida em 2006 e ao trabalho do governo do Estado, prefeitura e ONGs para amparar os desabrigados. Hoje Rio Branco-Acre encontra-se em estado de calamidade. Mais uma vez, nosso rio se levanta, não pergunta nada a ninguém e vai passando, passando...
Em tempo:
Silvio Margarido terminou seu DocTV, um documentário chamado O Mergulho, que mostra a relação das pessoas com o Rio Acre. Já vi e gostei muito. Logo, logo o Margarido estará mostrando seu trabalho em rede nacional, através da TV Cultura. Fique atento.

Arte

Vamos lavar as mãos.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Paciência

Tô sem equipamento, por isso a demora em postar, mas logo, logo, voltarei a atualizar o Bragger diariamente.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mapa do Brasil

Veja o mapa do Brasil, na visão do maior chargista/cartunista do país, Angeli. Fonte

Vírus


CONFICKER
Saiba como se defender do vírus que infectou 15 milhões de PCs e está incomodando até a Microsoft.

Dougalas Ciriaco, do site Baixaki

Eles são o terror de quem usa a internet. Malwares! É difícil que um internauta nunca tenha tido problemas com vírus e outros programas maliciosos que infestam o ciberespaço.

Ultimamente o mundo virtual tem ficado apreensivo quanto a uma nova e desconhecida ameaça que ronda a internet e está incomodando uma das mais poderosas empresas do mundo: a Microsoft.

Ele é chamado de Conficker e estimativas apontam para mais de 15 milhões de computadores infectados. Seus efeitos ainda são um mistério, pois informações sobre do que ele é capaz ainda são imprecisas. Seu poder deverá ser conhecido amanhã: especialistas acreditam que ele será ativado no dia 1º de abril de 2009.

Ele começou a ser distribuído ano passado e já alcançou mais de 15 milhões de computadores ao redor do mundo (de acordo com estimativas da F-Secure). Depois de sua descoberta e consequente enfraquecimento, seus programadores já lançaram diversas novas versões. Ao infectar uma máquina, ele pode se espalhar pela rede automaticamente, sem que seja necessária a mínima atividade.

Até a gigante da informática Microsoft entrou na briga e no dia 13 de fevereiro deste ano ofereceu uma recompensa de US$ 250 mil para quem ajudar a prender os seus criadores. Este malware é o Conficker, também conhecido por Downadup, que surgiu no ano passado e já pôs em sinal de alerta todo o mundo virtual.

Este software malicioso se aproveita de uma brecha de segurança nos sistemas operacionais Windows e então se aloja no sistema. Especialistas da Symantec apontam que o maior número de PCs infectados possuem Windows XP SP2 e Windows 2003 SP1 não atualizados. Ao contrário do se acreditou inicialmente, o Windows Vista também está vulnerável a esta infecção. Lei mais

quarta-feira, 25 de março de 2009

Eu disse não!


Protesto em Paris, França, contra Igreja Católica que proíbe o uso de camisinha por seu fiéis, traz a foto do Papa Bento 16 em embalagem de preservativo, com a frase: "Eu disse não!"

Muito legal

CLIQUE NA FOTO

Achei muito intereassante esta foto da Jin Mao Tower, o 6º arranha-céu mais alto do mundo, com 421 metros. A gigantesca obra de engenharia, com 88 andares fica na cidade de Xangai, China. Saiba mais no Wikipedia. A fotografia superior achei no Acredite se quiser.net, esta abaixo é do Wikipedia.

Abelhas no Planalto

quarta-feira, 18 de março de 2009

Huei!

Senador Tião Viana empresta celular do Senado para filha levar em viagem ao México. Saiba mais

terça-feira, 17 de março de 2009

Estupro

Estupro era um crime pouco praticado em 1833. Veja porque este crime era pouco praticado em 1833.

Ipsis litteris, ipsis verbis - Trata-se de Língua Portuguesa Arcaica


SENTENÇA JUDICIAL DATADA DE 1833 - PROVÍNCIA DE SERGIPE

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.

CONSIDERO:

QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar , porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;

QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.


