terça-feira, 28 de maio de 2013

Release para Macferr

PREFEITURA DE CASIMIRO REALIZA CONSULTA PÚBLICA SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS


ONGS, especialistas, associações de moradores e estudantes debateram sobre o tema

Valéria Borba, engenheira e mestra em Saúde Pública, falou sobre os riscos dos resíduos sólidos como o gás das lâmpadas fluorescentes que pode causar câncer
A Prefeitura Municipal de Casimiro de Abreu, através da SEMMADS – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a Macferr, soluções tecnológicas realizou, durante todo o dia do último dia 07 de maio, na Casa de Cultura de Casimiro de Abreu e na Biblioteca Pública, em Barra de São João, consulta pública para tratar do plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, com a participação da engenheira Valéria Borba do Nascimento, mestra e especialista em Saúde Pública e representantes de ONGs e diversos segmentos da sociedade.

Segundo Valéria Borba, vem aumentando nas últimas décadas a preocupação nacional com os resíduos sólidos - material, substância, objeto ou bem descartado que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada.

Indo desde as questões ecológicas e os paradoxos voltados ao desenvolvimento sobre este tema, ressalta-se a não geração dos resíduos, sua minimização e gerenciamento de seu manuseio incluindo todas as etapas que vão desde a sua geração até a destinação final adequada. “É o despertar da sociedade para com as responsabilidades na gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos.”, disse.

As normas técnicas são representadas principalmente pela Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Lei de Saneamento Básico, entre outras referências reguladoras que tratam e harmonizam-se entre si nas áreas ambiental, tecnológica, saúde e segurança no trabalho. Uma preocupação que a Prefeitura de Casimiro de Abreu trás ao debate com a sociedade.

Com a participação de vários órgãos ambientais como o INEA – Instituto Estadual do Ambiente, na pessoa do superintendente regional, Túlio Vagner, o secretário municipal da SEMMADS, Maurício Porto ressaltou que a intenção desta iniciativa é, juntamente com a população, criar o PMGIRS, de acordo com as demandas e necessidades dos municípios e seus habitantes. “Com esta participação popular a prefeitura obtém subsídios para implantação bem elaborada da coleta seletiva de lixo dentre outras ações para a preservação ambiental.”, acrescentou Porto.

Para o diretor Marcos Corsino, da empresa Macferr, organizadora do evento, a consulta pública foi um sucesso pela qualidade dos debatedores e das pessoas da comunidade que participaram ativamente com sugestões e questões, satisfatoriamente respondidas pela especialista convidada. “Para uma primeira reunião, achei bastante produtiva e acredito que teremos um bom material para a elaboração do PMGIRS.”, disse Corsino.

SÃO VERDÃO

Uma atração à parte, durante o evento foi a aparição do ecologista São Verdão. No mínimo curioso, o personagem é interpretado por Jeremias Soares, um pacato cidadão que procura fazer a sua parte, em defesa do meio ambiente, se fantasiando com um vestuário extravagante, composto por máscara de caveira, capa esverdeada, camiseta com estampas dos escudos da maioria dos clubes de futebol brasileiros, sapatos amarelos e bandeirolas com mensagens ecológicas.

O ativista Jeremias Soares na pele do São Verdão: “O verdadeiro sangue nobre é verde!”

Soares e mais alguns ativistas fazem parte da ONG que leva o mesmo nome de seu personagem. Busca visibilidade para seus ideais em estádios de futebol, misturando-se às torcidas organizadas. “Tudo começou na torcida do Corinthians, em um jogo contra o Botafogo. Tive que sair apressado dali para o lado do Botafogo, pois não foi de bom tom estar entre corintianos, todo vestido de verde!”, falou num sorriso.

E disse mais: “Chico Mendes e irmã Dorothy estiveram sozinhos e morreram nesta luta pelo nosso meio ambiente. Eu tenho buscado apoio entre as maiores torcidas do Brasil. Pretendo viajar por todos os estádios do país levantando esta bandeira e mostrando a cor do verdadeiro sangue nobre, que é verde”. Divertido e prometendo um show no próximo encontro, São Verdão foi o principal alvo de fotos com os participantes.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Desagravo


quarta-feira, 15 de maio de 2013

A russa

Ela tinha um sotaque maravilhoso. Notei na mesma hora que era da Xexênia. Ela era soviética. Disse para mim seu nome, que jamais esquecerei. Verginia Shavatzjnakovak ganhou minha atenção e meu interesse em sua estória extraordinária e, vendo seus lábios trabalharem freneticamente, me apaixonei por ela. Sua língua... Tão exótica e tão doce... Se estivesse falando palavras que eu entendesse, não teria me emocionado tanto.

