quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Acredito na Bíblia


É interessante como a maioria das pessoas não acredita de jeito nenhum na Palavra de Deus, escrita na Bíblia. O cara fica irritado, briga e quer matar quem argumenta, em qualquer assunto, citando as Escrituras. “É inadmissível! É loucura!”, retruca o incrédulo que, invariavelmente tem uma predisposição a acreditar em mau olhado, sorte e azar, numerologia, signos do zodíaco, horóscopo chinês, dieta da luz dentre outras coisas.

Daqui a pouco uma porrada de gente vai cair de pau em cima de mim, por estar defendendo a Bíblia. “Quem prova que isto é a Palavra de Deus? Ele desceu do céu com caneta e papel e escreveu algum livro? Não, ela foi escrita por homens assim como eu e você!”, assim dirão. A mesma ladainha, o mesmo bordão de sempre de quem acredita que usar uma roupa nova, branca e entrar no mar de costas vai fazer o ano novo ser próspero.

Tem gente que antes de tomar uma dose de cachaça, derrama um pouco no chão, levanta o copo em reverência dizendo que “esta é para o santo!”. Um folclorismo etílico bem humorado, baseado numa crendice popular, numa entidade espiritual que incentiva e “abençoa” o alcoólatra devoto. Que santo, hein?!

Este mesmo bebedor abomina e não aceita o segundo mandamento bíblico que diz: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás...”. Este homem é capaz até de meter a peia em quem for lhe falar “tal absurdo”.

Alguns bons amigos meus creem piamente em seres extraterrestres, de inteligência superior a do ser humano, crença esta baseada em textos e pesquisas de renomados doutores no assunto como Erich Von Däniken, autor do famoso livro Eram os deuses astronautas?, que eu li e gostei demais . Eu também acredito que Deus criou o homem a partir do barro o que faz meus amigos se acabarem de rir e me ridicularizarem.

Milhares de mexicanos e outro tanto de gente no resto do planeta se preparam para o fim do mundo amanhã (21 de dezembro de 2012). São religiosos, cientistas, céticos, ignorantes, enfim uma gama enorme de crentes na profecia Maia. Bem, eu também acredito no catastrófico fim do mundo, na extinção da vida na terra, na ressurreição e na vida eterna, como diz a Bíblia. Muitos outros acreditam também, mas a grande maioria despreza tais “tolices”.

Eu não sou dono da verdade, não estou aqui impondo minha crença, mas é verdade que a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada é odiada pela grande maioria da humanidade. De tão contraditória e exata ao mesmo tempo, não há como negar seu poder divino, porque ela desmascara o homem, nos despe e impõe a verdade dentro da nossa consciência porque Deus nos deu o livre arbítrio. Ou seja: no fundo a gente sabe o que é o que é das coisas.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Poema daqueles dias de noite


Difícil dizer como foi naquele dia
que entrou pela noite
até amanhecer novo dia de novo.

Foi bom até quanto pôde ter ido
então passou a não mais ser tão bom
e ter vindo a ser, mas foi indo

Tinha aquela que me cutucava,
e eu bebia na sua taça.
Me embebedei de seu licor

Tinha aquela outra que só olhava
Mas que não olhava só pra mim
Eu olhava e achava graça

Aí veio uma falta de ar na névoa
E eu bebi relva que escorria
pelos cotovelos da que me beijava

E comi até seus cabelos, com sal
E também inalei seu aroma de jasmim
Mas não cansei não daquela dor

Quando pensei que o dia lá estava
Que era de manhã naquela madrugada
Que na verdade era tarde pra mim

Tinha aquela outra de boca fechada
Mas, quando as lágrimas escorriam
Era quem mais ria e eu gargalhava

E o dia ía se acabando mesmo assim
Vindo a noite, pelas estrelas do céu
e sombreando o sol que se aposentava

Mas quando achei que ía dormir
tinha também aquela vestida de lua
Olhos não fechavam, nem boca fechava

Ela que somente nua se apresentava
Aquela que tinha a pele bronzeada
E a cabeça decorada por um chapéu

E também ele estava ardendo febril
E ali aonde ele estava, naquele lugar
Bem ali, onde sem calor a gente sua

Foram muitas noites e dias sem fim
Que por vezes me esqueço deles
Que outras vezes os guardo em mim.

Onde você vai passar o fim do mundo?


                                       
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Descobrindo palavras

Quando eu achava que sabia descrever imagens que tinha visto in loco, em filmes, fotografias ou obras de arte, eu não sabia realmente o que via, até que te vi. E foi assim como um novo abrir d’olhos. Meu olhar renovou-se, como a visão de um recém-nascido, a quem é dada a luz de um novo mundo.

E saído da escuridão que estava vi essa luz cintilante. Essa luz que vem de você. E

stou tentando te descrever, maravilhado como um navegante que encontra o que buscava em mares desconhecidos. Como um aprendiz de escriba de cartas, tento explicar e narrar o que foi e o que é ter te visto, assim tão desconcertantemente sem palavras, cheio de emoções que não consigo descrever.

Busco por muito mais palavras que não sei dizer, por não conhecê-las e que, talvez nem sequer existam. Talvez, em algum momento, sem esforço, sem pretensão, suavemente eu possa encontrar ou inventar tais palavras que descrevam fielmente o que senti e sinto ao olhar e não parar mais de olhar para você.

Opinião dos palmeirenses