CONDENO:
O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.

Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.


Manoel Fernandes dos Santos

Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 15 de Outubro de 1833.


Fonte:
Instituto Histórico de Alagoas

quarta-feira, 4 de março de 2009

É o bicho!

O grupo PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), que conta com mais de 2 milhões de membros é considerado a maior organização de defesa, proteção e luta pelos direitos à um tratamento ético aos animais do mundo.
O foco da ONG é voltado para quatro setores nos quais os animais mais sofrem: explorações na agricultura, nos laboratórios, no comércio de vestuário e na indústria do entretenimento.
Suas manifestações contra o uso de peles são bastante conhecidas em todo o mundo, onde celebridades tiram a roupa sob slogans como: Prefiro andar pelada do que vestir pele e Sinta-se confortável em sua própria pele.
Desta vez a nova campanha da ONG apela para garotas mais que acostumadas a mostrar tudo, todo dia em uma das boates mais conhecidas de Nova Yorque, a Rick's Cabaret (foto acima).
Na sequência, algumas beldades que mostraram suas peles para a PETA.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

É foda!

Veja esta que achei no blog Pilândia.
O logotipo criado para o Office of Government Commerce (OGC) custou 14 mil libras (cerca de R$ 46 mil) ao Tesouro Britânico.




Legal né? Nada como um logotipo novinho. Agora sim!

Porém bastou um filho da puta com o senso de putaria elevado virar a imagem para acabar com a felicidade de todos...




- "Voltemos para a mesa de projetos..."

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Giselle Lucena escreve

... As academias estão cheias daqueles homens suados, fedidos, que ficam posando na frente do espelho e se achando o máximo, malhando com camisa de blocos de carnaval, de boné, de munhequeira ou bracelete (tipo aqueles de emo), e detalhe: nem fazem um alongamento que preste! Jogam pingo de suor pra tudo o que é lado, falam de coisas que... Meu Deus, eu não sei nem falar do que eles falam. Aliás, acho que eles não falam nada. Nadinha. Enquanto que os salões de beleza estão cheios de mulheres cheirosinhas, arrumadas e bem bonitinhas, falando sobre tudo, nada ou qualquer coisa. Isso pode ser meio lésbico, eu sei. Mas é uma questão de cena, de imagem fotográfica, de sensualidade humana, de glamour próprio (cara, eu me amarro na palavra “glamour”, se você disser que gosta de algo porque tem um “glamour próprio”, não há mais o que se discutir, o debate acaba, entende?). Definitivamente, homem é mais sexy no trabalho, sacô? (Leia o texto completo no blog da Giselle)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Jarbas

Gui Noronha

Clique na foto para vê-la ampliada

Meu amigo Guilherme Noronha, publicitário danado, artista arretado acaba de ser agraciado em 1º lugar na categoria desenho, do Salão dos Novos, em Rio Branco-Acre, com a obra Família na Bicicleta. O desenho foi feito com nanquim e caneta preta sobre papel kraft. Foi ou num foi merecida a premiação? Veja mais no Desigkn, site do artista.

Dançou

Kuduro

Kuduro é um estilo de música e dança que apareceu na década de 1990 em Luanda, os ritmos quentes que misturam a tradicional kazukuta (estilo músical carnavalesco angolano) com música electrônica rapidamente espalharam-se por toda Angola. Hoje qualquer pessoa em Portugal, Moçambique, Guiné, Cabo Verde ou São Tomé sabe o que é o kuduro. Já chegou ao Brasil e promete ser sensação neste carnaval, começando pela Bahia. Trata-se de algo tão lindo e rebuscado como a antiga dança "na boquinha da garrafa". Amizade, o lider da principal banda deste estilo, em Angola, Os Lambas, não morreu de kuduro, mas baleado pela polícia, acusado de assassinato. Kuduro tem história.