Excitado que estava, eu a pedi em casamento sem pensar nem titubear e ela disse que sim, que seria minha para o resto vida, na saúde e na doença, na paz e na guerra e disse mais, que viveria comigo até debaixo da ponte e que me daria filhas e filhos lindos com a minha cara e seu todo amor. Foi um casamento de sonho, que toda garota algum dia sonhou casar assim como ela se casou. E, naquela cerimônia emocionante, eu disse sim e ela disse também sim.

Confesso agora, que eu não estava entendendo nada do que ela falava. Sei que gemia, que me falava palavras carinhosas. Ela me beijava e me lambuzava, e me salivava com seus quatro lábios deliciosos. Que mulher! Eu a amava como o poeta ama a letra, como a virgem ama a virtude, como ela amava a alegria, como o povo ama a liberdade. O amor aconteceu ali, naquele momento sublime, num arrepiar de vida.

Obviamente – Quem viveu, e viu, e leu sabe -, nós não nos entendemos assim como nossos corações palpitavam para que as promessas se cumprissem como desejávamos. Fomos apartados pelas palavras que cada um de nós dois tentava falar e nenhum dos dois entendia. Ela era russa e eu brasileiro. A gente só se entendia quando não falávamos. Eu só a entendia quando ela chorava e chorava no idioma universal da infelicidade.

Eu disse para minha amada Verginia Shavatzjnakovak que precisava sair dali e comprar cigarros, na banca da esquina. Ela soube, na mesma hora que falei isso, que eu estava mentindo, que não estava indo comprar cigarros, nem que a banca era ali na esquina. Eu sei que ela ficou triste e que sofreu com minha covarde desistência que, para mim, foi um presente para ela, a mulher que eu nunca entenderia o que falava, mas, assim, a livraria de mim.

Em buraco de peba, tatu caminha dentro?


Comer tatu é bom


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Puto de raiva


O mundo horrível de hoje não precisa de boquirrotos pastores políticos, tampouco de pilantras políticos gays. No fundo de seu armário inóspito, só querem se locupletar, amancebados que são da opinião midiática e desentendedora de suas verdadeiras intenções separatistas e explicitamente diabólicas. Nós, eu e mais uma ruma de criatura do bem, que é “democraticamente” obrigada a votar nestes pulhas, detestamos esse debate nojento.

Pouco me importa essas picuinhas de senadores, caciques, donos de partidos e emendados. Nada disso muda nem diminui a minha contribuição com meus caraminguás, em forma de eternos tributos, e com a minha vida em forma de falta de segurança, saúde e educação. Eu vou continuar seguindo as regras, porque sou legalista. Mesmo que sejam leis retrógradas, abusivas e enganadoras. Leis fascistas eu quebro.

Não voto em quem eu não queira. Se só tem dois candidatos amaldiçoados, repulsivos, porque eu serei obrigado a sair do fundo da minha rede, em dia de chuva, morando mal e porcamente no mais escroto barraco, enganchado no mais perigoso barranco, na mais inóspita favela, do pior bairro, do pior município, do mais detestável estado, do país mais corrupto, insalubre, mal educado, trapaceiro e mentiroso do mundo pra votar em qualquer um dos dois?

Porque sair com lama até o saco de plástico, que sou obrigado a amarrar nos pés pra andar pela rua que o maldito vereador prometeu “ajeitar”, há quatro anos, num comício do nosso pré feito assaltante descarado? Por quê? A bosta dessa lei dos seiscentos diabos proíbe que se busque o infeliz do eleitor em seu domicílio, mas se, por cargas d’água o imbecil do votante não comparecer e não votar em quem vai lhe roubar, paga multa!

Olha só, que lei nazista: Se o estúpido do eleitor não votar, nem justificar, por isso e por aquilo outro porque não votou, e nem for pagar a multa em dinheiro (irrisório que seja, mas é dinheiro que vai pra longe do bolso dos honestos), mesmo tendo estudado noites a fio, depois do expediente, pra fazer aquele concurso público e passar em primeiro lugar, não pode assumir o cargo porque não foi votar naquele palhaço analfabeto.

A criatura, com muito sacrifício e determinação realiza o seu sonho de uma vida melhor por mérito, sem mentiras, sem corrupção. Passa no difícil concurso, mas seu direito é tolhido pela diabólica lei do voto obrigatório. Ou seja: de nada vale seu talento e qualidade intelectual se você, por um motivo qualquer, Deus sabe qual, não ajudou a eleger um dos tantos espertalhões que nunca fará nada para a sua vida melhorar.

Na propaganda o personagem diz: “Eu votei limpo!”. Votou numa sujeira que envergonha gente de bem, que se sacrifica pra exercer o seu democrático direito de ser vilipendiado, chafurdado e humilhado. Votou limpo numa imundície que não cessa e não tem fim. Eu e essa gente teimosa, bruta e prestadora de atenção não queremos que vocês venham nos dizer o quê e como fazer pra que fiquem mais ricos e nós mais fodidos. Vão pro inferno!

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