Remédio pra gripe

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Os personalistas

Apregaram um adesivo com o nome do senador Tião Viana, pra enfeitar um carro, que era de um magote de traficante, que foi apreendido pela PF, transformado em ambulância e doado pra prefeitura do Jordão, no interior do Acre e no adesivo dizia mermassim: Apoio: Sen. Tião Viana. Marminino, isto tá dando uma confusão pro lado de cá!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Piquenique no Teatrão

Já estreiou e foi sucesso. Continua no Teatrão a peça Piquenique no front, de Fernando Arrabal, montagem da Cia. Visse&Versa, com Lenine Alencar e Cláudia Toledo no elenco, a direção é de Nonato Tavares. Domingo tem mais, no Teatrão, às 20:30h.

Quebrando a banca na UFAC

Quando assaltaram um caixa eletrônico da UFAC, uma ruma de vezes, a PF nem tomou conhecimento, agora para fechar a banquinha da Arlete partiu com gosto de sangue, armada com metralhadora, bombas de efeito moral, lança-chamas, helicópteros, mergulhadores, vários agentes especiais (um deles atende pelo nome de Bourne e outro de Triplo X) fazendo poses de guerra como o que fazem nos morros do narcotráfico carioca (São treinados pela SWAT, sabe!).
Parecia enlatado americano, tudo isso para combater o terror estampado na cara dos funcionários, professores, alunos e visitantes daquela instituição federal de ensino superior.
Será que essa operação "Sitiagarro" toda é porque a doceira Arlete "Cheiro doce" vendia cocada, dentro da universidade, há mais de 30 anos? Cocada, minha gente, era cocada boa!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Piquenique no front

Estréia no próximo dia 7 de fevereiro, uma produção da Cia. Visse & Versa, o espetáculo Piquenique do Front, do espanhol Fernando Arrabal. A peça traz no elenco o talento de grandes nomes do Teatro acreano como Lenine Alencar e Cláudia Toledo. No comando, o diretor manauara, Nonato Tavares. Tudo acontece no Teatrão, às 20:30. Vá ao teatro, mas não me chame, porque eu já tô lá!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Adeus, amiga

Perdemos a Julinha hoje. Beijo amiga, a gente vai ficar com teu sorriso pra sempre na lembrança.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Professor Bené escreve

Complicar não custa nada
Beneilton Damasceno*
À exceção de um tímido lembrete de trinta e dois caracteres deixado na mesa do editor-chefe do Página 20 sábado, é a primeira vez que ultrapasso uma linha para (suponho) me comunicar com alguém tendo o cuidado de acatar a nova ortografia do país, que passou a valer depois dos últimos fogos do réveillon.
Minha aparente tranqüilidade (perdão, agora é “tranquilidade”, pois a figura do trema foi sumariamente banida da língua tropical) como escrevinhador e revisor virou um pandemônio. Para começo de conversa, o corretor automático do computador não pára (o certo é “para”) de me chamar a atenção e sublinha tudo de vermelho. E mandou ontem, via e-mail, um recado que considero no mínimo insolente: somente o juiz ou autoridade similar vai fazê-lo mudar de idéia (que virou “ideia”) e engolir essas regrinhas mixurucas criadas por quem não tinha muito que fazer.
Por conta da bendita reforma, ontem de manhã tive uma discussão feia com o rapaz da farmácia onde compro fiado. Por telefone, reivindiquei um desconto na pomada de penicilina do estoque velho, já que o antiinflamatório agora ganhou um tracinho. O funcionário, como a maioria dos conterrâneos, refratário às mudanças na língua, veio com quatro pedras na mão. “Meu senhor, a Vigilância Sanitária desde quinta-feira proibiu a gente de comercializar esse medicamento. Só temos ‘anti-inflamatório’. Com hífen! Tente pela internet, talvez seja possível algum genérico no mercado negro. Ou ali em Cobija. Mais alguma coisa?”. Pam! Desligou.
Numa conhecida loja da cidade, ainda encontrei dois microondas modelo 2008, ultrapassados. Pena que já tinham placa de “vendidos”. Na fila, mais de cento e vinte pessoas torciam pela desistência de um dos compradores para poder dar o melhor lance. A vendedora fez questão de adiantar, porém, que o eletrodoméstico só tem garantia de quatro anos, findos os quais ele fica suscetível a todo tipo de defeito - do curto-circuito à ferrugem precoce. E aproveitou para exibir a nova linha de “micro-ondas” com controle remoto e manual de instruções totalmente de acordo com a nova ortografia.
Enquanto escrevo, acompanho num dos portais de notícia a revolta de uma famosa atriz global para manter incólume seu sobrenome. Se for obrigada a seguir a determinação oficial, a vetusta Marília Pêra vai ter que assinar Marília Pera. Ou então - que vergonha! - impetrar na Justiça um mandado de segurança, com pedido de liminar, e esperar, sabe-se Deus até quando, o julgamento do mérito no Supremo. Sorte dela é que a pronúncia da palavra, até que se crie outra lei, ficará mantida.
Puxando a discussão aqui para a terrinha, muita gente malhou à vontade o senador Tião Viana, responsável pela mudança do fuso horário do Acre e de algumas cidades da Amazônia. Houve até abaixo-assinado para que a lei, que entrou em vigor em junho do ano passado, fosse revogada. A justificativa dos inconformados era de que a população do Acre e dos municípios atingidos não havia sido consultada com antecedência. A malfadada idéia (repito: “ideia”), que virou inclusive mote na campanha eleitoral, felizmente não vingou. Se bem que em 2010 haverá eleição novamente...
Como o pau que bate em Chico bate em Francisco, seria coerente que a nação brasileira, em especial a família acreana, iniciasse uma movimentação de repúdio à mudança na língua escrita, essa sim, empurrada goela abaixo dos caras-pálidas do patropi sem qualquer referendo. Além do quê, trata-se de uma imposição que em nada vai beneficiar ou prejudicar os habitantes lusófonos do planeta. A reforma nada mais foi do que uma criação inócua, desnecessária e, sobretudo, dispendiosa para o Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e outras comunidades visitadas por Pedro Álvares Cabral e seus acólitos nos anos que seguiram a saga imperialista portuguesa em vários continentes.
No exato instante em que suo frio para fechar este último parágrafo, chega ao mural da redação uma portaria do comandante-em-chefe Elsinho Dantas. O teor do documento é dogmático: nenhum repórter, veterano ou novato, será penalizado financeiramente por infringir as normas gramaticais recém-instituídas. Em compensação, a cada três erros comprovados será descontado um dia da aposentadoria. Aí fica difícil, né, professor João Bosco?
*Jornalista

Entendeu ou quer que eu desenhe?

Artista britânica faz retratos com máquina de escrever

Retrato da atriz Nicole Kidman

Keira Rathbone tecla números e letras e usa os espaços em branco do papel para "desenhar" retratos e paisagens numa velha máquina de escrever. Além de retratar pessoas comuns, ela também criou retratos de celebridades, como Nicole Kidman, Kate Moss e Tom Hanks.
A artista leva até 90 horas para terminar alguns dos desenhos mais detalhados, como paisagens.
Ela começou a fazer os desenhos há cinco anos, quando comprou uma máquina de escrever antiga em um bazar.

"Ao invés de escrever, comecei a fazer desenhos com ela e não parei mais", disse a artista. Leia mais na Folha Online - BBC Brasil

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Blog do Vitor

Rapaz, aquelas correntes que te prometem o mundo e as capas do fundo e ameaçam você e sua família de tormentos terríveis caso ela seja quebrada, que proliferam nos nossos correios eletrônicos são mesmo um pé no saco. Mas esta, que eu chupei do blog do meu amigo Tião Vitor, editor-chefe do jornal Página 20 é muito boa e dá até pra enviar pros amigos sem medo de morrer.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Tá danado!

Sujeito foi assaltado no carro, na rotatória da Av. Ceará (Rio Branco-Acre), em frente ao mercado da Estação Esperimental. Pense num assaltante ligeiro-bala!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Feliz ano novo!

Recebendo anjos
Luis Fernando Veríssimo*

Bons tempos, bons tempos, os bíblicos. Imagine receber um anjo hoje.
Um deles já pode ter estado com você, e você não o reconheceu. A função dele era aparecer e lhe dar a mensagem. A sua única obrigação era recebê-lo, mas você não soube que era ele. Você se afastou, achou que era um chato, ou um louco, falhou, azar. Pode ter sido há anos.
Aquele que caminhou ao seu lado brevemente e disse uma coisa estranha e você apressou o passo, lembra? Aquele (ou aquela, eles vêm de várias formas) que sentou ao seu lado e falou no tempo, e era um preâmbulo para a revelação, mas você fechou a cara.
Ele pode ter batido na sua porta e você foi logo dando uma esmola, ou dizendo que hoje não tem nada, ou ameaçando chamar a polícia. Antes era mais fácil, agora é tarde. Hoje ele bate na porta e você espia e não abre a porta, tá doido? Se ele se aproximar de você na rua, você correrá apavorado ou anunciará que está armado e que é melhor ele se afastar. Se ele se sentar ao seu lado, você fugirá do contágio, se ele segurar o seu braço, você gritará. Se ele telefonar, sua secretária eletrônica dirá para ele deixar a mensagem depois do bip e ele não dirá nada: a mensagem é para você e não para ela.
E se ele conseguir alcançar você sem que você lhe dê um pontapé, e cumprir sua função, e der a mensagem – você não a compreenderá. Pedirá para ele falar mais alto, há muito barulho. “O quê? Em que sentido? É uma metáfora? É um código? Interpreta, traduz, decifra, o quê?”
Agora é tarde. Antes ele olharia você nos olhos e falaria claramente. E, dada a mensagem, ele desapareceria, e o mundo seria uma estrada para o seu coração.
Hoje você diria – “olha, precisamos conversar com mais calma um dia, me liga! Me liga!”

*Extraído do Jornal do Brasil, de agosto de 1995

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Zorra Total

Comentário sobre o vestibular UFAC 2009
João Bosco de Sousa*

Copiar questões de outros vestibulares não é uma prática recente em vestibulares da UFAC. Acompanho o exame desde 1988 e, ano após ano, encontram-se questões que, quando não são cópias fidedignas das originais, são maquiagens grosseiras, às vezes contendo até erros de português.

A prova de Língua Portuguesa é um "espetáculo" à parte. A do vestibular de julho deste ano é um libelo da incompetência reinante entre os professores que se recusam a reconhecer suas limitações técnicas para elaborar itens com as características exigidas por uma avaliação de nível médio, como o vestibular. Das 15 questões que compuseram a prova, 12 são comprovadamente copiadas, a saber:
- vestibular da FUVEST-SP (1997): questão 17;
- vestibular da FUVEST-SP (1998): questão 14;
- vestibular da FUVEST-SP (1999): questões 11, 12, 13, 15, 16, 21 e 22;
- vestibular do ITA-SP (1991): questão 20;
- vestibular da UM-SP (1994): questão 23;
- vestibular da PUC-RS (1993): questão 24.

Há um detalhe interessante relativo à questão 24, copiada da PUC-RS. O professor "autor" prejudicou muitos vestibulandos, pois divulgou uma resposta errada e manteve-a até o final do processo seletivo. Estranhamente a Copeve não colocou as provas à disposição no site da UFAC, divulgou apenas o gabarito.

Neste último vestibular, realizado em 14 e 15 de dezembro, o procedimento do plágio foi novamente utilizado, mas chega a ser um "detalhe" comparado a problemas de natureza teórica. Na prova de Língua Portuguesa, há três questões cujas respostas divulgadas pela banca examinadora não se sustentam. A questão 24, por exemplo, é uma agressão incomensurável à inteligência de discentes e docentes e, sobretudo, aos compêndios literários. O enunciado pede ao aluno que aponte, entre cinco afirmações, aquela que não pode ser feita sobre o livro "O empate", de Florentina Esteves. Entre as quatro afirmações que não servem como resposta — mas que são verdadeiras, segundo o raciocínio aplicado no enunciado —, encontra-se esta: "... o romance 'O empate' (...) apresenta a mulher indígena como personagem nunca antes valorizada nas narrativas de autoria masculina". Em outras palavras: Florentina Esteves superou — nada mais, nada menos! — José de Alencar, para ficarmos apenas na menção de um autor mais conhecido, de um autor “menor” do espectro literário brasileiro.

Em vestibulares sérios, após a aplicação das provas os professores que elaboram as questões apresentam as respectivas respostas com comentários, justificativas. É um procedimento elementar: se o professor propõe um item avaliativo aos alunos, espera-se que ele saiba resolvê-lo e fundamente sua resposta. No vestibular da UFAC, os "autores" dos itens sentem-se agredidos quando se faz qualquer questionamento, mas são incapazes de redigir um fundamento teórico justificando o que propuseram como avaliação. O dom da infalibilidade lhes toma o corpo até a medula óssea. Oxalá o episódio de agora torne esses “autores” seres menos divinos, mais próximos de nossa falível natureza humana!

Sua Magnificência, Olinda Batista, tem uma oportunidade ímpar de promover ações há muito necessárias ao aprimoramento do vestibular da UFAC. Essas ações não compreendem apenas aspectos relativos à organização e infra-estrutura. A mais urgente, revelada pelo episódio do plágio de questões, é justamente aquela que muitos não percebem: definir ao menos um esboço mínimo do perfil de aluno que a instituição deseja receber em seus cursos. Esse perfil é essencial quando a universidade discute, por exemplo, as diretrizes para a melhoria da qualidade de ensino.

Nesse sentido, é importante a reitoria não se deixar embevecer pelo clima moralizante instaurado após a divulgação das irregularidades. Visando à elaboração de questões inéditas, sem a devida reflexão corre-se o risco da ressurreição de mentalidades jurássicas que já reinaram em vestibulares da UFAC e, qualitativamente, em nada contribuíram. Tome-se como exemplo o exame de 1997. Após fraude grosseira que culminou com a anulação total do processo seletivo, novas provas foram elaboradas. É bem verdade que a maioria das questões já não primava pela qualidade e a escassa qualidade existente já era fruto de plágio, mas, no geral, as novas provas conseguiram piorar o que já era ruim. Em uma das questões de Língua Portuguesa, pediu-se aos vestibulandos que apontassem o plural da palavra “ancião”, segundo a norma gramatical. Três são as formas de plural registradas em português: “anciãos”, “anciães” e “anciões”. Como podemos observar, esse tipo de questão exige do vestibulando uma habilidade tão rebuscada, tão sofisticada quanto “analisar o caráter sistêmico da menstruação das baratas” e “compreender a importância da influência da décima sétima lua de Júpiter no ciclo menstrual das formigas-saúvas africanas”. Esse tipo de questão “inédita” revela-nos pelo menos três problemas comprometedores: 1) o elaborador desconhece o teor dos Parâmetros Curriculares Nacionais, documento oficial que fundamenta o currículo do ensino médio brasileiro. O que significa dizer que ele desconhece a realidade do público ao qual se destina a avaliação; 2) o elaborador não domina os rudimentos básicos que norteiam a formulação de um item avaliativo; 3) o elaborador age de má-fé, uma vez que, sendo sabedor de sua inabilidade técnica para executar a tarefa que lhe foi incumbida, aceita-a prontamente como se fora capaz de realizá-la, desprezando de maneira irresponsável o fato de prejudicar a trajetória de muitos estudantes.

É importante, também, que a reitoria da UFAC revele o nome dos professores-copistas e responsabilize-os de fato. A julgar pelas últimas declarações do presidente da Copeve, o velho corporativismo que corrói a estrutura da instituição já começa a dar as caras. Em entrevista a um periódico local, o atabalhoado dirigente disse que “o plágio pode ter ocorrido por falta de tempo dos professores para elaborar questões inéditas”. A declaração é um acinte. Falta aos eminentes professores tempo para elaborar itens inéditos, mas não lhes faltam tempo e disposição para receber a remuneração por algo que não fizeram. O decadente programa “Zorra Total” é uma revolução humorística sem precedentes, comparado a uma pérola dessas.

*João Bosco de Sousa é professor de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008